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Archive for maio \30\UTC 2009

 

Neste sábado, a metade vermelha do TFC inicia um especial intitulado “Qual é o seu Lugar”. Nos seus 25 anos, o editor vermelho, Fábio Araujo, já esteve em todos os lugares possíveis no Beira-Rio – menos, é claro, na torcida adversária. A partir dessa premissa, Fábio contará em detalhes como é assistir aos jogos em cada setor do Gigante da Beira-Rio.

 

 

 

Coreia

 

Coreanos lamentam migração forçada

Coreanos lamentam migração forçada

 

Para iniciar esta série, um dos lugares mais folclóricos do Gigante. Hoje, a parte destinada aos coreanos, bem próximo ao gramado, permanece solitária, pois há alguns anos o clube extinguiu o setor.

 

O sucesso da coreia, no entanto, não se deve apenas aos preços de apelo popular – na época, a entrada para o Brasileirão custava míseros três reais – e, sim, pelos seus fiéis torcedores, que se intitulavam coreanos de coração. A direção podia liberar o acesso para as arquibancadas, mas os de fé permaneciam em seus lugares. De pé, claro.

 

Apesar de mais barato, considero que era o setor mais elitista do Estádio. Os que tinham menos de 1,70m, dificilmente conseguiriam enxergar o jogo. A cabeça ficava na mesma linha das canelas dos atletas. Somente os longilíneos se davam bem na Coreia.

 

Ele enxergaria

Ele enxergaria

 

No saudoso tempo em que a aguardente era sorvido com naturalidade dentro do Beira, diversos mitos foram surgindo e destacando-se em meio aos colorados comuns. Hoje, alguns ainda são vistos perambulando por outros setores, mas não mais com a alegria de antes.

 

A grande vantagem da coreia era a proximidade ao campo. A pressão, sempre bem maior. Em compensação, o risco de levar uma bolada também muito elevado.

 

O espírito revolucionário do coreanos aflorava de ódio em relação às placas publicitárias que ficavam atrás do gol. Engana-se quem pensa que as reclamações tinham cunho ideológico, com discursos pilhéricos contra o imperialismo. Nada disso.

 

O grande problema era que, quando a bola ia rasteira, não tinha como ver o lance. Iam só na onda da galera, observando os que se esbaldavam com um assento. Bastava ter um pênalti, para ouvir os gritos de “chuta alto, porra!.”

 

Nunca paguei ingresso de coreia. Fui uma única vez, pra falar a verdade, quando liberaram o acesso para as arquibancadas, fiz o percurso contrário, sem saber bem o real motivo desta opção. Hoje, compreendo minha geniosidade adolescente e, com isso, não podia deixar de iniciar o especial “Qual é o Seu Lugar?” , com o setor que permanece no coração de milhares de colorados, que, na época, gritavam “Dá-lhe colorado, com muito orgulho, no coraçãooo..”

 

Fotos: coreanos: universoblogspot.blogspot.com; Oscar: news.bbc.com.uk

 

Fabio

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Bokowski se foi mas deixou seus representantes

Bokowski se foi, mas deixou seus representantes

 

Enquanto tremulava uma grande faixa de uma torcida de vanguarda gaúcha, mostrando-se livre de preconceitos, rompendo fronteiras, chegando à terra onde as misses imperam e são orgulho de um povo amordaçado por uma ditadura branca, nos pagos do sul, os torcedores colorados, no auge do chauvinismo masculino, em momento de profunda sinceridade etílica, deixaram transparecer o seu temperamento machista, tendo como cortina a vitória de 3 a 1 sobre o Coritiba pela Copa do Brasil.

 

Por ter um preparo físico semelhante ao do Viola, nos dias atuais, não são todas as partidas que permaneço no Olho do Furacão da Popular. Generoso que sou, não fui pedir para ninguém se amontoar ainda mais, no centro da arquibancada, e parti em direção à outra goleira, o único local que poderia escolher o assento que bem entendesse, com apenas uma ressalva: bem ao lado da torcida do Coxa.

 

Estava sóbrio, logo, calculei os riscos de entrar em uma confusão, chegando à conclusão que estes seriam mínimos. Como em quase todos os outros setores, os companheiros rubros ao meu redor estavam embriagados em demasia. Naquele local, no entanto, havia a adrenalina de estar a menos de oito metros da torcida adversária.

