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Archive for the ‘Crônica do Jogo’ Category

Arílson e Carlos Miguel pós-modernos

Arílson e Carlos Miguel pós-modernos

 

O Grenal é uma e várias catarses. É o vermelho magma e o azul mar, mas maiores e mais impactantes que vulcões e oceanos. O Grenal é um sentimento que impele rubros e tricolores a esmagarem mentalmente os adversários, ainda que a única forma física de ele ser plenamente satisfeito é impor ao rival uma derrota, seja a diferença de gols mínima, mas ainda uma derrota. Pobre dos milhões que não vivem e, portanto, são incapazes de entender essa relação.

 

Pois o clássico que comemorou um centenário de petelecos mútuos nas orelhas rivais e alheias, honrou seus antecessores. Houve empenho irrestrito, futebol de passes rápidos e marcações compenetradas nos dois lados do campo. O primeiro tempo, por exemplo, não permitiria outro placar que não o empate. As duas equipes ameaçavam-se com a qualidade dos passes de seus meias: D’Ale e Andrezinho; Tcheco e Souza. Mas a cautela, filha bastarda do medo de perder o jogo, mantinha o cabresto puxado, e continha o ímpeto dos jogadores.

 

O primeiro gol anunciava um Grenal como os outros três deste ano: Grêmio especulando num escanteio, zaga do Inter segura, contra-ataque veloz, gol de Nilmar. Souza ainda elevou o grau de irritação dos torcedores azuis ao tentar cavar falta no limiar de nossa grande área. A tarde era um desastre.

 

Ocorre que algumas diferenças entre o time de ontem e aquele treinado pelo homem do bigode invisível, Celso Roth, foram determinantes para a virada. Ruy sumiu do Olímpico, e Mario Andarilho Fernandes candidatou-se a seguir como titular depois de boa atuação – há que se ter paciência com as eventuais e naturais oscilações de um rapazote de 18 anos; a meia cancha bem povoada, sobretudo na contenção, com a juventude talentosa mas imatura de Adílson, compensada com a experiência vagarosa de Túlio.

 

Tudo isso permitiu à equipe reestruturar-se nos minutos após sair perdendo, e voltar ao campo do Inter com a mesma força e empenho. Numa tentativa, Souza foi obstruído ilegalmente por Guiñazu. Pedro Ernesto de Nardim, num rompante oportunista e profético, avisou, assim que o meia deitou a bola no gramado e mirou a goleira de Lauro com a concentração que os retirantes nordestinos destinavam aos oásis abstratos nas obras de Graciliano Ramos e João Cabral de Melo Neto, que os gremistas deviam acreditar e que os colorados, por outro lado, temer a cobrança – e ambos o faziam, mesmo que dissimulassem o otimismo e o medo por qualquer superstição particular. Souza confirmou o narrador da Gaúcha e justificou a venda de dois juniores para adquiri-lo, além de recolocar o Grêmio no jogo: 1 a 1.

 

O segundo tempo não permaneceu equilibrado. Ora, honrado leitor, o Grêmio perdera os três Grenais anteriores no ano, observara, mesmo que distante, o momento vacilante (Abraço, Leandro Guerreiro!) do adversário, jogava em casa e não vencia há dois anos. Tudo levou Autuori a adiantar o time, pressionar os colorados em seu campo e forjar, como de costume, muito mais na força e na atitude do que no futebol, a vitória gremista.

 

Assim o Grêmio criou mais, correu mais, lutou mais e, ainda que tenha desperdiçado oportunidades mais claras, marcou num lance fortuito, um respingo de um escanteio, e a confirmação estrelada de Maxi López. Afinal, centroavante, nas plagas de Bento Gonçalves, precisa fazer gol em Grenal para merecer a camisa 9 – ou 16.

 

O Grêmio retira aquela bigorna de tonelada e meia das costas e pode ascender na tabela do Brasileiro sem o estigma de não vencer clássicos. Já o Inter, segue tartamudeando num labirinto sem luz, à espera de uma reação que não acontece desde a primeira derrota para o Corinthians.

 

Guilherme

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O Chiliquento e o Esquentadinho

O Chiliquento e o Esquentadinho

 

O Grêmio perdia por 3 a 0, resultado digno de choro copioso e desesperança crônica, tragicamente irrecuperável – nem na atmosfera de literatura fantástica que admite ao Olímpico o poder de iluminar viradas inacreditáveis. Eis que aos 34 minutos do segundo tempo – hora que inclusive agnósticos e ateus apelavam para os pai nossos e ave marias decorados e jamais esquecidos da saudosa época de coroinhas – Souza se vestiu de grunge, disse que era Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, e rasgou o refrão a plenos pulmões: Oh, I’m still alive!!!

