Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Seleção Brasileira’

Paraguaia acompanha anúncio das seleções do TFC

Apesar de não lotar estádios como o Torneio de Florianópolis e tampouco inflamar a torcida como um amistoso em Rivera, a Copa do Mundo 2010 até que teve e tem suas atrações. Como se alcançou na última terça-feira a zona pantanosa das quartas de final, o Tisserand FC resolveu acatar a sugestão do colunista Felipe Conti e publicar um selecionado provisório das peladas disputadas nos quintais de Râguebi de Madiba.

Por preguiça, soberba ou outra desculpa esfarrapada que, por hora, escapa ao conhecimento de nossa equipe (Trabalho de conclusão de curso, talvez), Fabio Araujo ausentou-se da empreitada, o que deve ser saldado ao final do cotejo com uma seleção definitiva.

No mais, abaixo, as duas listas mais esperadas de todos os tempos.

 

Por Felipe Conti, colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito.

O esquema tático é o famigerado e anárquico 3-4-3, porque laterais são o veneno do futebol. Mas destaco alguns, como Lahm (ALE), Coentrão (POR), Maicon (BRA) e Cha Du Ri (COR). Vamo lá:

Seleção:

Tim Howard (EUA), Diego Godín (URU), Juan Silveira dos Santos (BRA) e Lucimar “Lúcio” da Silva Ferreira (BRA); Kevin-Prince Boateng (GAN), Bastian Schweinsteiger (ALE), Mesut Özil (ALE) e Wesley Sneijder (HOL); Lionel Andrés Messi (ARG), Diego Martin Forlán Corazo (URU) e David Villa Sanchéz (ESP).

Menções honrosas para:

Vera e Alcaráz (PAR), Birsa (ESL), Muller (ALE), Donovan (EUA), Arévolo (URU), Tevez (ARG) e Elano (BRA).

 

Por Guilherme Lessa Bica, editor e cronista do Tisserand.

O time está armado no Celsorothiano quatro quatro dois. Ainda que livre do ranço defensivo que nos custou o brasileiro de 2008 e custará a Liber 2010 aos rubros (Se deus nosso senhor quiser!!!). Como o nível dos laterais esquerdos dacaiu deveras nesta contenda, escalei no setor um ala do lado oposto, mas que já bailou por ali no Mundial passado.

Seleção:

Eduardo (POR), Maicon (BRA), Lúcio (BRA), Godín (URU) e Lahm (ALE); Schweinsteiger (ALE), Xavi (ESP), Messi (ARG) e Honda (JAP); Villa (ESP) e Forlan (URU).

Treinador: o degustador de tatus, Joachim Löw (ALE).

Menções honrosas para: Julio César (BRA), Hernandez (MEX), Higuaín (ARG) e Sanchez (CHI).

Fiascos: Cristiano Ronaldo (POR), Gerrard (ING), Lampard (ING) e Domenech (FRA).

Anúncios

Read Full Post »

A chegada da Copa do Mundo carrega de arrasto as tão aguardadas atualizações do Tisserand Futebol Clube. Não poderíamos passar os 30 dias de desabaladas correrias no quintal de Nelson Mandela sem introduzirmos nosso dedo onde não fomos chamados. Aos milhões de leitores tisserânicos espalhados pelos continentes da terra e satélites, planetas e demais objetos voadores pelo espaço com acesso à internet, a Equipe Tisserand deseja novamente as boas vindas, e tasca entre dentes um fique-à-vontade sincero e acolhedor.

Bom, deixando a viadagem ensebada de lado, o TFC tem o orgulho de contar com repórteres de dezenas de países, todos eles, claro, disfarçados de funcionários dos maiores conglomerados de comunicação do mundo – Rede Globo, CBN, CNN, FOX, Al Jazeera, enfim – imbuídos de sabotarem o próprio distintivo e contribuírem para a maior cobertura Blogal de todos os tempos. Perfis dos principais atletas envolvidos no torneio, resenhas deveras abalizadas sobre as partidas mais importantes e novidades ornamentais, como um quadro de apelação barata e dissimulada misturando mulheres seminuas e poesia. Ou seja, somente aquilo que realmente interessa nessa vida.

Os próximos dias, horas e semanas serão muito bons. Avisem os amigos, os inimigos, as primas, irmãs, avós, enfim, até aquela titia enxuta que chegou a ver a Laranja Mecânica em 1974. Nós voltamos já, já.