 

Terra de ninguém

Terra de ninguém

 

Por ser de menor expressão, era comum os xingamentos argumentando de que nunca tinham ganho uma libertadores, segunda divisão e outros clichês. Até aí, tudo beleza. Mas não demorou muito para uma torcedora se destacar no meio da multidão. Uma loira de aparência bem semelhante à Kelly Key, com uma calça preta milimetricamente colada em seus membros inferiores – conhecidos também pela alcunha de seu time – e uma camiseta verde, rente ao tórax, deixando a barriguinha um pouco saliente. No popular, é do padrão estereotipado como “torta”. Essas, seriam algumas qualidades que, por si só, chamariam a atenção da Maior Torcida do Rio Grande; mas ela precisava de mais. Não confiando somente nos seus atributos, apelou: ergueu os braços, de forma que conseguisse deixar em destaque o distintivo e o patrocinador da camiseta, e mostrou solenemente a manta da Geral da Azenha. Pronto. Até as mulheres passaram a lançar olhares furiosos, tanto pela manta, quanto pela conduta dissimulada da torcedora. A partir daí, caro leitor, até o gol do Alecsandro quase passou despercebido.

 

De início, os xingamentos mais adequados para o momento.

 

– PUriTAna…

 

– VAGA….

 

– Ei, Geral, senta no meu PALito…

 

Mas ela gostava. Acenava aos colorados, sentia-se desejada. Por vezes, girava o corpo em 180 graus, mostrando a manta azul, tendo a certeza que os olhares famintos estariam fitando o patrocinador abaixo do número da camisa.

 

A camisa, pelo menos, era a mesma

A camisa, pelo menos, era a mesma

 

Num misto de desejo e raiva, os mais embriagados perdiam a compostura, convidando-a para conjunções carnais pouco convencionais, preferencialmente pela porta de trás.

 

– Contigo, só assim, mulher de vida fácil! – sugeriam.

 

A torcida começou a perder a compostura, quando a aspirante a Sexy Simbol juntou o polegar opositor com o indicador, fazendo um circulo, movimentando o ante-braço para cima e para baixo, simulando uma descabelada no Ronald McDonald, caçoando dos que já estavam enamorados. Um clamorosa afronta aos vermelhos.

 

Os mais exaltados partiram na busca de honrar seus princípios, ordenando que fosse lavar pratos e limpar cuecas freadas. Por minutos, os chauvinistas masculinos ecoaram dezenas de xingamentos machistas que só serviram para criar antipatia entre as coloradas. Pois a Coxa Branca continuava a distribuir sorrisos para os Colorados.

 

Sem saber o que fazer, um senhor de meia idade, um dos líderes do movimento – trabalhador, pai de família, acredito – sem medo de ser feliz, abriu o zíper, arriou as calças, mostrando o cidadão rendido, em estado de sonolência alcoólica, sendo repreendido pelos colorados mais próximos.

 

– Pô, tiozão, não é pra tanto. Daqui a pouco, os porcos vêm encher o saco.

 

– Mas é isso que aquela precisa, não é? Hein, Hein?!

 

Para tristeza da dona da manta da Geral, em instantes, o Andrezinho marcou o terceiro.

 

E o profeta das calças arriadas, redimido, saiu a gritar aos quatro ventos.

 

– Eu falei que nós íamos virar essa por…

 

Fotos: Bukowski: myspace.com; Cartaz do filme: dvdlight.com.br; Musa do Coxa: lanceactivo.com.br.

 

Fabio

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Sonho de consumo do colorado radicado no litoral

Sonho de consumo do colorado radicado no litoral

 

Saber que o Gigante estará lotado para uma grande festa, um jogo decisivo e não poder estar presente é dolorido. A vontade de poder participar da festa, testemunhar in loco a atuação da equipe, cantar, pular, gritar, vibrar e chorar é uma coisa que me dá saudades.

 

Desde que vim morar no Litoral, poucas vezes fui ao Beira-Rio. Nesta Copa do Brasil, creio que será impossível assistir à decisão – caso o Inter se classifique, o que acho muito difícil não ocorrer. Todas as quartas-feiras não tenho hora para sair do trabalho. Complicado.

 

Ouvir a Popular cantar e não poder cantar junto no estádio é complicado. Sozinho, em casa, pior ainda.

 

Na partida contra o Coritiba foi pior. Eu estava com um problema nas costas, não podia fazer movimentos bruscos por causa das fortes dores. Não fui trabalhar, pude assistir à final da Champions League à tarde e ainda desfrutar de tudo que era programas esportivos nos canais da Sky durante o dia.

