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Posts Tagged ‘Campeonato Brasileiro’

Fábio Araujo prega pela renovação imediata do plantel colorado, sob pena de mais um Campeonato Nacional ser derramado pelo ralo geriátrico que condenou o colorado a derrotas recentes. No Arena Vermelha, só clicar aqui.

Leia um trecho:

Ao contrário das aulas de ensino religioso, que desprezava por completo, as afirmativas rubras colocavam combustível na esperança da possível conquista da quarta estrela nacional. Finalmente, conseguiríamos nos livrar das amarras de 2006 e entender que alguns jogadores não têm mais o que oferecer ao clube, apesar de estarem na história; compreenderíamos, sabiamente, que o plantel tem muitas carências em quase todas as posições; e, mesmo que tardiamente, mandaríamos embora nabas medianas que recebem acima de R$ 150 mil.

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Adriano erra em bola e faz um golaço; Edson Bastos, com expressão bovina, antevê a tragédia

Adriano erra em bola e faz um golaço; Edson Bastos, com expressão bovina, antevê a tragédia

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Jonas ganha bitoca enquanto Tcheco aguarda a vez

Jonas ganha bitoca enquanto Tcheco aguarda a vez

 

A primeira vez carrega consigo algumas inconveniências. Como se a espera interminável esticasse o fio da ansiedade ao máximo, o momento em que o invólucro da imaturidade é rompido e a marca da idade adulta se incrusta na pele de forma irrevogável não ocorre livre dos rituais e traumas inerentes aos grandes acontecimentos. Pois o Grêmio passou por essa situação na noite de ontem. No benfazejo estádio dos Alívios, que tantas alegrias nos remetem a um passado recente, o time de Autuori livrou-se da chaga que atravancava ambições maiores no Campeonato Brasileiro, venceu longe do Olímpico e alinha já na sexta posição da tabela – ainda que com a mesma pontuação do oitavo colocado.

 

O jogo alojou desde os primeiros minutos uma pulga renitente por detrás de cada orelha gremista. A bola já rolava, o Grêmio controlava todas as ações, Fabio Rochemback e Adílson senhores da meia cancha, Tcheco e Souza flanando com a desenvoltura dos jogos em casa, Jonas articulando dribles indolentes, ou seja, alguma coisa estava errada. Tanto que não demorou para o cruzamento de Tcheco encontrar a testa de Souza e o placar passar a marcar 1 a 0.

 

O gol não mudou o jogo, como poderiam temer alguns torcedores supersticiosos que torcem para que o time marque somente no final das partidas, o que facilitaria a manutenção da vitória. Carlinhos Bala e seu penteado ridículo continuavam bailando feito criança em playgroud, mas tão inofensivos quanto, a zaga de Autuori continuava caminhando em terreno ermo e tranquilo. E foi com certa naturalidade insólita que Jonas dominou dentro da área parnambucana ainda na primeira etapa, enlaçou o zagueiro com um belo lençol, driblou outro marcador e chutou com convicção – logo Jonas, o atacante sem convicção por excelência – no canto rasteiro esquerdo do goleiro: 2 a 0.

 

O segundo tempo perdeu em energia do lado Tricolor e permaneceu incapaz do lado recifense. Algumas chances foram criadas pelo Náutico, muito mais pelo relaxamento gaúcho do que orinudas de uma organização e melhora adversária, salvas todas pela trave e pelas mãos de Victor. Maxi López ainda achou tempo para uma expulsão, inflando a aflição dos gremistas mais céticos, que só acreditaram-se vencedores fora de casa quando Senemi imprimiu o silvo derradeiro. Uma vitória em casa na próxima rodada pode minguar ainda mais a distância para o Gê Quatro, que hoje é de quatro pontos.

 

Já no Beira Rio, o Inter fez a torcida lembrar de um passado não muito distante, quando o colorado ainda não estava ambientado na arte de confirmar favoritismos, antes ainda das conquistas continentais e mundiais, e escorregava inexplicavelmente e para os adversários mais incautos nas horas erradas. É verdade que o jogo de ontem tinha o competente Cruzeiro na cancha inimiga, mas numa rodada em que o líder tropeça e um empate bastaria para colocar o Inter na liderança, deixando Tite e seus cordeiros adestrado com a faca, o queijo, a goiabada e outros quitutes mais na mão, não há permissão alguma para perder em casa.

 

Tiago Ribeiro segura vela e Fabiano Eller segura bola

Tiago Ribeiro segura vela e Fabiano Eller segura bola

 

Mas o futebol não funciona assim. E os mineiros lançaram mão de duas figuras que já vrestiram azul, preto e branco e tiraram diploma nas disciplinas grenalísticas. Adílson Baptista cozinhou Tite no fogo baixo e soube engessar os meias colorados. E Gilberto, maestro maior do Cruzeiro, assombrou com sua canhota pragmática a zaga vermelha.

