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Posts Tagged ‘Arsenal’

Personalidades esportivas e olimpianos de outros setores sociais, igualmente celebrizados pelos holofotes midiáticos, que poderiam ter compartilhado o mesmo útero, haja vista os biótipos quase idênticos. Há algo excêntrico e belo nessas semelhanças. E o Tisserand FC sempre valoriza coisas excêntricas e belas.

Lucas, jovem craque do São Paulo

Theo Walcott, atacante do Arsenal, da Inglaterra

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Très Bien!

Très Bien!

 

Imaginem o Flamengo jogando com uma pilha de zagueiros, volantes, laterais de contenção e sem meias ofensivos. E a FLAMANGUAÇA achando tudo lindo! Ou o Boca praticando um futebol leve, com apenas um volante (com características ofensivas, óbvio) e laterais-alas. E La 12 pedindo mais atacantes!

 

O francês com cara de mocinho de filme de faroeste Arsène Wenger cometeu uma quase silenciosa revolução no berço do football. Fez um time com um estilo de jogo (e uma história) secular mudar da água da torneira para o azeite de oliva EXTRA VIRGEM. O Arsenal, clube do norte de Londres, era uma espécie de Corinthians inglês. Não este Corinthians de Dualib, MSI, Andrés… Mas sim o das mais de duas décadas de fila, de Basílio, de Zenon e da Democracia de Sócrates, Wladimir… Ou seja, os Gunners sempre foram muito populares, valentes, raçudos, com uma torcida apaixonada, mas com um futebol limitado e que sempre tentava matar o pobre torcedor do coração.

 

Para entender bem o que significa o “sentimento” Arsenal, o livro de 1992 Fever Pitch, ou Febre de Bola do gênio da cultura pop Nick Hornby cumpre muito bem o papel.

 

Desde 1996 como manager, Wenger criou uma escola de jogar bola. Trocou o ruim e velho balão + chuveirinho n’área inglês pelo toque de bola, tabelas e velocidade dos franceses. E em pouco tempo encontrou o equilíbrio entre a força do futebol britânico com a técnica dos gauleses. Até a temporada 2005/2006, quando o Arsenal foi vice-campeão da Champions (e escapou de perder o mundial no Japão para Pato e Cia. Ltda…), Wenger foi três vezes campeão inglês, conquistou quatro taças da Copa da Inglaterra e da Supercopa da Inglaterra. Pirés, Thierry Henry, Dennis Bergkamp, Sol Campbell, Ljunberg, Lehmann e Ashley Cole eram alguns dos principais jogadores deste início de transição do estilo de jogar bola dos Gunners.

 

Esquema de jogo do Arsenal neste começo de temporada. Retirado do ótimo blog do Vítor Sérgio Rodrigues, da TV Esporte Interativo http://vitorsergio.zip.net

Esquema de jogo do Arsenal neste começo de temporada. Retirado do ótimo blog do Vítor Sérgio Rodrigues, da TV Esporte Interativo http://vitorsergio.zip.net

 

Com a derrota na Champions e a construção do novíssimo Emirates Stadium (substituindo o histórico Highbury), as finanças rarearam. Finalmente a renovação do elenco propiciou ao comandante francês variar esquemas táticos e maneiras de aproveitar jogadores leves, jovens e técnicos. Claro que contra os milionários elencos dos grandes times ingleses a disputa é quase abismal (vide a última semifinal da Liga dos Campeões e o massacre aplicado pelos Red Devils), mas é sempre um alento ao bom futebol ver um time com toques envolventes e de jovens promessas.

 

Com a saída de Adebayor e Touré para o petrolífero Manchester City, a responsabilidade está nos pés do habilidoso espanhol Cesc Fábregas e do genial, porém instável russo Andrey Arshavin.

 

Estréia na Premier League: 1 a 6 para os Gunners contra o Everton, gols de Fábregas (duas vezes), Denílson (um golaço, o primeiro, de fora da área), o zagueiro e capitão Gallas, o zagueiro dinamarquês e estreante Vermaelen e encerrando o massacre o croata e “ex-brasileiro” Eduardo da Silva.