Equipe TFC

Read Full Post »

El Loco Bielsa, aquele senhor desavergonhado e corajoso que já treinou a Argentina e hoje é o comandante Kamikaze que levará o Chile a mais uma Copa, manteve sua postura insana e atacou o Brasil sem pudores, mesmo fora de casa. É verdade que jogávamos com alguns reservas, sem Kaká, Luis Fabiano e com Julio Baptista com a 10 (Pecado mortal!). Mas havia Nilmar, que começou a cavar com suas pernas de gazela a cova de Robinho, e Daniel Alves, cuja atuação mostrou uma capacidade de adaptação em qualquer posição – ambos responsáveis maiores pelos 4 a 2.

 

Nos demais jogos das Eliminatórias Sulamericanas, o Equador, presença certa nas duas últimas Copas, confirmou a recuperação engendrada no segundo turno com a vitória por 1 a 3 sobre a Bolívia na estratosférica e nada oxigenada La Paz. Já em Assunção, Maradona novamente cumpriu seu papel de estátua cover de Almodóvar à beira do gramado e assistiu sua seleção perder mais uma. Valdés classificou o Paraguai e rebaixou os portenhos ao constrangedor quinto lugar.

 

Confere aqui a classificação. E abaixo as cenas mais marcantes dessa rodada.

  

 

Conto de Fadas: Dunga, o Anão, e Shrek, o Ogro

Conto de Fadas: Dunga, o Anão, e Shrek, o Ogro

 

Daniel Alves mostra que tamanho não é documento

Daniel Alves mostra que tamanho não é documento

 

Paraguaio de cavanha sonhando em desatolar o short

Paraguaio de cavanha sonhando em desatolar o short

 

Paredes, um herói brasileiro

Valdés, um herói brasileiro

 

Melhor que enterrar a sogra

Melhor que enterrar a sogra

Guilherme Lessa Bica

Read Full Post »

 

Cara de guri, futebol de gente grande

Cara de guri, futebol de gente grande

 

Há sete primaveras o posto de 10 da seleção brasileira está vago ou semi preenchido. Depois do introvertido e genial Rivaldo desfilar a nobre arte dos armadores clássicos (Platini) em terras asiáticas, nunca mais houve a figura do “cérebro” do time. Tentativas sim, mas nunca com a contundência e aprovação que a posição exige. Alex, Ronaldinho Gaúcho, Kaká… Algum destes peitou todo mundo, disse que era O CARA do time e assumiu a bronca de receber o mundo nas paletas em caso de derrota?

 

Amanhã na mística e mítica Rosário, Kaká será “El Diez” dos canarinhos. Bom moço, limpinho, barba feita pela marca famosa da qual é garoto propaganda, crente. Nada contra, muito menos a favor de tudo isso. Mas desde quando um 10, o pilar de uma seleção brasileira, pode ser alguém tão insosso, um “picolé de chuchu”, por assim dizer? O 10 é um homem atormentado por mil demônios que os mundanos desconhecem. Seus olhos são ora vidrados em algo além da percepção (Riquelme), ora flamejantes por uma raiva atroz e sem sentido (Zidane). A glória e a lama andam de mãos dadas, logo atrás de seus calcanhares. Kaká pode ser um excelente jogador, mas seu futebol nunca emocionará ninguém, nunca terá seguidores. E aquelas meninas pré-adolescentes não contam…

 

Um jogador foi testado algumas vezes na seleção brasileira, mas sempre deslocado de seu lugar de origem. Ou então recebia uma convocação, jogava alguns minutos, ficava no banco para os “medalhões” atuarem e logo após sumia das listas de convocados. Diego surgiu assombrando o país naquele iluminado Santos de 2002. Com 17 anos apresentava uma maturidade descomunal, e ainda trajava a 10 mais pesada do planeta. Além disso, esbravejava contra adversários com o dobro de sua idade, comemorava tripudiando em símbolos alheios, levava cartão em quase todos os jogos e ainda achava tempo para fazer gols e distribuir assistências. Um craque venal, Maradoniano, por assim dizer.

 

Sexta-feira passada destacamos os três (supostos) principais clássicos que aconteceriam nos campeonatos pelo velho continente. O estreante Robben e o maluco Ribéry comandaram o 3 a 0 do Bayern pra cima do time da Volks.

 

Na Inglaterra uma injustiça sem tamanho com os Gunners de Wenger: controlaram a posse da bola, criaram mais chances, marcaram as principais jogadas do United… Mas num pênalti (gol e “cavamento” de Rooney) duvidoso e num gol contra “Oseístico” de Diaby os Red Devils venceram por 2 a 1. O gol do Arsenal foi uma pintura do 10 da seleção russa Arshavin.

