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Archive for junho \22\-03:00 2011

O estrangeiro

 

O Bom Pastor

 

Cinema Transcendental

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Fábio Araujo credita a titularidade de Muriel mais às idiossincriasias de seus adversários na disputa pelo gol colorado do que aos atributos do neófito goleiro. No Arena Vermelha. Clique aqui.

Renan, Internacional e Muriel (D)

 

Leia um trecho:

Grande parte da minha vida dediquei a uma única pessoa, o que é bem comum em nosso padrão de sociedade ocidental. A fidelidade, no entanto – em meu ponto de vista – nos concede alguns direitos de, ao menos, apreciar o belo sem qualquer pretensão maior.

Certa feita, aproveitando o entardecer na nem tão concorrida praia de Capão Novo, após dividir umas Skols, Polares e algumas doses de uísque que o safado do dono do bar insistia em dizer se tratar de Natu Nobilis, o ambiente passou a ser mais aprazível, conseguindo mirar em três ou quatro frentes sem forçar a barra.

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Numa rodada de empates em abundância, pênaltis desperdiçados aos montes e mudanças comedidas na tabela de classificação do Brasileiro, Inter e Grêmio bem que poderiam ajoelhar diante do altar pagão onde residem os exus que regem os destinos do futebol e agradecer pela igualdade tardia reconciliada aos trancos no Olímpico, pela manutenção da invencibilidade longe do pago fiada nas defesas de Muriel no Couto Pereira. Ocorre que são apenas 13 pontos amealhados nos 10 jogos da Dupla, o que distancia ambos dos sonhos de cifras opulentas que o título e a vaga à Libertadores inclinam.     

Lucinha Lins jogaria mais do que ele

O torcedor do Grêmio já não espera um grande jogo de seu time, nada daquelas tabelas envolventes que o São Paulo proporciona, tampouco os dribles circenses reinventados pelos santistas. Não. O gremista encaminha-se ao Olímpico e carrega nas mãos ainda ensebadas da costela – cujo sabor inigualável forçou-o a perscrutar até o último pedaço de carne alojado no osso – um radinho ou mp3, 4, 5, 6… de onde espera ouvir apenas a certeza de que há chances de forçar a barra, empurrar o adversário para sua área, vencer na marra.

A tarde de ontem novamente obrigou o gremista a ensebar os cabelos nas muitas vezes que lamentou os erros, no gol fantasmagórico de Bernardo, no pênalti desperdiçado por Gabriel, nas incongruências ofensivas cuja quantidade não recomendam otimismo em saná-las, nem mesmo na chegada iminente de Gilberto Silva, Andre Lima, Miralles.

Resta ao gremista voltar pra casa aliviado com o gol de empate marcado por Roberson, uma esperança de que ao menos uma promessa ofensiva vingue, transformar as sobras da costela num carreteiro macanudo e adormecer nos braços inóspitos e obscuros do Domingo Maior ou do Dr. Ray, digerindo a janta feito quem abre uma cova com colher de chá ou quebra um muro de Berlim a socos: na lenta dignidade que toda ignorância teimosa encarna.

Já o Inter tem aos menos uma novidade a comemorar. Diante da falta de sofisticação e pouca habilidade em vender o próprio talento de Lauro e da insegurança crônica de Renan, Muriel parece em condições de envergar a 1 colorada. Defendeu como um condenado à pena capital cujo perdão dependesse de não deixar que sua meta fosse maculada. Seria morto, caso isso fosse verdade, haja vista o gol de David. Nada, porém, que diminua uma atuação impecável.

Aliás, até Edson Bastos, o boneco de posto que os torcedores do Coritiba chamam de goleiro, fez boa partida ontem, confirmando ser mesmo uma tarde de arqueiros. O jogo foi igual, chances para os dois lados, dois ataques técnicos envolvendo defesas precárias.

Depois do gol de Gleidson, um improvável gol de Gleidson, chute a la Dinho do meio da rua, faltou culhão aos colorados e sobretudo ao seu treinador, para ampliar um marcador favorável. Pelas atuações esforçdas, pelas defesas de Edson, de Muriel, pela limitação técnica do Coxa e pelo medo de Falcão, o empate prevaleceu com ares de presidente aprovado em pesquisas confiáveis pela população.

