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Archive for junho \30\UTC 2009

* Texto dedicado ao amigo Andre, que o destino quis que fosse fazer precoce companhia aos eternos, ao sofrer grave acidente automobilístico no último domingo. Força, Locão! Não nos falaremos dia 1º, conforme combinamos no último trago, findi passado, mas conto com tua companhia no Gigante para ver o gol “a la bebeto” Colorado.

 

De acordo com os dados da Universidade de Ponta Grossa, que presta assessoria ao TFC, a média dos leitores deste sítio fica entre 19 e 29 anos, o que torna necessária uma breve apresentação do entrevistado desta Terça Tisser Entrevista.

 

Natural de uma localidade ridicularizada pelo seu peculiar nome de Pau Grande, Manuel dos Santos, o Mané Garrincha, atende ao repórter Fabio Araujo, fazendo juras de amor ao Fogão e apontando o seu favorito ao Brasileirão 2009.

 

TFC – Os teus dribles desconcertantes inspiraram poetas, cineastas e encantaram o mundo nas Copas de 58 e 62. Na época, tu compreendia a dimensão de tudo isso?

Garrincha – Compreender, até compreendia. O problema que a cabeça não era muito boa. Mas tô na batalha ainda. Dou umas bicadas, somente, de vez em quando.

 

TFC – Pela diferença de tamanho das tuas pernas, sofria algum preconceito? E essa história de chamar os adversários de João. É lenda?

Garrincha – Olha, João, no início o pessoal me chamava de perneta, punhe…  Mas bastava a bola rolar e eles passavam a conhecer o garotinho do Pau Grande, digo, de Pau Grande.

 

Segundo a Elza, Garoto de e do Pau Grande

Segundo a Elza, Garoto de e do Pau Grande

 

 

TFC – O futebol espetáculo, com jogadas e dribles pelos flancos, com o passar dos anos foi substituído pela força, marcação forte e outros subterfúgios de anti-jogo. Nesta nova escola de futebol, quem será o campeão do Brasileirão deste ano?

Garrincha – O Botafogo. Desde que eu sai de lá, não veio ninguém à altura, mas este ano eles vão ir bem. Tu vai ver, João.

(em OFF)

Posso falar a verdade? O time é podre. Não vai ganhar de ninguém. De novo.

 

TFC – Um recado final aos que almejam ser jogador de futebol.

Garrincha – Não tomem trago, comam mulher e aprendam com o Mané.

 

Foto: lhamanews.com

 

Fabio

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 O sábado e o domingo terminaram por se configurar numa rodada auspiciosa para as intenções rubras no Campeonato Brasileiro. A derrota de Celso Juarez para o Barueri por 4 a 2 estancou a avalanche alvi-negra que impelia o Galo à liderança isolada. Combinada com o 3 a 0 equatoriano que o Inter aplicou no Coritiba, TiLte e Roth dividem agora o cume da tabela. De lambuja para o deleite rubro, o Grêmio enviou ao Recife sua turma dente de leite, e repetiu de maneira magistral o revés da partida contra o Cruzeiro. Resta ao time da Beira-Rio mimetizar o desempenho contra os paulistas na quarta-feira que o caneco estará no papo. E aos gremistas varrer com cuidado o salão para que a derrota de ontem não respingue na decisão de quinta.

 

Espantalho equatoriano

 

Antídoto equatoriano para olho gordo

Antídoto equatoriano para olho gordo

 

O Inter não ficava sem vencer por seis partidas desde o tempo em que ainda não era campeão da Libertadores, ou seja, mais de três anos. O que cavocou algumas rugas de preocupação na testa de TiLte, visto que o Equilíbrio tão reivindicado por ele fora alcançado, ainda que num patamar indesejado. Mas o estreante Bolaños tratou de aplicar um banho de sal grosso, espantando o mal olhado com três gols de explícitas virtudes ofensivas. Golpes rápidos e hábeis, e dois deles com assistência e reabilitaçãoi de Alecsandro. Para quarta ainda há os retornos de Nilmar e Kléber e a esperança, muito mais do que crença, dos colorados numa virada.