 

Em Milão, um massacre. 4 a 0 inapelável para os comandados de José Mourinho. Ao lado do Barcelona, a Inter candidata-se ao título da Champions. O Milan ainda não tem um time, e sim um amontoado de boas peças que não encaixam de jeito nenhum.

 

Mas no domingo um jogo (e um jogador, mais especificamente) destacou-se mais que os três supracitados. Roma e Juventus travaram um clássico como manda o figurino: tensão, correria, parcas chances de estufar os cordéis da cidadela adversária e, para não dizer violento, um embate TRUNCADO. O 28 da Juve (dois + oito) era um dos poucos que fazia a bola rodar, de resto era um festival de nervosismo e patadas. Totti estava encarnando o 10 descontrolado, e o time de Luciano Spaletti não conseguia reter a bola no ataque.

 

E então numa falta boba perto da área romanista, Perrota foi dizer para Diego algumas expressões idiomáticas que ele certamente já aprendeu a responder em italiano. O barbudo brasileiro levantou e berrou, em italiano e com o nariz à uns cinco centímetros do volante carcamano, palavras intraduzíveis neste espaço internético tão respeitador. Os dois levaram uma advertência verbal do apitador, mas o estrago já estava feito. Depois deste lance o armador da Vecchia Signora esmigalhou a já combalida equipe da capital, e em duas arrancadas da intermediária driblou Riise e Méxes (respectivamente) para depois fuzilar o goleiro ex-Santos Júlio Sérgio.

 

De Rossi empatou o jogo no primeiro tempo, e Felipe Mello de canhota decretou a vitória da equipe de Turim. 1 a 3 Juventus e manchetes nos jornais esportivos da Bota comparando o antigo craque do Werder Bremen, Porto e Santos à Maradona e Zico. Exageros à parte, Diego há muito tempo merecia ser o 10 do Brasil. Se não tem o nome ou a mídia de seus concorrentes, possui as características exigidas para a função (inclusive a desconfiança da maioria!).

 

Até porque amanhã, com a disputa ficando entre Lionel Messi e Kaká, não há maneira de torcer pelo garoto propaganda da Renascer.

 

Com o DNA Mararoniano

Com o DNA Mararoniano

 

Para quem quiser saber mais da mística da 10, este livro  é fundamental.

 

Aqui um trecho da obra.

 

Felipe Conti é colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito e é titular das sextas aqui do Tisserand.

Read Full Post »

 

Dunga fez feliz aqueles brasileirinhos que devoram Lênin e ignoram Neruda, e normalmente torcem contra a Seleção Brasileira, para que o trabalhador brasileiro – figura incauta e alienada – não seja ludibriada pelo ufanismo alardeado por nossa mídia, e considera o futebol uma ferramenta do Capeta: aniquilou o Imperialista de nossos tempos de uma forma que não fazíamos desde que a Angélica exibia sobrancelhas e coxas avolumadas, ou seja, na alvorada dos anos 90: aplicou três tentos a zero na poupança de Obama. Nos outros jogos na África do Sul, a Múmia calçou a Bota, o Joel despachou os Cangurus e uma Fúria foi arrefecida.

 

As promoções de Maicon, André Santos e Ramires ao time titular mostraram-se amplamente salutares no jogo contra os Estados Unidos. Maicon, na verdade, retomou seu posto, e com um belo gol. André Santos comprovou que joga mais que Kléber, o que não exige lá muita coisa, e deve seguir no time. Mas Ramires foi a grande confirmação. Conseguiu reproduzir com a camisa amarela o mesmo futebol que mescla a tenacidade de um maratonista etíope com o dinamismo dos grandes volantes. Participou de dois gols e cavou uma expulsão estadunidense. Além do gol de Maicon, Felipe Melo e Robinho, o Mídia Boy, ajudaram a enfeitar o placar de 3 a 0.

 

Itália 0 x 1 Egito

 

Ahmed Eid: Batoré egípcio

Ahmed Eid: Batoré egípcio

 

As dunas se eriçaram, as pirâmides estremeceram e uma centena de múmias foram vistas atravessando o deserto egípcio eufóricas, celebrando em cânticos a vitória de sua seleção diante de uma campeã mundial. A Itália contava com o neófito carcamano Rossi, cujas pernas resolveram a estreia contra os EUA, com os regressos de titulares importantes, como Canavarro e Gatuso, e nada disso bastou. Abu Terika e Zidan envolveram a Azzura com aquele mesmo toque de bola insolente que surpreendeu os brasileiros. Homos, que não é aquele adubo produzido pelas minhocas, fez o gol solitário do jogo.