Tabela e classificação aqui.

 

Guilherme Lessa Bica

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Univetelinos

Personalidades esportivas e olimpianos de outros setores sociais, igualmente celebrizados pelos holofotes midiáticos, que poderiam ter compartilhado o mesmo útero, haja vista os biótipos quase idênticos. Há algo excêntrico e belo nessas semelhanças. E o Tisserand FC sempre valoriza coisas excêntricas e belas.

 

A Família tá voltando...

 

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São sete títulos continentais espalhados por um gramado de 80 anos. É mais do que isso. São duas conquistas olímpicas num tempo remoto e quase inverossímil sem Copas do Mundo, num tempo quando o campeão olímpico era o campeão do mundo. Mas é ainda mais. São cinco Copas, mais de vinte Libertadores e catorze mundiais de clubes. É Santos e Peñarol, uma final repetida quase 50 anos depois. Mas é, sobretudo, Brasil contra Uruguai. E não adianta Galvão Bueno ou qualquer outro membro da imprensa sudestina bradar nacionalismo, não adiantam o talento de Neymar ou a competência de Muricylha. Pela raça inimitável, pela crise financeira interminável, pela decadência insolúvel, por 24 anos sem La Copa: é uma questão de dignidade torcer pelo Peñarol nesta final.

 

Club Atlético Peñarol

A incredulidade de quem respeita uma final de Copa

O Peñarol é o terceiro clube mais vencedor da Libertadores. São cinco títulos, outras tantas finais. Em tempos de vitórias, nos anos de conquistas consecutivas, essas taças expostas numa estante servem para intimidar o adversário, demonstrar grandeza. Quando se passa 24 anos sem sequer cogitar repetir parte daqueles feitos, o dourado e a prata dos troféus desbotam, os atletas vencedores morrem, os títulos transformam-se em fantasmas inatingíveis.

Foi preciso que Diego Aguirre, um dos remanescentes do último triunfo continental em 1987, regressasse, agora como treinador, para exorcizar os espectros que povoam todo imaginário de um clube sem taças importantes há muito tempo. No ano passado, comandou a equipe na conquista do Clausura. Neste ano, depois de ausentar-se e ver que, diferente de outros tempos, era o Peñarol quem mais precisava dele e não o contrário, voltou a Las Acácias para recolocar os aurinegros novamente no rumo das vitórias.

Depois de uma primeira fase irregular, justificada pela presença num dos grupos mais equilibrados de La Copa – na companhia de LDU, Independiente e Godoy Cruz –, os uruguaios voltaram a forjar o futebol de passes atribulados, balões intencionais e cruzamentos ladinos que identifica há quase um século as principais conquistas de seu país e levou a Celeste Olímpica ao quarto lugar na Copa da África.

Inter, Católica e Vélez já foram exorcizados por Aguirre, juntamente com os mesmos fantasmas do passado. O Santos pode ser o próximo.

 

Santos Futebol Clube

Eles não merecem. Mas eles devem vencer

O Santos, ao contrário do adversário portenho, é um clube acostumado com títulos na última década. Foram dois Brasileiros e uma Copa do Brasil. O vice da Libertadores em 2003, no fim do sonho ingênuo e feliz que Robinho e Diego engendraram até encontrarem o Boca de Tevez e Schiavi, é ferida que somente cicatrizará com a vitória dessa geração ainda mais talentosa, sobretudo pelos pés de Neymar e Ganso.

O Curioso é que, assim como o Peñarol, os santistas trilharam um caminho pedregoso no início de La Copa. Os pontos foram minguados nos primeiros jogos,  Adilson Baptista fracassou pela segunda vez consecutiva no estado de São Paulo e outros problemas, como repartir Neymar com a Seleção Sub-20, as lesões de Ganso, Elano e Johnatan, alertaram a diretoria que a demissão de Muricylha do Flu configurava-se num bálsamo divino.

