Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘Chelsea’

O futebol inglês tornou-se o mais rico do Mundo. O caráter comercial que assumiu nos últimos anos, sobretudo com a compra de times por investidores internacionais, numa opulenta injeção de euros e mais euros nos cofres da Premier League, alavancou times intermediários no cenário nacional e permitiu campanhas vitoriosas na Chmapions League. Mas na temporada que inicia em semanas, algo mudará. O Manchester perdeu Cristiano Ronaldo. O Liverpool administra o mesmo plantel do último ano, cujo número de títulos foi nulo. O Chelsea inicia nova era com Carlo Ancelotti. E o Arsenal segue apostando em atletas baratos e ágeis, filosofia ainda derrotada. Nenhum deles, portanto, merece o decalque de favorito à Copa dos Campeões, correndo risco, inclusive, de perderem as primeiras posições para os emergentes Everton, Manchester City e Aston Vlila na corrida interna.

 

Manchester United

O interminável Alex Fergusson promove mais uma reformulação do elenco. Como já fizera depois da Champions de 1999, quando os Diabos Vermelhos dominaram a Europa, o escocês mantêm coadjuvantes de confiança, assegura a permanência de sua defesa e aposta em novos talentos. No começo da década, errou com Nilsterooy, Saha e Kléberson, até que acertasse com Cristiano Ronaldo.

 

Agora, deve ocorrer algo parecido. Ronaldo e Tevez saíram. Giggs e Scholes resfolegam, provavelmente em derradeiras temporadas. E quem aparece para substituí-los? A eterna promessa Michel Owen, Antonio Valencia, jovem equatoriano de muita força e alguma técnica e um patrício de Cristiano, Nani, já presente há duas temporadas no elenco, cujos únicos atributos parecidos com o ex-ídolo são as firulas demasiadas. 2009 e 2010 devem mesmo ser anos de muito trabalho e minguadas conquistas para Fergusson.

 

Arsenal

O time londrino segue a mesma receita que adotou desde a saída de Henry: jogo de bola no chão, passes indolentes, tabelas fulgurantes e baixa capacidade de finalização. Fabregas, a personificação deste estilo, ainda é o maestro maior, mas agora assessorado pelo russo Arshavin e por Rosicky, hábil tcheco egresso do departamento médico, depois de longa e penosa recuperação.

 

A saída de Adebayor permite a Brendtner assumir o comando ofensivo, o que pode não ser definitivo, sobretudo pelas claras dificuldades do centravante dinamarquês em tratar a bola com os pés. Há também a ausência de Kolo Touré e um descréscimo no setor defensivo, claramente a caixa de pandora dos Gunners.

 

Chelsea

Roman Abramovich, engessado pelos petrodólares perdidos em tempos de crise, economizou na compra de jogadores, ao passo que mudou mais uma vez de treinador. Carlo Ancelotti chega ao clube com a missão de repetir a façanha que comandou no Milan e alcançar algo inédito para os londrinos: vencer a Liga dos Campeões. Para isso, dispõe do mesmo elenco que os últimos treinadores dos Blues – Grant, Felipão e Hiddink -, a única novidade é o reforço do canhoto e selecionável russo Yuri Zhirkov.

 

E isso não é pouca coisa: Petr Chec, John Terry, Frank Lampard e Didier Drogba ainda formam o sólido e longilíneio esqueleto que levou o time à final da Champions de 2007/08 e à semi de 2008/09. Há também Ballak, Kalou, Anelka, Deco, Mikel e Malouda, ou seja: o elenco mais equilobrado e forte do futebol inglês.

 

Liverpool

O time inglês que mais venceu Liga dos Campeões lida, desde o ano passado, de forma negligente com a principal Copa europeia. Há uma explicação clara e pertinente para isso: os Red’s babam, sonham, fazem planos e sofrem delírios e alucinações com a taça da Premier League, a primeira divisão inglesa – há vinte anos o Liverpool não vence o campeonato nacional.

 

E a atual temporada pode ser a resposável pelo fim desse jejum. O time não perdeu o principal jogador, como o Manchester; não carece de um atleta que decida partidas, como o Arsenal; muito menos trocou de técnico recentemente, como o Chelsea: Gerrard nasceu e morrerá no Anfield Road, é torcedor e principal nome do clube, e Rafa Benitez, o treinador, caminha para sua sexta temporada no rincão dos Beatles.

 

Além deles, há Fernando Torres, Jamie Carrager, Dirk Kuyt, Javier Mascherano, Pepe Reina… Todos motivos de sobra para inflar de otimismo os vermelhinhos conterrâneos de John Lennon.

 

Forasteiros

Manchester City

Quem contrata Adebayor, Kolo Touré, Carlitos Tevez e Roque Santa Cruz em poucas semanas sempre merece atenção.

 

Everton

O rival maior do Liverpool sempre transita pela zona periférica para a Liga dos Campeões. Na última temporada, garantiu vaga na Copa da Uefa.

 

Aston Villa

Maior surpressa do último campeonato, assegurou a permanência dos principais jogadores – John Carew, Ashley Young, Gabriel Agbonlahor –, e do competente treinador Martin O’neal.

 

Guilherme Lessa Bica

Read Full Post »

O calendário de clubes europeu chegou ao final no último final de semana. Depois da chapuletada que o Barcelona sapecou para cima do Manchester, impedindo os Diabos de espalharem seu reinado sobre terras sagradas, Alemanha e Inglaterra conheceram os campeões de sua Copas, e um brasileiro cujas virtudes resumem-se à força e persistência, da família dos pincéis, foi aclamado Kaiser.