 

O fato, a despeito dos gols sofridos e marcado, do imbróglio racista ou não envolvendo La Barbie (e que certamente vamos comentar nos próximos dias aqui no Tisserand), é que eu realmente não esperava o Grêmo que vi no primeiro tempo. A zaga sólida, rebatendo grande parte dos cruzamentos. Os volantes recolhendo com perícia os rebotes defensivos e acionando Souza e Tcheco, cujos espaços encontrados na meia-cancha permitiam promover estocadas esporádicas ao ataque.

 

Foi assim nas duas vezes em que nosso centroavante Zen Budista Alex Mineiro aprimorou sua técnica infalível de perder gols, numa furada digna de vergonha alheia e no recuo de cabeça para Fábio. Mas a chance mais cristalina foi perdida justamente pelos pés que depositávamos maiores esperanças. Maxi López honrou o sangue latino, dividindo como se deve, desarmando o zagueiro e saindo em marcha apressada em direção a bola, cortou o último defensor e deslocou com calma o goleiro do Cruzeiro. Mas deslocou demais. A bola beijou a trave, saiu do campo e nos convenceu de que a noite não reservaria muitas alegrias.

 

Quando já andávamos pelos 37 minutos, Kléber recebeu passe mais livre que adolescente arteira, filha de pais negligentes, e encontrou, num cruzamento a la Arce, Wellington Paulista. Leo não chegou a tempo, e o atacante cabeceou como o manual Jardeliano aconselha: olhos abertos, firme e para o chão. O que me permite afirmar que nem Victor pegaria aquela bola.

 

Até aí tudo bem. O time estava seguro, cofiante, o gol fora fruto de uma jogada tradicionalmente eficaz do adversário e da limtação de Fabio Santos. Mas o começo do segundo tempo transformou a partida num pandemônio. Logo aos três minutos, Wagner recebeu passe de um escanteio na solidão que jamais se pode permitir a um jogador canhoto. Porque os canhotos, como todos sabem, são figuras oblíquas, matreiras e dissimuladas, sempre ludibriando os pobres marcadores destros com sua inerente marcha torta, coisa de magia negra ou pacto demoníaco. Enfim, ele avançou para a meia lua da grande área e chutou despretensioso, na direção da Turma do Fedor. Tcheco se vazou nas calças e a bola passou desviando por entre suas pernas, enganando o incauto goleiro Marcelo, a esta altura impassível e no lado contrário da bola. A casa começava a cair.

 

A partir daí o Cruzeiro virou a seleção da Espanha (Não quando joga contra os Estados Unidos!), invertendo o jogo em lançamentos insinuantes, arriscando dribles com a confiança dos vencedores, promovendo linhas de passes de corar o gremista espectador. Num dos estouros de paciência da zaga Tricolor, Fabinho aparou o cruzamento de uma falta com um meneio tranquilo, visto que livrara-se de toda e qualquer marcação. O 3 a 0 nos cumprimentava com um aceno aterrador.

 

A situação teria piorado muito se o chileno Henrique Osses não imitasse Romário e saísse com uma fisgada. No espaço de tempo entre a despedida do árbitro e o ingreso de seu substituto, O Grêmio se organizou, acalmou os ânimos e o Cruzeiro resolveu diminuir o ímpeto, administrar o resultado.

 

Todos sabemos, caro leitor, que isso nunca dá certo. E daí surgiu a esperança maior dos gremistas, o gol marcado com maestria por Souza, a falta que deixou Fábio paralisado sob a meta, a chama que hoje é de vela de bolo de criança, mas que pode se transformar num Fogo de Chão bagual e acalorado na próxima quinta. Porque, mesmo que alijados, maltrapilhos e maltratados, ainda respiramos, ainda estamos vivos!

 

* ‘Eu ainda estou vivo’, refrão da canção Alive, do Pearl Jam.