O amigo de Vagner Martins emprestou seu quinhão ao Feitiço da Vila, desafrescurou o time, empilhou de volantes a intermediária quando o jogo recomendava parcimônia defensiva, não teve medo de imitar Felipão e Celso Roth e corrigiu os equívocos ofensivistas que lhe custaram a Líber de 2006, deixando o América mexicano, Once Caldas e Cerro Porteño, respectivamente, nas covas do mata mata. Resta saber se essa comunhão de talento e casmurrice é suficiente para suplantar a mística aurinegra. A noite de hoje começa a nos dar a resposta.

 

PEÑAROL   X   SANTOS  (Estádio Centenário, 21h50min / Montevideu, Uruguai)

 

Guilherme Lessa Bica

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Fábio Araujo perscruta as lembranças das conquistas recentes coloradas na esperança de voltar a sentir a comoção de outrora. Comoção, segundo ele, comparada somente à paternidade. No Arena Vermelha. Clique aqui para ler.

Trecho do texto:

As tardes de junho oferecem, dia após dia, uma paisagem lúgubre, mas acolhedora, flertando os mais atentos com um cenário digno de moldura em frondosas polegadas. O sol, já em período crepuscular, ilumina os olhos magnânimos pintados na caneca com os dizeres “Feliz Aniversário, Papai”.

Parcialmente fiel aos conselhos da minha cardiologista, me abstive da cafeína – o álcool, sigo em consumo moderado – o que prejudicaria, por assim dizer, a principal utilidade da caneca, haja vista que não tenho o hábito de sorver chá de cogumelo antes de escrever meus textos.

Nunca utilizei a caneca. Ela permanece, no entanto, imponente sobre minha cabeceira há meses me congratulando a cada nascer do sol, como se já tivesse uma história centenária, semelhante ao nosso Colorado. Os pais e mães que aqui freqüentam sabem bem do que estou falando. Apenas ser feliz.

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Quero ser grande

  

 

Dom Casmurro

 

Ópera do malandro

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A primeira festa, a primeira fresta, o primeiro amor

Nem parecia Vasco e Coritiba. Parecia mais uma final encardida de Libertadores, parecia um daqueles confrontos de abalos sísmicos em decisões de Supercopa dos Campeões da América. E eu logo imaginava o River de Franccescoli, o São Paulo de Zetti(!), ainda que a todo momento Luis Roberto me lembrasse tratar-se do Coritiba de Edson Bastos, do Vasco de Alecsandro. E justamente esses dois, um adotado como novo filho pela Redenção, outro confirmado como Eterno vilão do próprio gol, resolveram a contenda com seus peculiares e atrapalhados defeitos e qualidades.

Alecsandro é um carente. Tudo o que ele queria era ser amado pela torcida colorada. Por isso empilhava gols com uma média respeitável no Beira Rio. Nem por isso era mais respeitado do que Valter, jogador cuja média de cachorros quentes do Rosário ingeridos por semana era sempre superior a todos os gols feitos na passagem pelo Inter. O futebol é assim, há algo além da efetividade que funciona como critério para o torcedor avaliar um ídolo. Alecsandro nunca soube o que era esse algo por aqui. Mas achou-o no Vasco, na carente torcida cruzmaltina, nas feridas ainda não cicatrizadas de anos anteriores, na ausência de ídolos.

E foi todo esse carinho, foi toda essa segurança que ajudaram as pernas embaralhadas do Castor a acertarem o chute que errariam caso atuassem pelo Inter. Éder Luis ingressou na área paranaense logo aos 11 minutos e deixou-o com o gol desnudado à frente. As pernas trançaram-se qual carretilha como faziam nos tempos de Colorado, mas a ventura havia mudado de lado, o Vasco abria o placar. Alecsandro redimia-se.

Então Marcelo Oliveira, esse treinador maroto que logo logo estará no comando de um gigante do futebol brasileiro, sacou o longilíneo mas inócuo volante Marcos Paulo e lançou a campo Leonardo, que não é o Fenômeno, mas usa a camisa 18, o que confere sempre a digna condição de substituto imediato do centroavante. Como era esperado, o Albi-Coxa despertou para a final. E a mesma correria desabalada engendrada em herméticos movimentos por todos aqueles jogadores medianos que se viu nas atuações contra Palmeiras, contra os próprios cariocas desfigurados no último domingo, toda aquela pressão insana passou a açoitar a área vascaína. Tanto que, num lançamento incauto da intermediária, Jonas escorou para a trave oposta e Bill, não o Búfalo, empatou a partida de cabeça.