 

Angustiado, obviamente, querendo ver a bola rolar e o Colorado vencer. Quando vi o gol do Coxa, lembrei do jogo da decisão da Champions League, quando o Manchester amassava o Barcelona, que na sua primeira jogada de ataque matou os ingleses com um golaço de Eto’o.

 

Pois bem! Viramos e eu sozinho na sala, apenas vibrando, xingando e sem movimentos bruscos. Empate, virada e o terceiro gol e o grito baixo. Apenas um “feito”, para não detonar ainda mais as costas.

 

E esta foi minha torcida, acompanhando apenas com murmúrios e com as músicas da Popular, literalmente, na cabeça.

 

Foto: Clic RBS

 

Leandro Luz é formando em Jornalismo, colorado apaixonado, doente, louco, maluco, doidão pelo Inter. Escreve no Paixão Colorada.

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Sente o dedo e morde a fronha

Sente o dedo do técnico e, na falta da fronha, morde a camisa

 

Não bastasse a faixa estendida no lado oposto das câmeras de tevê e jogando para o mundo chagas irreversíveis de nosso passado sepultado a 95 palmos do chão, inclusive escrito nas cores do tricolor para outorgar sordidamente à própria torcida gremista sua autoria, corriam os 25 minutos do segundo tempo, o Inter virava sua partida num 3 a 1 ao natural e o próprio Grêmio cambaleava no potreiro que é o gramado do Olímpico deles e perdia por 1 a 0, trazendo a Porto Alegre aquele gosto amargo que acompanha os derrotados, sem exceções a resultados menores ou maiores, agravado pela iminente pausa de três semanas na Libertadores. Até que o dedo de Autuori tocou Tcheco e Fabio Santos de forma convincente. O capitão alçou a falta sofrida por Souza mais aberta que o normal, encontrando o lateral, contestado e goleador. O Grêmio empatava e, mais uma vez, contrariava a atuação medíocre com um resultado importante.

 

Jader Rocha mal terminara o gargarejo com Cepacol e afinara a voz para a transmissão da RBS, o cronômetro do árbitro cumpria recém seu segundo minuto, e o Caracas já maculava a meta de Victor. Uma falta cobrada da intermediária pelo zagueiro e monarca Rey e escorada pelo lateral Chichero para as redes. Aliás, não fosse Chichero, seria um dos outros quatro venezuelanos que saltavam solitos em nossa pequena área.

 

O 1 a 0 seguiu no ritmo pedregoso do gramado, a bola rolava tanto quanto num paralelepípedo de rua centenária. Tcheco e Souza dominavam com dificuldade e eram monitorados sabiamente pela marcação. Enquanto isso, Figueroa era o maestro (Cada um tem o maestro que merece) cansado, mas lúcido do Caracas. Organizou boa jogadas e fugiu com facilidade das armadilhas de Adílson. Numa delas, limpou Leo, adentrou a grande área e rolou para Chichero. O Lateral arrematou com força, mas Victor confirmou a falta que fará durante o exílio na reserva da seleção com uma daquelas defesas impossíveis.

 

No segundo tempo o gramado permaneceu como antagonista maior e apenas três lances merecem destaque. O primeiro, uma cobrança de falta similar a que Souza já fizera num Grenal, e, da mesma forma, a bola cumpriu seu trajeto acertando a trave e repelindo as redes. O segundo, o gol salvador de Fabio Santos. E o terceiro, a prova cabal da várzea, a cereja no bolo do amadorismo que assaltou a atmosfera na Venezuela ontem: o sistema de irrigação ligado logo após o gol gremista. Mais bizarro que isso, foi assistir ao Ruy aproveitando para banhar-se em campo, feito guri de filme americano esbaldando-se sob um hidrante aberto.

 

 

O jogo de volta acontece somente dia 17 de junho, tempo suficiente para Autuori acrescentar o restante de seus dedos no time e promover a entrada de Túlio no lugar de Leo, formatando a equipe no quatro quatro dois que lhe agrada.