 

Só Lupicínio salva

 

Lupi vive: é Imortal Tricolor

Lupi vive: é Imortal Tricolor

 

 

 Já o Grêmio, estendeu as mãos com as palmas bem abertas para receber do Inter o estigma de time que não vence há semanas. No mesmo momento que os colorados exorcizavam suas derrotas aqui em Porto Alegre, Paulo Autuori ressucitava algumas almas penadas do elenco Tricolor, como Hélder e Orteman, e colocava em campo junto de outros pobres e incautos neófitos encharcados da ingenuidade necessária àqueles que se sacrificam em derrotas por antecipação. Foi o segundo 1 a 3 consecutivo.

 

É claro que a classificação na quinta-feira justificaria até a escalação de ontem, mas somos obrigados a estabelecer previsões a partir de um retrospecto recente. E o passado recente do Grêmio nos joga na cara muitos empates e algumas derrotas. Se os colorados ainda se apegam a uma ilusão abstrata, mas tão humana que é a esperança, os gremistas dialogam com o sobrenatural, e imputam ao Imortal toda e qualquer responsabilidade de ida à final da Copa.

 

Menções honrosas

Vale destacar a campanha consistente do Barueri, cuja saída iminente do artilheiro Pedrão não influenciou na partida contra o líder. Outra menção honrosa para Ricardo Gomes, de estreia vitoriosa diante da torcida mais exigente do país. Mas a verdade verdadeira, caro leitor, é que o campeonato só começa a valer o ingresso a partir do próximo final de semana, quando apenas uma equipe insistirá na desonrosa missão de escalar reservas, resguardando seus titulates para a final da Libertadores: pois que seja o Grêmio.

 

Resultados

Atlético-PR 1 x 0 Corinthians

São Paulo 2 x 0 Náutico

Barueri 4 x 2 Atlético-MG

Cruzeiro 1 x 0 Avaí

Botafogo 1 x 4 Goiás

Palmeiras 1 x 1 Santos

Internacional 3 x 0 Coritiba

Sport 3 x 1 Grêmio

Vitória 4 x 1 Santo André

Fluminense 0 x 0 Flamengo

 

Classificação

Atlético-MG 17

Internacional 17

Vitória 16

Barueri 13

Palmeiras 13

Corinthians 11

Flamengo 11

Goiás 11

Cruzeiro 10

Santos 10

São Paulo 10

Santo André 10

Fluminense 10

Grêmio 9

Sport 8

Atlético-PR 8

Náutico 8

Coritiba 7

Avaí 7 8

Botafogo 6

 

Fotos:  Bolaños: Clic Esportes; Lupi: jornalpequeno.com.br

 

Guilherme

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Futebol é coisa pra macho

Futebol é coisa pra macho

 

Foto: Blog do PC Gima

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Ele conhece os atalhos a Inferior

Ele conhece os atalhos da Inferior

 

Continuando com a pretensiosa labuta de detalhar as peculiaridades de cada setor do Beira-Rio, o articulista Fábio Araujo – que, por motivos de sequela maior, não postou no último sábado – esmiúça a extinta Geral, hoje conhecida como arquibancada inferior. Os textos anteriores podem ser conferidos por aqui.

 

A inferior é o Bom Fim do Beira-Rio. Para os que moram no Berço da Revolução, leia-se Guaíba, informo que estou me referindo ao Bairro Portoalegrês. Com chapéu no E. Pois os freqüentadores do Bonfa são chegados na malandragem. Assim com os da Geral do Beira-Rio, quer dizer, Inferior.

 

No tempo em que a direção Azul apoiava as torcidas homossexuais, o setor colorado era conhecido como Geral. No entanto, com o passar dos anos, as coisas foram mudando e surgiu a Geral lá na Azenha. Por obviedade e exclusão, a Geral do Inter virou Inferior.

 

Pra falar a verdade, minhas lembranças da Inferior não são muito boas. O bar é precário, a ceva – quando vendiam – era quente, e o banheiro, o quadro da dor. Vaso, nem pensar. Se chega a dar um desarranjo no cantor, o melhor a fazer é ir pra casa. A não ser que o bagual tenha uma desenvoltura nas pernas para ficar em uma posição de sentado no ar, com as duas mãos flexionadas pra frente, tentando segurar a porta, que, claro, não tem tranca.