O Vasco parecia trôpego, como inebriado por algum odor nauseabundo, e de fato ainda cambaleava em campo quando Rafinha marchou intrépido pela área adversária e obrigou Fernando Pras a espalmar para o meio da área, em direção a marca do pênalti. Todos sabemos que uma espalmada para o meio da área cobra caro sua existência. E David, a cabeça mais lúcida do meio campo coritibano, imendou de esquerda para virar o jogo.

Quem te viu e quem te vê, hein, rapaz. Você tinha era manias demais

O segundo tempo traria consigo emoções ainda mais fortes, tanto que Luis Roberto – talvez por falta de vocabulário ou por nervosismo mesmo ou ainda numa tentativa de firmar um bordão clássico na mente de quem o assistia tal qual Galvão Bueno e seu “Brasil e Argentina é Brasil e Argentina, amigo!” – não parava de dialogar com o telespectador com um enfadonho Que jogo é esse, povo brasileiro?! E o Vasco marcou logo aos 12 minutos com Éder Luis em noite de Garrincha e Edson Bastos em noite de Eduardo Heuser, e Luis Roberto: Povo brasileiro, que jogo é esse?! E o Coritiba retomou novamente a vantagem aos 20 com Willian em chute de Dinho, e Luis Roberto: Jogo brasileiro, que povo é esse?! E então a partida virou um duelo de Winning Eleven com pré-adolescentes nos controles em esquemas suicidas de contra-ataques inacreditáveis, e Luis Roberto: Jogo, que povo é esse, brasileiro!? E restaram balões equivocados para a área do Vasco, afastados todos com certeza inequívoca para longe dela, restaram múltiplas chegadas vascaínas à área do Coxa, todos armados por Éder Luis, todos desperdiçados por Alecsandro, e Luis Roberto: Jogo, povo, que brasileiro é esse!?

E Alecsandro errou tudo mais o que fez até o fim do jogo. E Edson Bastos não cometeu mais erros. E ainda assim os erros de Alecsandro não puniram o Vasco. E ainda assim os acertos de Edson não redimiram o Coritiba. E estava acabado o Jogo, estava reconciliado um Povo, estavam aliviados todos os Brasileiros que se livravam, enfim, do Luis Roberto.

O outro Roberto, o Dinamite, conquista o primeiro título de expressão desde que assumiu a presidência, o que devolve alguma dignidade à sua gestão em tempos de suspeitas e investigações sobre ela. Rodrigo Caetano comprova o erro e a incapacidade do Grêmio em manter talentos criados em casa por algum tempo no Olímpico. Não é só com jogadores que não sabemos negociar. Mas Alecsandro, é sobretudo ele, o maior vencedor. Tornou-se, enfim, um ídolo. O que nunca conseguiria por aqui.

 

Legendas: Chico Buarque e Vinicius de Moraes

Guilherme Lessa Bica

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Personalidades esportivas e olimpianos de outros setores sociais, igualmente celebrizados pelos holofotes midiáticos, que poderiam ter compartilhado o mesmo útero, haja vista os biótipos quase idênticos. Há algo excêntrico e belo nessas semelhanças. E o Tisserand FC sempre valoriza coisas excêntricas e belas.

Lucas, jovem craque do São Paulo

Theo Walcott, atacante do Arsenal, da Inglaterra

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Fábio Araujo relembra a aniversariante Tríplice Coroa colorada, comenta sobre o primeiro triunfo do Inter no Brasileirão e homenageia o clone de Bussunda. No Arena Vermelha, aqui.

 

Trecho do texto

É Colorado(a), há exatos quatro anos, o Inter conquistava a “Tríplice Coroa” – o que rendeu um escudo feio pra caramba por um bom tempo – ao derrotar o Pachuca por 4 a 0, no Estádio Beira-Rio. Os gols foram marcados por Alex, Pinga, Pato e um contra. Uma festa completa, milhares de Colorados com coroas doadas por uma rede de alimentos, partida majestosa do Pinga e mais um caneco no armário: Internacional… Libertadores, Recopa e Mundial.


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