 

Foto: Clic Esportes

 

Guilherme

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Em 2009: são 89 gol. Pecisamos de três

2009: 89 gols. Pecisamos só de três

 

Fabio Araujo analisa a primeira partida da final da Copa do Brasil e projeta o jogo da volta contra o Corinthians no Arena Vermelha

 

Foto: maurrenmotta.com.br

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Sente o dedo e morde a fronha

Sente o dedo do técnico e, na falta da fronha, morde a camisa

 

Não bastasse a faixa estendida no lado oposto das câmeras de tevê e jogando para o mundo chagas irreversíveis de nosso passado sepultado a 95 palmos do chão, inclusive escrito nas cores do tricolor para outorgar sordidamente à própria torcida gremista sua autoria, corriam os 25 minutos do segundo tempo, o Inter virava sua partida num 3 a 1 ao natural e o próprio Grêmio cambaleava no potreiro que é o gramado do Olímpico deles e perdia por 1 a 0, trazendo a Porto Alegre aquele gosto amargo que acompanha os derrotados, sem exceções a resultados menores ou maiores, agravado pela iminente pausa de três semanas na Libertadores. Até que o dedo de Autuori tocou Tcheco e Fabio Santos de forma convincente. O capitão alçou a falta sofrida por Souza mais aberta que o normal, encontrando o lateral, contestado e goleador. O Grêmio empatava e, mais uma vez, contrariava a atuação medíocre com um resultado importante.

 

Jader Rocha mal terminara o gargarejo com Cepacol e afinara a voz para a transmissão da RBS, o cronômetro do árbitro cumpria recém seu segundo minuto, e o Caracas já maculava a meta de Victor. Uma falta cobrada da intermediária pelo zagueiro e monarca Rey e escorada pelo lateral Chichero para as redes. Aliás, não fosse Chichero, seria um dos outros quatro venezuelanos que saltavam solitos em nossa pequena área.

 

O 1 a 0 seguiu no ritmo pedregoso do gramado, a bola rolava tanto quanto num paralelepípedo de rua centenária. Tcheco e Souza dominavam com dificuldade e eram monitorados sabiamente pela marcação. Enquanto isso, Figueroa era o maestro (Cada um tem o maestro que merece) cansado, mas lúcido do Caracas. Organizou boa jogadas e fugiu com facilidade das armadilhas de Adílson. Numa delas, limpou Leo, adentrou a grande área e rolou para Chichero. O Lateral arrematou com força, mas Victor confirmou a falta que fará durante o exílio na reserva da seleção com uma daquelas defesas impossíveis.

 

No segundo tempo o gramado permaneceu como antagonista maior e apenas três lances merecem destaque. O primeiro, uma cobrança de falta similar a que Souza já fizera num Grenal, e, da mesma forma, a bola cumpriu seu trajeto acertando a trave e repelindo as redes. O segundo, o gol salvador de Fabio Santos. E o terceiro, a prova cabal da várzea, a cereja no bolo do amadorismo que assaltou a atmosfera na Venezuela ontem: o sistema de irrigação ligado logo após o gol gremista. Mais bizarro que isso, foi assistir ao Ruy aproveitando para banhar-se em campo, feito guri de filme americano esbaldando-se sob um hidrante aberto.

 

 

O jogo de volta acontece somente dia 17 de junho, tempo suficiente para Autuori acrescentar o restante de seus dedos no time e promover a entrada de Túlio no lugar de Leo, formatando a equipe no quatro quatro dois que lhe agrada.

 

Demais jogos da Libertadores:

Ontem

Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

 

Hoje

Defensor x Estudiantes

Palmeiras x Nacional

 

Foto: Fabio Santos: Juan Carlos Hernandez, AP

 

Guilherme

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Palermo depois de sofrer tratamento de canal

Palermo vela tratamento de canal

 

Uva uruguaia não faz bem pra Boca, sentenciou alguma das almas portenhas que preencheram sem grande euforia a Bombonera na noite de ontem. O Defensor Sporting, time de qualidade técnica inversamente proporcional à energia frenética dos jogadores que o representam, venceu os donos da casa por 1 a 0, e eliminou a equipe argentina em plena alcova: tal qual o cidadão de ceroulas surpreendido por um gatuno atrapalhado, mas tenaz, enquanto se despede do dia vendo o Hermano Henning, o Wiliam Waak ou o Amaury Jr (Cruzes!).

 

E não se pode argumentar nem que o resultado foi injusto, ou que o Boca soube envolver os adversários e lhe faltou sorte. Não. O jogo foi um acumulo de passes errados, chutões e equívocos como poucas vezes vi o time azul e amarelo cometer. Aliás, a equipe escalada por Carlos Ischia é um arremedo daquela que, em 2007, nos colocou na sacola, puxou um taco bola e espancou com o zelo que os argentinos sabem fazer com qualquer brasileiro – e como já fizera com o Inter, Palmeiras, Santos e outras agremiações nessa década. A zaga insegura e baixa. Os volantes, Vargas e Bataglia, inferiores a Banega e Ledesma. Riquelme renega a seleção, mas não compensa em seu time, além de recém regressar de uma lesão que lhe custou 40 dias de ausência. Palácio quer ir embora há algum tempo. E Palermo é um homem cansado.