 

Os ladrões de carteira, os Donjuans que mexem com as mulheres alheias, e outros deste teor de chinelagem, adoram a Inferior. Assim como na Social, corneta grande. Geralmente o único canto que todos acompanham é a Camisa Vermelha.

 

Até gosto da inferior, a única ressalva que tenho recai sobre o Inter e Juventude, vencido por nós pelo placar de 2 a 1, em 1998 ou 1999. No intervalo, fui pro Bar e fechou um paL federal como nunca havia presenciado no Beira-Rio. Os simpáticos brigadianos do Choque, entraram descendo o cacete em todo mundo, inclusive crianças. Eu, apavorado, botei a cara na grade, enquanto tomava umas pauladas de canto, na paleta. Durou uns dois minutos, acho. Mas parecia uma eternidade.

 

Ao término da covardia, estava feliz por não ter evacuado, tendo a certeza que era o mais cagado da história. Pior que não era.

 

Um senhor duns 70 anos subiu na grade do Portão 4, uns três metros pra cima (se subiu, claro que é pra cima) e escapou da pancadaria. O problema foi que, quando acabou a confusão, estava em estado de choque e não conseguia descer. Todos aos berros de Desce, vovozinho! e nada.

 

Somente depois de muita conversa e a bola rolando no segundo tempo que ele voltou a pisar no assoalho do histórico portão 4.

 

Na Inferior, amigo, até os vovozinhos tem o dom da malandragem.

 

Na próxima edição, os que ocupam a sombra da Maior Torcida do Rio Grande: a Superior.

 

Foto: satedrs.org.br

 

Fabio

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For the left, for the right, in the middle...

For the left, for the right, in the middle...

 

Enfim, chegamos à esperada final da Copa das Confederações, ainda que com um equino de pelo listrado em preto e branco. Falo do Brasil, que surpreendeu os donos da casa com o 1 a 0 peleado, quando as senhoras e os senhores noveleiros já se lamentavam pela prorrogação iminente. Lá na quarta-feira, os Estados Unidos confirmaram a superioridade econômica e bélica mundial – o que leva muitos a lhes imputarem a pecha de imperialista – também no futebol, e derrotou os bambambans espanhóis com um 2 a 0 escorreito.

 

África do Sul 0 x 1 Brasil

O jogo foi assombrado pelos resultados surpreendestes que se estenderam por todo torneio, visto que Itália, Egito, de curiosa mutação zebra/favorito/eliminado, e Espanha haviam despencado do pedante salto alto não fazia muito tempo. Mas mesmo com as Vuvuzelas, mesmo com a empolgação comovente de jogadores e torcedores sulafricanos, mesmo com o nó de marinheiro tático do professor de inglês e técnico Joel for the Left Santana, mesmo assim o Brasil chegou à final.

 

A partida arrastou-se espinhosa, chances empilhando-se nas pranchetas para ambos os lados e os brasileiros encontrando mais dificuldade do que estavam acostumados. Quando chegávamos ao final, Dunga consultou alguma bola de cristal, astros, búzios ou algum crioulo pai de santo e visionário escondido nalgum canto da casamata, que lhe soprou o nome de Daniela Alves. O sobrinho do Shrek ingressou no lugar de André Santos e acertou um daqueles chutes que te fazem perder a consciência depois que vê a bola chegar às redes, seja na pelada do society com amigos bebuns, seja numa competição da Fifa.

 

Espanha 0 x 2 Estados Unidos

 

Eles querem o futebol

Eles querem o futebol

 

O imperialismo estadunidense tem um novo alvo: it’s the soccer, man! Depois de se fazer de Homer Simpson nas primeiras partidas, babando, arrotando cerveja e raciocinando com alguma lentidão, os americanos deixaram o fast food de lado e fizeram da seleção espanhola o que poucos esperavam. Permitiram a meia cancha inimiga trocar aqueles passes inofensivos e enfeitados em sua intermediária, inverterendo o jogo lentamente até parte do campo de Obama. Assim que tentavam avançar sobre a Casa Branca, defensores organizados expulsavam as investidas de Xavi, Fernando Torres e Villa.