 

O resultado negativo é minimizado pela derrota do Palmeiras, mas permitiu ao São Paulo igualar o Inter em pontos, o que torna a luta pelo título deveras emocionante, visto que um ponto separa Muricylha de Tite e Ricardo Gomes. Inter e Palmeiras invertem os adversários na próxima rodada, viajando, respectivamente, a Salvador e Belo Horizonte, no encalço da recuperação e reafirmação.

 

Confere aqui a tabela de classificação. E aqui os resultados da rodada.

 

Guilherme Lessa Bica

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André Lima tenta intimidar imitando Silvester Stalone

André Lima tenta intimidar Rafa Marques imitando Silvester Stalone

 

Mesmo com um time melhor, num estádio neutro, diante de um adversário de forças e futebol módicos, cuja morada costumeira é o Mangue da zona de rebaixamento; mesmo com gol sobrenatural de Jonas, mesmo que tenha tomado a dianteira do placar num momento adiantado e decisivo do jogo, mesmo com as duas mãos, os dois pés e os vinte dedos de Rodrigo Cintra, o árbitro, alijando as nádegas botafoguenses com erros clamorosos, mesmo assim o Grêmio não passou de um empate no Engenhão.

 

E se o deus do futebol, um velhinho sacana, irmão bastardo do pai de Cristo e de todos nós, tivesse algum caráter, permitiria a virada aos alvinegros no final do jogo. Porque o que se viu desde que o primeiro silvo deixou a boca de Cintra na tardinha carioca de ontem, foi o Grêmio mimetizar dramaticamente os movimentos constrangedores que promove longe do Olímpico desde as primeiras rodadas.

 

Tcheco e Souza, figuras imponentes e sóbrias diante de sua torcida, transformam-se em velhinhas matriarcas que outorgam para si o destino de suas famílias, mas não movem uma palha para tanto, e ainda impedem a iniciativa de membros mais novos. Tulio, aquela avó precoce que vestiu a camisa 4, completou o triângulo de latifundiários que reduzem a meia cancha gremista a um terreno improdutivo em outros estados. Restou a Adílson tentar um protagonismo vedado por sua natural imaturidade.

 

Ainda assim, a despeito de todas essas barbaridades, o Grêmio vencia. Com dois gols de Jonas, e um terceiro de autoria mútua de Souza e Réver, Autuori sacava esse sapo de pés frios e papo vermelho que o acompanha quando deixa o Salgado Filho de dentro da mala, juntava uma marreta e sentava a mão para ferir mortalmente o tabu de vitórias fora. Mas o próprio treinador cavaria com zelo sua cova. Aos 30 minutos da etapa derradeira, retirou o melhor jogador do time, o que não era lá grande coisa, mas ainda o melhor, Jonas, e lançou Makelelê. Ali todos os gremistas, todos os colorados, todos os botafoguenses, inclusive, sabiam que o 3 a 3 sairia. Para acrescentar uma colherada, não, uma concha de feijão de ironia, o mesmo velhinho sem caráter que manipulou Cintra na garfada ao Botafogo, levou Leandro Guerreiro, aquele volante vacilante que nasceu vermelho, acertar um chute inominável, ainda que com desvio, no ângulo de Victor, decretando a igualdade final.

 

Iarley na ponta dps pés

Iarley equilibra-se na ponta dos pés para aparecer na foto

 

Já no Beira Rio, um ídolo encontrou seu crepúsculo e uma torcida, a redenção. Os 4 a 0 do Inter sobre o Goiás encarnam proporções muito maiores que a dança de colocações no topo da tabela. Os torcedores colorados livraram-se finalmente daquela bruma de interrogações que se arrastou desde a ida de Fernandão para o centro-oeste e as acusações mútuas entre ele e Fernando Carvalho, agravadas pelas oscilações do time de Tite no Brasileiro. Pelo menos até quarta-feira, e com razões claras e inequívocas, Fernando Carvalho estava certo.

 

É claro que num placar tão dilatado e nulo para o adversário pululam destaques na equipe vencedora. Mas um jogador, em especial, desfilou o fino da bola: Kléber. O lateral pouco lembrava aquela figura apática e triste de outrora, que chegou a ser contestada no Beira Rio e perdeu espaço no coração de Dunga. Ontem, Kléber cumpriu seus deveres de marcação com autoridade, mas assumiu de forma enfática a articulação do time, arriscando lançamentos e os acertando com maestria, arrematando pataços indolentes, distribuindo assistências e sendo premiado com uma bucha. Ainda houve a malícia da canhota de Marquinhos, a lucidez de Giuliano, o esforço de Edu, a liderança de Guiñazu. Enfim, vencendo o Galo na quarta, o Inter regressa seriamente à briga pelo título.