 

Tudo isso contribuiu para a tragédia anunciada de ontem. Não por mim, é verdade. Sempre acreditei que o Boca passaria, ainda que sem um canino ou com um ciso cariado. E essa crença advinha, sobretudo, da fragilidade do adversário. O Defensor fez uma campanha modesta na primeira fase. Classificou-se com um gol marcado aos 49 minutos do segundo tempo da última partida. A maior virtude uruguaia é a de ser Bagual. E ontem comprovou por quê.

 

A zaga é sólida e de boa estatura, destaque para o goleiro Martin Silva, que anulou as tentativas afobadas do Boca, e para o lateral Pablo Pinto. Este, aliás, numa incursão corajosa pelo flanco esquerdo argentino, baixou a cabeça, enquadrou o corpo, fechou os olhos e sentou-lhe o pé na direção da área, como qualquer lateral digno da camisa que usa deve fazer, e achou Diego de Souza. O canhoto se livrou do zagueiro e chutou forte contra a base do travessão, o que obrigou a bola a cruzar a linha e decidir a partida com o placar mínimo. Diego é o grande nome do time uruguaio, ao lado do treinador Jorge da Silva, que ontem fez vinho saboroso com uva passa.

 

Nas quartas, o Defensor desafia outro argentino, o Estudiantes. Sem a mesma condição de franco atirador, visto que eliminou um candidato ao título, mas ainda refém da magia de enólogo do treinador, da bagualice da zaga e das investidas canhotas de Diego.

 

* O título foi pego emprestado de um livro homônimo do escritor Daniel Galera, cujo download gratuito pode (e, caso o leitor aprecie a boa literatura, deve) ser feito aqui.

 

Foto: esportes.uol.com.br

 

Guilherme

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Grêmio e San Martin

Grêmio e San Martín

 

Enquanto Boca Juniors, São Paulo, Cruzeiro, Palmeiras e Nacional forjam trincheiras, acumulam mantimentos e armam a cavalaria para peleias inomináveis e mortais contra homens feitos, conhecedores da Latino América, nas oitavas da Libertadores, o Grêmio cuida de uma criança de cinco anos chamada Martín, com fama de Santo, mas futebol de pagão. Como qualquer equipe obstinada a comandar a América, o Tricolor invadiu o berçário alheio e derrotou o menino em seu próprio pebolim: 3 a 1. Gols de Maxi López, dois, e Souza, para variar um pouco. Mas, como bom pescador que é, o Martín descontou: tento do pugilista e centroavante colombiano Arsuaga.

 

A partida começou à feição do Grêmio. O San Martín atirava-se ao campo adversário e se descuidava de brechas na própria defesa, como qualquer jogador da NBA que pegou um jens emprestado do Romário e insiste em puxá-lo até a cintura, descobrindo, obviamente, as canelas. Pois numa dessas distrações, Souza deixou o marcador deitado e chutou firme de canhota para abrir o placar.

 

O gol não animou o Grêmio. Ao contrário: a criança Martín deixou o campo, e um adolescente rebelde e assanhado entrou em seu lugar, como esses que costumam se eleger presidentes bolivarianos. O meio-campo do Grêmio transformou-se em território peruano e os cruzamentos repetidos à exaustão foram premiados ao final do primeiro tempo. Arsuaga aplicou o drible em Fabio Santos no mesmo toque em que dominou um lançamento longo e envolvente, e completou, no toque seguinte, maculando as redes de Victor.

 

Os 45 minutos iniciais terminavam como deveriam, em enfadonha igualdade: de um lado, um adolescente corajoso, mas incapaz de cuidar do próprio nariz; de outro: um adulto medroso, mas sábio sobre as coisas da vida.

 

Pois Marcelo Rospide deve ter umedecido os jogadores com aquela mijada amiga durante o intervalo, digna das grandes mudanças de comportamento. Porque logo aos 25 segundos de reingresso ao jogo, Souza confirmou a condição de jogador mais importante do Grêmio na Libertadores e alçou a bola até a cabeleira luzidia de Maxi López. O argentino adiantou-se à zaga e escorou para o gol.

 

Esse foi pra ti, Vanda!

Esse foi pra ti, Wanda!