 

Nos contra-ataques, os americanos chegaram aos dois gols: Altidore, num giro a la Ronaldo para cima de Piquet e concluindo no canto de Casilas; e Dempsey, depois da eficiente e curiosa assistência do anestesiado e adversário Sergio Ramos.

 

Domingo o Brasil reencontra os Estados Unidos, time que goleou na primeira fase. Resta a Dunga se convecer de que tem pela frente o Capitão América, e não o incauto Homer Simpson de outrora.

 

Foto: Joel: terra.com.br; Tio Sam: globoesporte.com.

 

Guilherme

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O Chiliquento e o Esquentadinho

O Chiliquento e o Esquentadinho

 

O Grêmio perdia por 3 a 0, resultado digno de choro copioso e desesperança crônica, tragicamente irrecuperável – nem na atmosfera de literatura fantástica que admite ao Olímpico o poder de iluminar viradas inacreditáveis. Eis que aos 34 minutos do segundo tempo – hora que inclusive agnósticos e ateus apelavam para os pai nossos e ave marias decorados e jamais esquecidos da saudosa época de coroinhas – Souza se vestiu de grunge, disse que era Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, e rasgou o refrão a plenos pulmões: Oh, I’m still alive!!!

 

O fato, a despeito dos gols sofridos e marcado, do imbróglio racista ou não envolvendo La Barbie (e que certamente vamos comentar nos próximos dias aqui no Tisserand), é que eu realmente não esperava o Grêmo que vi no primeiro tempo. A zaga sólida, rebatendo grande parte dos cruzamentos. Os volantes recolhendo com perícia os rebotes defensivos e acionando Souza e Tcheco, cujos espaços encontrados na meia-cancha permitiam promover estocadas esporádicas ao ataque.

 

Foi assim nas duas vezes em que nosso centroavante Zen Budista Alex Mineiro aprimorou sua técnica infalível de perder gols, numa furada digna de vergonha alheia e no recuo de cabeça para Fábio. Mas a chance mais cristalina foi perdida justamente pelos pés que depositávamos maiores esperanças. Maxi López honrou o sangue latino, dividindo como se deve, desarmando o zagueiro e saindo em marcha apressada em direção a bola, cortou o último defensor e deslocou com calma o goleiro do Cruzeiro. Mas deslocou demais. A bola beijou a trave, saiu do campo e nos convenceu de que a noite não reservaria muitas alegrias.

 

Quando já andávamos pelos 37 minutos, Kléber recebeu passe mais livre que adolescente arteira, filha de pais negligentes, e encontrou, num cruzamento a la Arce, Wellington Paulista. Leo não chegou a tempo, e o atacante cabeceou como o manual Jardeliano aconselha: olhos abertos, firme e para o chão. O que me permite afirmar que nem Victor pegaria aquela bola.

 

Até aí tudo bem. O time estava seguro, cofiante, o gol fora fruto de uma jogada tradicionalmente eficaz do adversário e da limtação de Fabio Santos. Mas o começo do segundo tempo transformou a partida num pandemônio. Logo aos três minutos, Wagner recebeu passe de um escanteio na solidão que jamais se pode permitir a um jogador canhoto. Porque os canhotos, como todos sabem, são figuras oblíquas, matreiras e dissimuladas, sempre ludibriando os pobres marcadores destros com sua inerente marcha torta, coisa de magia negra ou pacto demoníaco. Enfim, ele avançou para a meia lua da grande área e chutou despretensioso, na direção da Turma do Fedor. Tcheco se vazou nas calças e a bola passou desviando por entre suas pernas, enganando o incauto goleiro Marcelo, a esta altura impassível e no lado contrário da bola. A casa começava a cair.

 

A partir daí o Cruzeiro virou a seleção da Espanha (Não quando joga contra os Estados Unidos!), invertendo o jogo em lançamentos insinuantes, arriscando dribles com a confiança dos vencedores, promovendo linhas de passes de corar o gremista espectador. Num dos estouros de paciência da zaga Tricolor, Fabinho aparou o cruzamento de uma falta com um meneio tranquilo, visto que livrara-se de toda e qualquer marcação. O 3 a 0 nos cumprimentava com um aceno aterrador.