 

Confere aqui como está teu time na Tabela. E aqui os resultados da rodada.

 

Guilherme Lessa Bica

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Cabeça de Fábio é engolida por traseiro adversário

Cabeça de Fábio é subitamente engolida por traseiro adversário

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“Dá raiva ouvir discursos pilhéricos de uma venda por ano, eu sei; assim como tu não aguenta mais ouvir em buscar o equilíbrio nesse desequilibrado elenco colorado; irritante, revoltante e outros tantos antes, mas é o que temos no momento. Abandonar um título que está logo ali, beira a galhofa. Desistir, não faz parte do vocabulário vermelho. Lembro até hoje de uma obra de arte em um Centro Cultural da Capital que dizia assim: No momento em que desistimos, abstemos da vida. Sobrevivemos como insetos: medíocres, insignificantes; em suma, jazindo nessa imensidão chamado terra, como um coco que boia no açude.”

 

Fabio Araujo migra da quinta para a terça do Arena Vermelha convocando os colorados a acreditarem no Tetra. É só clicar aqui.

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Ganso se passa por Marreca antes de atacar

Ganso se passa por Marreca antes de atacar

 

Há algumas certezas neste vale de lágrimas ao qual decalcam o nome de vida. Aquelas pieguices de que vamos viver, morrer, chorar, sorrir, de que o Roberto Carlos fará um show de fim de ano na Globo, enfim, por hora, não nos interessam. Pois o torcedor do Grêmio, como qualquer cidadão que paga impostos e adquire o direito de administrar o próprio bigode, também tem as suas. E a mais flagrante e dorida dos últimos meses pode amputar a Libertadores dos sonhos gremistas e afundá-los no terreno pantanoso e insosso dos classificados à Copa Sulamericana: o time de Paulo Autuori não vence quando deixa as cercanias de seu berçario. A noite de ontem cristalizou mais uma vez o drama de um time dependente de sua casa e derrotado pelo exílio efêmero.

 

O Santos não é um grande time. Há Kleber Pereira, um centroavante de alguma pujança, mas uma pujança cansada. Há Madson, e sua hiperatividade estéril. Há Fabão, zagueiro tão experiente quanto veterano. Tudo isso misturado de forma competente com algumas revelações pelo ziguifrido que faz trepidar os corações franciscanos, Wanderlei Luxemburgo.

 

Ocorre que o Grêmiio se transforma numa equipe esquizofrênica quando deixa Porto Alegre. Joga-se claramente para empatar. Souza, Tcheco e Adílson abusam de passes horizontais, especula-se aqui e ali algum escanteio, mas a avidez agressiva que um visitante deve transparecer, ao menos em contragolpes, inexiste nos tricolores. Restaria, então, a humilde atitude de travar o jogo, reconhecer a inferioridade técnica e sentar-lhe o sarrafo no lombo inimigo. Mas essa filosofia esbarra na postura aristrocática do treinador.

 

E nessa toada indecisa, sem saber se é agressor ou agredido, mais três pontos fugiram pelas curvas sinuosas de Santos. O único gol aconteceu num cruzamento orinudo de um momento de desatenção de Bruno Colaço e aproveitado com autoridade pelo jovem canhoto de corpo longilíneo, Paulo Henrique, o Ganso.

 

Cordeirinho a caminho do abate

Cordeirinho a caminho do abate

 

Já na Beira do Guaíba, Mano Menezes seguiu aprontando das suas. Como já fizera em tempos azuis, como já fizera há poucos meses, adentrou a casa colorada com seu passo regular, sua fala pausada e lúcida, improvisou um mistão alijado de alguns titulares importantes e, à base de chutões, rodízio de faltas e alguma entrega, encerrou a série de vitórias coloradas e venceu a segunda consecutiva contra equipes que encabeçam a tabela.

 

A despeito dos erros de arbitragem, abundantes nos dois lados, mas claramente mais prejudiciais ao Inter, o torcedor colorado deve estar peocupado com a derrota diante de um time igual, depois de ter acumulado vitórias sobre equipes menores – Barueri, Oita, Sport e Santo André.

 

De resto, o São Paulo aproveita a abrupta estiagem na pontuação dos adversários pelo título e ascende vertiginosamente na tabela. Ontem, venceu o Fluminense com o solitário gol de Richarlyson.

 

Tabela de Classificação.

 

Resultados

Vitória 2 x 1 Atlético-PR

Santos 1 x 0 Grêmio

Botafogo 1 x 2 Santo André

São Paulo 1 x 0 Fluminense

Barueri 2 x 1 Sport

Internacional 1 x 2 Corinthians

Coritiba 1 x 0 Palmeiras

 

Jogos de hoje

Náutico x Goiás

Atlético-MG x Avaí

Flamengo x Cruzeiro

 

Guilherme Lessa Bica

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