 

Estréia na Pré-Champions League: 0 a 2 Arsenal contra o Celtic, em Glasgow, com um gol contra do zagueiro Caldwell e um gol sem querer de Gallas.

 

Felipe Conti é colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito e é titular das sextas aqui do Tisserand.

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O futebol inglês tornou-se o mais rico do Mundo. O caráter comercial que assumiu nos últimos anos, sobretudo com a compra de times por investidores internacionais, numa opulenta injeção de euros e mais euros nos cofres da Premier League, alavancou times intermediários no cenário nacional e permitiu campanhas vitoriosas na Chmapions League. Mas na temporada que inicia em semanas, algo mudará. O Manchester perdeu Cristiano Ronaldo. O Liverpool administra o mesmo plantel do último ano, cujo número de títulos foi nulo. O Chelsea inicia nova era com Carlo Ancelotti. E o Arsenal segue apostando em atletas baratos e ágeis, filosofia ainda derrotada. Nenhum deles, portanto, merece o decalque de favorito à Copa dos Campeões, correndo risco, inclusive, de perderem as primeiras posições para os emergentes Everton, Manchester City e Aston Vlila na corrida interna.

 

Manchester United

O interminável Alex Fergusson promove mais uma reformulação do elenco. Como já fizera depois da Champions de 1999, quando os Diabos Vermelhos dominaram a Europa, o escocês mantêm coadjuvantes de confiança, assegura a permanência de sua defesa e aposta em novos talentos. No começo da década, errou com Nilsterooy, Saha e Kléberson, até que acertasse com Cristiano Ronaldo.

 

Agora, deve ocorrer algo parecido. Ronaldo e Tevez saíram. Giggs e Scholes resfolegam, provavelmente em derradeiras temporadas. E quem aparece para substituí-los? A eterna promessa Michel Owen, Antonio Valencia, jovem equatoriano de muita força e alguma técnica e um patrício de Cristiano, Nani, já presente há duas temporadas no elenco, cujos únicos atributos parecidos com o ex-ídolo são as firulas demasiadas. 2009 e 2010 devem mesmo ser anos de muito trabalho e minguadas conquistas para Fergusson.

 

Arsenal

O time londrino segue a mesma receita que adotou desde a saída de Henry: jogo de bola no chão, passes indolentes, tabelas fulgurantes e baixa capacidade de finalização. Fabregas, a personificação deste estilo, ainda é o maestro maior, mas agora assessorado pelo russo Arshavin e por Rosicky, hábil tcheco egresso do departamento médico, depois de longa e penosa recuperação.

 

A saída de Adebayor permite a Brendtner assumir o comando ofensivo, o que pode não ser definitivo, sobretudo pelas claras dificuldades do centravante dinamarquês em tratar a bola com os pés. Há também a ausência de Kolo Touré e um descréscimo no setor defensivo, claramente a caixa de pandora dos Gunners.

 

Chelsea

Roman Abramovich, engessado pelos petrodólares perdidos em tempos de crise, economizou na compra de jogadores, ao passo que mudou mais uma vez de treinador. Carlo Ancelotti chega ao clube com a missão de repetir a façanha que comandou no Milan e alcançar algo inédito para os londrinos: vencer a Liga dos Campeões. Para isso, dispõe do mesmo elenco que os últimos treinadores dos Blues – Grant, Felipão e Hiddink -, a única novidade é o reforço do canhoto e selecionável russo Yuri Zhirkov.

 

E isso não é pouca coisa: Petr Chec, John Terry, Frank Lampard e Didier Drogba ainda formam o sólido e longilíneio esqueleto que levou o time à final da Champions de 2007/08 e à semi de 2008/09. Há também Ballak, Kalou, Anelka, Deco, Mikel e Malouda, ou seja: o elenco mais equilobrado e forte do futebol inglês.

 

Liverpool

O time inglês que mais venceu Liga dos Campeões lida, desde o ano passado, de forma negligente com a principal Copa europeia. Há uma explicação clara e pertinente para isso: os Red’s babam, sonham, fazem planos e sofrem delírios e alucinações com a taça da Premier League, a primeira divisão inglesa – há vinte anos o Liverpool não vence o campeonato nacional.