 

Espanha 1 x 0 Iraque

A Fúria arrefeceu diante do Iraque, e, mesmo ensaiando aquelas linhas de passes de tontear até torcedor, os espanhóis só conseguiram o placar mínimo. Há ressalvas, como jogadores poupados e a postura a la Celso Roth dos Sadan Boys, raramente algum deles arriscava investidas no campo adversário. 

 

África do Sul 2 x 0 Nova Zelândia

A África do Sul frustrou os torcedores flamenguistas que incrivelmente sentem saudades de Joel Santana, vencendo a seleção neozelandeza por 2 a0. Os dois gols foram marcados pelo avante Parker, que divide o protagonismo na equipe com Pienaar, espécie de genérico do Davids, porém mais meia que volante, também revelado pelo holandês Ajax, no time que chegou às semifinais da Champions League em 2004. Os donos da casa dependem de um empate contra a Espanha, tarefa ingrata, para avançar no torneio.

 

Fotos: Tio Sam abatido: cronicaserrantes.wordpress.com; Ahmed Eid:nationscup.mtnfootball.com

 

Guilherme

Read Full Post »

Esfinge magoada com derrota no final

Esfinge magoada com derrota no final

 

Uma Esfinge matreira colocou-se diante da Seleção Brasileira em terras sulafricanas. E, logo na primeira rodada da Copa das Confederações, invadiu um terreno no âmago do olhar de nosso treinador e casmurrinho camarada Dunga, sentenciando, insolente, como faz há milênios: decifra-me ou te devoro! É verdade que foi com algum esforço, mas deciframos, num 4 a 3 de fazer o trabalhador brasileiro chegar ao expediente da tarde com um atraso substancial, ainda que justificado.

 

A primeira partida de uma competição como essa sempre carrega consigo uma eletricidade própria, o que pode explicar o resultado apertado. Quem assistiu apenas ao primeiro tempo deve ter experimentado aquela estupefação amiga ao regressar para casa à tardinha ou acompanhar pelo rádio o desempenho do selecionado de Lula.

 

Mais uma vez o time oscilou momentos de uma lucidez madura, troca de passes indolentes e marcação audaciosa em terreno inimigo, com falhas individuais – sobretudo Felipe Melo -, floreios de enraivecer até um monge tibetano – vide Robinho – e uma preguiça momentânea na marcação. Com esses prós e com esse contras, foi construído o placar de 3 a 1 no primeiro tempo. Um golaço de Kaká, com direito a lençol em câmera lenta no zagueiro egípcio; além de Juan e Luis Fabiano, concluindo cruzamentos precisos de Elano.

 

Ciranda, cirandinha

Ciranda, cirandinha

 

Mas o Egito mostraria logo que não é somente um dos berços da história mundial. Há também futebol por lá. E bem jogado. A entrada de Ahmed Eid, camisa 10 abusado, e a formatação da trinca ofensiva com Aboutrika e Zidan, deixaram os defensores brasileiros de cabelo em pé. Mohamed Shawky diminuiu logo no começo do segundo tempo. E um minuto depois, o mesmo Zidan – sim, há algumas semelhanças com aquele Zidane, mas o futebol está longe de ser uma delas – arrematou com força para empatar o jogo.

 

Centroavante egípcio

Centroavante egípcio

 

Quando a pasmaceira já se havia chegado, instalado uma poltrona e se refestalava no gramado do Free State Stadium, quando os ingressos de Pato, Ramires e André Santos mostraram-se inofensivos, eis que um egípcio imita aquelas figuras que enfeitam as paredes de pirâmides da terrinha, dobra o cotovelo e impede o gol iminente de Lucio, cujo chute aparara um escanteio, num golpe de bíceps competente, mas ilícito.

 

Kaká cobrou com segurança, depois de uma reunião pouco amistosa envolvendo atletas de ambos os times e o juiz acerca da marcação ou não da penalidade.

 

 

No outro jogo do grupo, a Itália finalmente iniciou a aguardada e necessária renovação no seu plantel. O técnico Marcelo Lippi mandou a campo, no segundo tempo contra os Estados Unidos, Rossi, rapaz de 22 anos, que marcou dois dos três tentos italianos na virada sobre os americanos, e mostrou que tem na perna canhota uma habilidade que há tempos não se vê em seleções da Bota.