 

Demais jogos da Libertadores:

Ontem

Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

 

Hoje

Defensor x Estudiantes

Palmeiras x Nacional

 

Foto: Fabio Santos: Juan Carlos Hernandez, AP

 

Guilherme

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Voadora campeã no Capeta

Voadora catalã no Capeta

 

O Vaticano é uma cidade-estado encravada em solo romano desde 1929, doada pelo Tata italiano Benito Mussolini. Pois na tarde de hoje, a alguns quilômetros dali, no estádio Olímpico, um Diabo Vermelho ousou reafirmar seu domínio europeu e estendê-lo inadvertidamente sobre as terras do velinho boa-praça Ratzinger. É claro que Nosso Senhor não permitiu. E o Barcelona mais uma vez ensaiou as ciranda-cirandinhas dos baixinhos Xavi, Iniesta e Messi que tanto encantam e enganam os desavisados e românticos da bola, levando a Copa dos Campeões pela terceira vez em sua história por convincentes 2 a 0.

 

Quem escapuliu do labor enfadonho de todos os dias para espiar o começo de partida e viu apenas os primeiros nove minutos, certamente tomou aquele cagaço quando chegou em casa e conferiu o resultado. O Manchester não só dominou o começo de jogo, mas tomou a iniciativa com arremates e arrancadas incisivas, sobretudo de Cristiano Ronaldo. Todas elas para fora. Todas flertando com a trave de Valdes.

 

Mas foi só. Depois daquele começo insinuante, amedrontando catalães e anulando o pequeno notável Messi, o time de Alex Ferguson se perdeu, virou um amontoado de jogadores medianos e explicitou os equívocos que seu treinador promovera na escalação. Já na primeira investida do Barca, aos 10 minutos, Iniesta recolheu a bola na meia cancha, livrou-se com facilidade de dois adversários e enxergou Eto’o solitário no vértice da grande área inglesa. O camaronês dominou com a afobação habitual, deu um corte telegrafado no zagueiro e bicou a bola contra parte da palma da mão esquerda de Van der Sar, marcando o primeiro tento. A vitória começava a se desenhar com pouco mais de dez por cento do tempo total de partida.

 

Daí para a frente o time de Pepe (Já tirei a vela!) Guardiola transformou a final num treino de dois toques. Sem pressa, chegava como queria na retaguarda britânica. Ao passo que os vermelhos batiam cabeça. O sul-coreano Park parecia aquele guri ansioso nos bancos das quadras de society, à espera de uma chance no jogo de adultos, mas cuja atuação desaponta quando ingressa na partida e é humilhado nas divididas pela desproporção na envergadura das panturrilhas, pelas pernas ainda curtas e insuficientes para ocupar o seu quinhão no campo. Giggs não sabia se marcava ou armava: absteve-se das duas tarefas. E o máximo que Ronaldo fez até o final foi ensaiar caretas e pequenos esgares que acentuam ainda mais sua inerente arrogância.

 

Homem não chora (Pssss!)

Homem não chora (Pssss!)

 

O segundo tempo arrastou-se incrivelmente com uma letargia que se costuma ver nas fases preliminares da Champions, jamais numa decisão. Nem os ingressos de Tevez e Berbatov animavam os diabinhos cabisbaixos. O primeiro lance interessante foi a tentativa adolescente de Ronaldo acertar uma bola, jogada a campo pelo banco catalão quando a partida já estava reiniciada, no treinador adversário. Ali, naquela iniciativa, ele iniciou uma série de infortúnios ingleses que prosseguiu na agachada ridícula de Evra, evitando um lançamento de Van der Sar e entregando a bola a Puyol, e alcançou seu apogeu no lançamento diagonal de Xavi para Messi e a perícia incomum do argentino no cabeceio que definiu o placar final.

 

 

O Diabo era, enfim, sepultado. Messi sacramentava a condição de melhor do mundo e resolvia, dez meses antes da data prevista, a eleição da FIFA a seu favor. O Barcelona promove uma ode a equipes perdedoras das quais é herdeiro (Brasil de 1982, Holandas de 1974 e 1978) e mostra que se pode vencer com alguma frescura. E a alguns quilômetros dali, no Vaticano, Ratzinger certamente ensaiou um trocadilho em alguma das línguas que domina, sobre o Diabo ser derrotado na terra de Deus.

 

Fotos: espn.com.br

 

Guilherme

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Uma das mudanças que pouco acrescentou na minha vida de casado é ter que lavar a louça do almoço, o que já se tornou parte de minha rotina. Um tanto chato, mas acabo me distraindo ao ouvir os pertinentes – ou nem tanto – comentários dos profissionais da Band gaúcha, no extinto Toque de Bola, que atende agora pela alcunha de Jogo Aberto RS. Uma espécie de filhote do Jogo Aberto da Mamãe Renata Fan.

 

Colorada, bonita, gosta de futebol, ou seja: é muito bom pra ser verdade!