 

E a atual temporada pode ser a resposável pelo fim desse jejum. O time não perdeu o principal jogador, como o Manchester; não carece de um atleta que decida partidas, como o Arsenal; muito menos trocou de técnico recentemente, como o Chelsea: Gerrard nasceu e morrerá no Anfield Road, é torcedor e principal nome do clube, e Rafa Benitez, o treinador, caminha para sua sexta temporada no rincão dos Beatles.

 

Além deles, há Fernando Torres, Jamie Carrager, Dirk Kuyt, Javier Mascherano, Pepe Reina… Todos motivos de sobra para inflar de otimismo os vermelhinhos conterrâneos de John Lennon.

 

Forasteiros

Manchester City

Quem contrata Adebayor, Kolo Touré, Carlitos Tevez e Roque Santa Cruz em poucas semanas sempre merece atenção.

 

Everton

O rival maior do Liverpool sempre transita pela zona periférica para a Liga dos Campeões. Na última temporada, garantiu vaga na Copa da Uefa.

 

Aston Villa

Maior surpressa do último campeonato, assegurou a permanência dos principais jogadores – John Carew, Ashley Young, Gabriel Agbonlahor –, e do competente treinador Martin O’neal.

 

Guilherme Lessa Bica

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Carótida prestes a explodir

Carótida e adversários prestes a explodir

 

Cristiano Ronaldo é um inconformado. Aos 43 minutos do segundo tempo, jogo e confronto semifinal da Champions League contra o Arsenal resolvidos a favor de seu time, dois gols dos três que o Manchester marcara na partida feitos por ele, o português se posiciona para cobrar uma falta de distância pretensiosa. Marcha para a bola, prende o pé e vê o chute se perder longe do gol do já resignado Almunia. O que faz Ronaldo? Grita, esperneia, se lamenta como se daquela falta dependesse a classificação de seu time. E não foi só ali que ele fez isso.

 

Quando chegou ao Manchester, apontado como substituto de David Beckham, Ronaldo não parecia que ia dar conta. A pouca idade, dezoito anos, as firulas em excesso e a preocupação recorrente em fazer caras e bocas para as câmeras, tudo sinalizava para um genérico português de Robinho. Mas duas sumidades do futebol cruzaram seu caminho, e certamente ensinaram a arte do inconformismo: Alex Ferguson e Luiz Felipe Scolari. Desde que começou a trabalhar com ambos, Ronaldo caminhou com passos seguros para ser o melhor do mundo. Ambos convenceram-no de que precisaria correr muito mais, chutar muito mais, treinar muito mais do que Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Zidane, por exemplo, se quisesse chegar lá. E ele quis.

 

Por que o Manchester está na final?

 

Um time bem ajustado, com jogadores competentes e um deles com coragem para resolver pode ser um time campeão. É o caso do Manchester. E não é o caso do Arsenal, derrotado ontem por 3 a 1. Fabregas, Adebayor e Van Persie, teoricamente os craques dos Gunner’s, não sabem fazer isso. É verdade que o time de Londres acaba de contratar o russo Arshavin – impedido de atuar ontem porque já jogou na primeira fase pelo Zenit –, e a partir daí começa a formar uma equipe forte para a próxima Champions.

 

Mas aí recairíamos em previsões longínquas e precipitadas. A única certeza sobre tudo isso é que o Manchester está novamente na final da Copa dos Campeões.

 

Curte aí os melhores momentos do jogo.

 

 

Aos cinco e sessenta

 

Que horas são, Papai Papudo?

Que horas são, Papai Papudo?

 

No outro entrevero, que repartiu o gramado londrino de Stamford Bridge, o Barcelona avançou ao jogo decisivo em Roma. Pouco adiantaram a superioridade do Chelsea, a postura amedrontada, mas eficiente, que novamente amordaçou Messi, Eto’o e Henry, tampouco as jogadas criadas e desperdiçadas por Drogba.