 

Apesar de uma baba, há que se comentar o grupo A. Onde a Espanha confirmou a vitória por 5 a 0 sobre a Nova Zelândia, o que não é lá mais do que a obrigação, visto que o selecionado do Novíssimo Continente perderia até para o União de Rondonópolis. E a África do Sul, de Joel Paizão Santana, igualou-se no marcador com o Iraque em placar nulo.

 

Amanhã tem mais Grupo A. Quinta, mas grupo B.

 

Fotos: esfinge: portalsaofrancisco.com.br ; Brasileiros: terra.com.br; Zidane: soccer-world-cup.za.org.

 

* A Terça Tisser Entrevista volta na próxima semana, com o craque norte-irlandês George Best.

 

Guilherme

Read Full Post »

Robinho imita Jeremias: 'Quem botou pra nós beber foi o cão!'

'O cão foi quem botou pra nós beber'

 

Mesmo com toda a fama, com toda a brahma. Com toda a cama, com toda a lama, o Dunga vai levando, Chico Buarque teria composto essa música em nossos tempos e com a pequena alteração na letra caso outra situação em sua vida pregressa não o tivesse inspirado. Pois o anão mais contestado do país – é verdade que cada vez menos – segue sua sina de apresentações sob uma bruma de desconfianças, pouco convincentes e convocações recheadas de Gilbertos, Felipes e Elanos. Porém, para desespero da mídia Imperial e Bandeirante, Dunga vence. A última vitória, os 2 a 1 sobre o Paraguai, jogou o país vizinho à terceira posição, e alçou o Brasil a isolados e confortáveis 27 pontos.

 

A partida foi mais emocionante do que o esperado. Como o vazio no placar foi preenchido com gol guarany, uma atmosfera esperançosa, mas preocupada instalou-se no Big Wolrd of Arruda. El gordito Cabañas rolava junto da bola em direção à grande área brasileira e, ao sofrer uma descompostura de Juan, desabou feito donzela lívida de romances franceses do século 19, na sua fragilidade crua de filhote de baleia. Ele mesmo cobrou a falta e Elano desviou com categoria suficiente para encobrir Julio César. Tudo isso dos 23 aos 25 minutos de jogo.

 

O empate chegaria só aos 40, e depois de muita teimosia e inversões de bola brasileiras. Ela passou por Kleber, Kaká, Robinho, Felipe Melo e chegou aos pés de Daniel Alves. O lateral do Barcelona confirmou que começa a ganhar a posição de Maicon e encontrou novamente Robinho solitário em terreno paraguaio. O atacante mais marketeiro do mundo aparou de primeira, num bate-pronto hábil, igualando a peleia.

 

Já na volta para o segundo tempo do Maracatu, a Seleção estava sem a paciência que ritmou seus movimentos anteriormente. E logo aos quatro minutos, Felipe Melo arriscou com autoridade um lançamento vertical no peito de Nilmar. O menino dourado do Beira Rio optou por uma jogada parnasiana, e tentou uma assistência de futvôlei para Robinho. Os deuses do futebol não são tão injustos, e impediram, na pessoa do zagueiro paraguaio, que a bola chegasse ao Mídia Boy. Com isso, Nilmar encontrou o goleiro adversário mais desamparado que as dezenas de mães solteiras de filhos de bispos paraguaios, e marcou o gol da virada. São três vitórias consecutivas nas Eliminatórias e a confiança restabelecida para a Copa das Confederações.

 

 

Nas outras partidas, Maradona e sua estatura diminuta tiveram novamente problemas com a altitude e levaram 2 a 0 do emergente Equador. Os argentinos começam a entender porque Pelé nunca vai treinar nossa seleção. Outro destaque é a campanha do Chile, do treinador e Kamikaze El Loco Bielsa. Eles já estão em segundo, e depois de algum tempo têm uma chance concreta de regressar a uma Copa, coisa que não fazem desde 1998.

 

Resultados

Equador 2 x 0 Argentina

Colômbia 1 x 0 Peru

Venezuela 2 x 2 Uruguai

Brasil 2 x 1 Paraguai

Chile 4 x 0 Bolívia

 

Classificação

 Brasil 27

Chile 26

Paraguai 24

Argentina 22

Equador 20

Uruguai 18

Colômbia 17

Venezuela 17

Bolívia 12

Peru 7

 

Foto: globoesporte.com

 

Guilherme

Read Full Post »

Older Posts »