 

A situação teria piorado muito se o chileno Henrique Osses não imitasse Romário e saísse com uma fisgada. No espaço de tempo entre a despedida do árbitro e o ingreso de seu substituto, O Grêmio se organizou, acalmou os ânimos e o Cruzeiro resolveu diminuir o ímpeto, administrar o resultado.

 

Todos sabemos, caro leitor, que isso nunca dá certo. E daí surgiu a esperança maior dos gremistas, o gol marcado com maestria por Souza, a falta que deixou Fábio paralisado sob a meta, a chama que hoje é de vela de bolo de criança, mas que pode se transformar num Fogo de Chão bagual e acalorado na próxima quinta. Porque, mesmo que alijados, maltrapilhos e maltratados, ainda respiramos, ainda estamos vivos!

 

* ‘Eu ainda estou vivo’, refrão da canção Alive, do Pearl Jam.

 

Foto: Clic Esportes

 

Guilherme

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Maior e mais infernal formigueiro do mundo

Maior e mais infernal formigueiro do mundo

 

Conta a fabulinha imbecilóide que inventei agora – uma adpatação tortuosa do meu subconsciente, que recorda as dezenas de fábulas que me contaram no tempo em que escrevia cartas pro Papai Noel – que, em um bosque muito distante, um leão (no meu bosque há leões!) foi informado pelos Deuses dos Animais que, na semana seguinte, iria ocorrer um terremoto devastador, solicitando, para o bem geral do Bosque, a ajuda da fauna local para carregar a maior quantidade de alimentos possível para a 50 quilômetros dali.

 

Com isso, como já era de se esperar, ocorreu o caos entre a bicharada. Os tigres começaram a reclamar e xingar o leão, argumentando que ele seria incompetente, os guepardos afirmavam que moravam no Bosque por toda vida, sendo “Bosqueiros de Coração”, e seria uma afronta ter de participar de algo para fugir de um terremoto.

 

Em meio à confusão, uma formiguinha solícita carregava sob as costas uma grande folha esverdeada.

 

– De que adianta tu carregar isso, ó ser insignificante – criticou o ancião Tigre de Bengala. – É bem provável que não vamos conseguir escapar do terremoto.

 

– Se vai adiantar, não sei. Mas estou fazendo a minha parte.

 

***

 

Nos próximos dias, iremos atingir a incrível meta de cem mil formiguinhas no quadro social Colorado. Sendo sincero com o nobre leitor, que perde tempo de trabalho, ludibria com esmero o chefe, tudo para fazer uma visita por aqui, confesso que nunca levei fé em tal projeção. Mas as formiguinhas foram se unindo e os municípios se engajando no 1% proposto pelo Projeto Rio Grande Vermelho.

 

Eu, meio que duvidava, mas junto com o Consulado de Guaíba, fui buscando mais e mais sócios. Hoje podemos dizer que terminamos de carregar nossa folhinha. Pouco mais de 1% dos cidadãos guaibenses são sócios colorados. Fizemos a nossa parte. Todos os colorados estão fazendo a sua. Algo jamais visto na história deste país, como diria o representante mór da República.

 

O primeiro terremoto veio contra o MSI. Se o Beira-Rio fosse um ônibus da Expresso Lago ‘Empilho quantos passageiros quiser’ Guaíba, até acreditaria que todos os sócios colorados tivessem condições de assistir à final no Estádio, mas a direção tem uma responsabilidade exemplar, e qualquer besta sabe que, num local que tem 56, não cabe 98. Simples. Por vezes, alguns ficarão de fora – para o bem de todos –, o que melindra alguns torcedores que “ameaçam” deixar o quadro social.

 

A diretoria colorada está adaptando um novo software para maior controle das carteiras vermelhas, o que é um bem para ambos os tipos de associados. Então, não deixe de fazer a sua parte. Continue pagando suas mensalidades em dia e vire sócio colorado. Apenas R$ 22,00: R$ 0, 73 por dia.

 

Assim como a laboriosa, sábia e persistente formiga, não deixe de fazer a sua parte.

 

Foto: site do Inter.

 

Fabio

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