Colorada, bonita, gosta de futebol: é muito bom pra ser verdade!

 

Pro meu gosto, o programa até ficou mais interessante no novo formato, com duas pequenas ressalvas: as publicidades, por exemplo, continuam absurdamente toscas:

 

Você que ta cansadinho? Não tem mais vontade daquilo, sabe?!

Você que tá cansadinho... Não tem mais vontade daquilo...

 

E o Meneghetti é meio quadrado para o estilo despojado que o formato propõe. Ainda assim, se torna mais interessante que os comentários do “Monstro do Jornalismo Gaúcho”, na concorrente.

 

Em meio ao processo de limpeza das louças da família, observo atento as colocações dos participantes. O mais sensato, creio que seja o neófito jornalista Gustavo Berton, mas não vem ao caso. O que anda me injuriando diariamente é um quadro novo, em que os espectadores mandam frases criativas, através de mensagens de celular, para concorrer a camisas de clubes. As melhores são premiadas no dia seguinte. Já foram entregues camisas do Inter, Azenha, Barcelona, Milan e outras agremiações dos continentes futebolizados. Ou seja, prêmios bons. E bá(!). Todas, sem exceção, foram frases horríveis. Ruim mesmo. De doer.

 

E não pense, caro leitor, que é indignação de derrotado, pois nunca enviei nenhuma mensagem, haja vista que a conta do meu celular está sempre estourada.

 

Pelo horário, a audiência do programa pode ser considerada muito boa, o que me leva a tirar algumas conclusões:

 

* Pessoas que assistem futebol sofrem perdas no seu eu (é teu ou meu?) criativo.

* Os criativos são pobres e não tem cartão para participar.

* A produção do programa está com sérias dificuldades em encontrar o vencedor.

* As frases são boas, o problema sou eu.

 

Após deixar os pratos e talheres repousando no descanso, sento esperançoso na minha poltrona à espera do veredicto final. Invariavelmente, a reação se repete:

 

– Putz: pior que a de ontem!

 

Fotos: Renata Fan: meionorte.com; Ribeiro Neto: esporteonline.com.

 

 Fabio

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Torcedor colorado: mais tranquilo que água de poço

Torcedor colorado: mais tranquilo que água de poço

 

Não há como negar que a fase que vive o Internacional é brilhante. Semifinalista da Copa do Brasil, líder isolado do Campeonato Brasileiro, campeão Gaúcho invicto, apenas uma derrota na temporada e mais de 80 gols marcados no ano.

 

Mas estes ingredientes ainda não dão um bom caldo. Precisamos ir mais a fundo. Além de todas estas vantagens e proezas relatadas no parágrafo acima, o time ainda não jogou bem depois que a coisa afunilou na Copa do Brasil e, especialmente no Campeonato Brasileiro, ainda deve uma boa atuação. E não é só isso. Das três vitórias conquistadas nas três rodadas do Brasileirão, duas foram com time misto, diante do Palmeiras, no Beira-Rio, e contra o Goiás, fora de casa. Por falar em jogar longe do Gigante, no Brasileirão foram duas vitórias longe de casa. O fator local foi muito ressaltado pela imprensa logo que o Inter passou para as quartas-de-final da Copa do Brasil para encarar o Flamengo. Diziam por aí que o time fora de casa entregaria. Que nada! E o Taison? Voando baixo… Tem ainda Nilmar, Guiñazu, e CIA LTDA.

 

Nilmar, Guñazu e Cia Ltda

Nilmar, Guñazu e Cia Ltda

 

Mas, mesmo assim, com números extremamente favoráveis é muito bom ter cautela. Não deixar que a boa fase suba para a cabeça e o time suba no salto alto, como ocorreu em outras oportunidades (Libertadores e Gauchão 2007, por exemplo).

 

Assisti, domingo, a Avaí e Coritiba, curiosamente os próximos adversários do Inter, pela Copa do Brasil e Brasileirão. Jogo disputado, bom de ser ver, peleado. Teremos dificuldades contra os paranaenses, não tenho dúvidas. Será um jogo difícil, mas vejo a defesa deles como, aparentemente, um ponto fraco. E o ponto forte, com certeza, são os dois paraíbas: Marcelinho e Carlinhos. É esperar para ver.

 

Fotos: bebê na rede: tecnopop.info;  Inter: lancenet.com.br.

 

Leandro Luz é  formando em Jornalismo, colorado apaixonado, doente, louco, maluco, doidão pelo Inter. Escreve no Paixão Colorada

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