 

O resultado já era satisfatório, mesmo que a atuação não correspondesse. Estava encaminhada a vaga, até uma derrota por 0 a 1 no Olímpico faria o Grêmio avançar às quartas. Mas ainda faltava um gol. Jonas recebeu belo passe de Ruy e trotou para a linha de fundo, simulou um cruzamento e driblou o marcador, um peruano displicente, jogando a bola para dentro da área, antes que ela cruzasse a linha de fundo. Lá estava, como sempre, Maxi López. Ali, naquela cabeçada, ele deve ter finalmente assustado quem torce contra os azuis. Porque não foi simplesmente um gol. Foi um gol de centroavante que domina a arte da bola aérea. Um gol de centroavante que há muito tempo não se via na Azenha. O 3 a 1 estava decretado. E a partir daí, Martin ficou sonolento, como qualquer criança que tenta acompanhar as conversas de adultos que se estendem pela madrugada.

 

 

Mais importante que ter encaminhado a classificação. Mais importante que ter a convicção de que é melhor do que os possíveis adversários nas quartas, Caracas ou Deportivo Quenca. Mais importante que tudo isso, é a afirmação de um triângulo que permite aos gremistas sonharem alto: Victor, Souza e Maxi López. As mãos, o cérebro e as pernas (e a testa também) – respectivamente – do Grêmio nessa Libertadores.

 

Fotos: Gurizada: quebarato.com.br; Maxi: abril.com.br.

 

Guilherme

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Daniel Alves rindo de nervoso

Dani Alves depois de ir fumar na praça

 

O futebol recentemente apresentado por Barcelona e Manchester nos campeonatos nacionais e na Champions League me empolgaram. Pois o conservadorismo europeu, povo tão conhecido pela ponderação, pela parcimônia, fez sucumbir minhas profecias de placares elásticos. Apenas um gol nos dois jogos semifinais da Copa dos Campeões. E tudo será definido semana que vem.

 
Barcelona 0 x 0 Chelsea

 

Não fosse Petr Chec, o Barça sairia em vantagem na semifinal contra o Chelsea. É verdade que aquele chocolate prometido por mim não compareceu ao Camp Nou na última terça-feira. Messi foi discreto e Eto’o e Henry prudentemente marcados por Alex e Terry. Restou a Xavi e Daniel Alves a responsabilidade pelas grandes jogadas, belos passes e chutes perigosos. No grande lance do jogo, Eto’o – talvez na única iniciativa relevante dele – girou com velocidade sobre Alex, empurrou a bola entre as pernas de Terry e marchou na direção do gol. Ainda deixou, já na grande área, o zagueiro brasileiro, que se recuperara, deslizando a bunda no gramado, num drible desconcertante. Até parar, como todo o Barcelona, no reflexo das pernas de Chec.

 

No jogo de volta, em Londres, a postura do Chelsea deve ser diferente da única alternativa encontrada por Gus Hidink para travar o jogo envolvente catalão, a retranca amiga. Os Blues vão utilizar a supremacia física para exercitar duas de suas armas principais: a bola aérea e os chutes de longa distância.

 

Já o Barça não sabe, desde os tempos de Rijkaard, se defender. É um time de compulsória postura ofensiva, e assim o fará, mesmo em terras estrangeiras.

 

Manchester 1 x 0 Arsenal

 

Que gol, que nada! Cristiano Ronaldo tem mais com o que se preocupar

Que gol, que nada! Ronaldo tem mais com o que se preocupar

 

No confronto semifinal de hoje, o Manchester também me desmentiu. Foi mais incisivo que o Barcelona, o outro mandante, mas conseguiu apenas a vantagem de um gol, marcado pelo coadjuvante lateral John O’shea.

 

Cristiano Ronaldo (Na foto acima), acompanhou o principal rival na briga pelo título de melhor do mundo, o argentino Messi, e passou em branco. Rooney, Tevez, Anderson e o veterano Ryan Giggs, que ingressou no segundo tempo, foram o demais impedidos por Almunia, goleiro espanhol e arqueiro do Arsenal, a ampliar o placar.

 

É preciso considerar os desfalques titulares de Arsene Wenger: Van Persie, atacante canhoto habilidoso e de chute mortal; Clichy, lateral esquerdo veloz e mais experiente que Gibs, seu substituto; e o meia russo Arshavin, grande revelação do futebol europeu dos últimos dois anos, impedido de atuar na Champions League porque defendeu o Zenit na primeira fase.

 

Semana que vem tem mais. E os dois jogos em Londres:

 

Dia    Confronto    Horário    (Canal)

05/05   Arsenal x Manchester  15h45min   (ESPN)

06/05   Chelsea x Barcelona   15h45min    (ESPN)

 

Fotos: Daniel Alves rindo: news.bbc.co.uk; Cristiano e companhia: dalgum canto do Google.

 

Guilherme

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