 

Essien marcou para os Blues, logo no início, e o placar permaneceu apenas com o gol dele até os 47 minuntos do segundo tempo. Quando as esperanças catalãs já esmoreciam e Papai Papudo já se despedia da criançada, Iniesta vestiu a fatiota de vilão do dia e empatou o jogo, decretando a eliminação dos donos da casa, visto que o marcador do confronto de ida não teve gols.

 

Iniesta: o cara que fez o Barça se livrar de Deco

Iniesta: o cara que fez o Barça se livrar de Deco

 

Manchester e Barcelona se encontram dia 27 de maio, na terra de Nero, Augusto e Marco Aurélio para resolver quem é o melhor time da Europa.

 

Fotos: Ronaldo: telegraph.co.uk; Bozo e sua turma: picasaweb.google.com; Iniesta: elcalccioblog.it.

 

Guilherme

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Daniel Alves rindo de nervoso

Dani Alves depois de ir fumar na praça

 

O futebol recentemente apresentado por Barcelona e Manchester nos campeonatos nacionais e na Champions League me empolgaram. Pois o conservadorismo europeu, povo tão conhecido pela ponderação, pela parcimônia, fez sucumbir minhas profecias de placares elásticos. Apenas um gol nos dois jogos semifinais da Copa dos Campeões. E tudo será definido semana que vem.

 
Barcelona 0 x 0 Chelsea

 

Não fosse Petr Chec, o Barça sairia em vantagem na semifinal contra o Chelsea. É verdade que aquele chocolate prometido por mim não compareceu ao Camp Nou na última terça-feira. Messi foi discreto e Eto’o e Henry prudentemente marcados por Alex e Terry. Restou a Xavi e Daniel Alves a responsabilidade pelas grandes jogadas, belos passes e chutes perigosos. No grande lance do jogo, Eto’o – talvez na única iniciativa relevante dele – girou com velocidade sobre Alex, empurrou a bola entre as pernas de Terry e marchou na direção do gol. Ainda deixou, já na grande área, o zagueiro brasileiro, que se recuperara, deslizando a bunda no gramado, num drible desconcertante. Até parar, como todo o Barcelona, no reflexo das pernas de Chec.

 

No jogo de volta, em Londres, a postura do Chelsea deve ser diferente da única alternativa encontrada por Gus Hidink para travar o jogo envolvente catalão, a retranca amiga. Os Blues vão utilizar a supremacia física para exercitar duas de suas armas principais: a bola aérea e os chutes de longa distância.

 

Já o Barça não sabe, desde os tempos de Rijkaard, se defender. É um time de compulsória postura ofensiva, e assim o fará, mesmo em terras estrangeiras.

 

Manchester 1 x 0 Arsenal

 

Que gol, que nada! Cristiano Ronaldo tem mais com o que se preocupar

Que gol, que nada! Ronaldo tem mais com o que se preocupar

 

No confronto semifinal de hoje, o Manchester também me desmentiu. Foi mais incisivo que o Barcelona, o outro mandante, mas conseguiu apenas a vantagem de um gol, marcado pelo coadjuvante lateral John O’shea.

 

Cristiano Ronaldo (Na foto acima), acompanhou o principal rival na briga pelo título de melhor do mundo, o argentino Messi, e passou em branco. Rooney, Tevez, Anderson e o veterano Ryan Giggs, que ingressou no segundo tempo, foram o demais impedidos por Almunia, goleiro espanhol e arqueiro do Arsenal, a ampliar o placar.

 

É preciso considerar os desfalques titulares de Arsene Wenger: Van Persie, atacante canhoto habilidoso e de chute mortal; Clichy, lateral esquerdo veloz e mais experiente que Gibs, seu substituto; e o meia russo Arshavin, grande revelação do futebol europeu dos últimos dois anos, impedido de atuar na Champions League porque defendeu o Zenit na primeira fase.

 

Semana que vem tem mais. E os dois jogos em Londres:

 

Dia    Confronto    Horário    (Canal)

05/05   Arsenal x Manchester  15h45min   (ESPN)

06/05   Chelsea x Barcelona   15h45min    (ESPN)

 

Fotos: Daniel Alves rindo: news.bbc.co.uk; Cristiano e companhia: dalgum canto do Google.

 

Guilherme

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