 

Tu pintas como eu pinto?  (By Fabio Araujo)

 

Grafite de lapiseira apontada

Grafite de lapiseira afiada

 

Pois na Alemanha, o Wolfsburg fez-se lapiseira bem apontada e, diferente de Deus, escreveu certo em linha reta, com um Grafite originário daqui. Aquele mesmo que, numa contenda da Libertadores entre São Paulo e Quilmes, foi chamado de tudo, menos de afrobrasileiro pelo zagueiro e ariano De Sábato. O atacante maculou por alucinantes 28 vezes as metas de goleiros adversários, contribuindo à vera para seu time chegar ao título da Bundesliga.

 

Além de Grafite, o treinador Felix Magath e o companheiro de ataque do brasileiro, o eslovaco Edin Dzeko, dividem os méritos e honrarias pela campanha surpreendente e vitoriosa, desbancando o milionário e estrelado Bayern, de Munique.

 

Já na Copa, Diego alcançou os louros da remissão com o título para o Werder Bremen em sua despedida. O brasileiro que estará em campos italianos e defendendo a Juventus na próxima temporada, criou a jogada que terminou no solitário gol de Ozil.

 

O Werder levantou sobre os ombros a sexta Copa e conseguiu secar algumas das lágrimas derramadas pela derrota na final da Copa da Uefa, recentemente.

 

Uma senhora enxuta. Um time confortado

 

 

O Chelsea foi o único inglês com motivos para comemorar neste final de labuta. Arsenal e Liverpool terminaram o ano de mãos vazias. Enquanto o Manchester, apesar de ser o bi-campeão nacional, ainda lambe feridas de cicatrização demorada pela derrota na Champions League.

 

Os Blues não tem nada com isso, e fizeram o que todo time grande deve fazer com um pequeno, na final da 75ª Copa da Inglaterra: vencer. O resultado foi humilde, 2 a 1, mas serviu para que Guus Hiddink, técnico que assumiu a peronha após a saída de Felipão, se despedisse com uma conquista.

 

Os gols do título foram marcados por Drogba e Lampard. O francês Saha, ex-Manchester, descontou para o Everton.

 

A dona de casa veste azul e preto

 

A dona de casa da Bota

A dona de casa da Bota

 

A Inter já havia feito seu papel de senhora do lar, competente no labor doméstico, sábia de cada palmo de sua casa, mas de reconhecida dificuldade quando se arrisca em investidas pelas ruas desse mundo inseguro que é o exterior. Já era campeã italiana pela quarta vez consecutiva, ainda que de fracassos recorrentes na Liga dos Campeões.

 

A última partida do Calccio, contra a Atalanta, serviu apenas para que o título adquirisse um gosto mais saboroso. O confronto caminhou com passos frenéticos e alternâncias no placar. A certa altura, já naquele últimos vinte minutos de sopa morna e insossa, e com 3 a 2 para a Atalanta, parecia que o ano acabaria com um revés, e em casa. Então Mourinho lançou a campo o brasileiro Maicon, que voltava de lesão, e a revelação Balotteli.

 

Logo o placar era invertido novamente, e de maneira definitiva. O empate chegou com Cambiasso, depois de um entrevero na pequena área da Atalanta. E a virada saiu dos pés do dono do time, o sueco Ibrahimovic, num calcanhar desengonçado e faltoso.

 

 

O que resta na bota são algumas especulações: a saída de Kaká para o Real e de Ibra para o Barça; e apenas duas certezas: a confirmação de Leonardo como técnico no Milan, e a chegada de Diego na meia cancha de Juve.

 

Fotos: Grafite: colunas.gazetaweb.globo.com; Inter campeã: espn.com.br.

 

Guilherme

Read Full Post »

Carótida prestes a explodir

Carótida e adversários prestes a explodir

 

Cristiano Ronaldo é um inconformado. Aos 43 minutos do segundo tempo, jogo e confronto semifinal da Champions League contra o Arsenal resolvidos a favor de seu time, dois gols dos três que o Manchester marcara na partida feitos por ele, o português se posiciona para cobrar uma falta de distância pretensiosa. Marcha para a bola, prende o pé e vê o chute se perder longe do gol do já resignado Almunia. O que faz Ronaldo? Grita, esperneia, se lamenta como se daquela falta dependesse a classificação de seu time. E não foi só ali que ele fez isso.

 

Quando chegou ao Manchester, apontado como substituto de David Beckham, Ronaldo não parecia que ia dar conta. A pouca idade, dezoito anos, as firulas em excesso e a preocupação recorrente em fazer caras e bocas para as câmeras, tudo sinalizava para um genérico português de Robinho. Mas duas sumidades do futebol cruzaram seu caminho, e certamente ensinaram a arte do inconformismo: Alex Ferguson e Luiz Felipe Scolari. Desde que começou a trabalhar com ambos, Ronaldo caminhou com passos seguros para ser o melhor do mundo. Ambos convenceram-no de que precisaria correr muito mais, chutar muito mais, treinar muito mais do que Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Zidane, por exemplo, se quisesse chegar lá. E ele quis.

 

Por que o Manchester está na final?

 

Um time bem ajustado, com jogadores competentes e um deles com coragem para resolver pode ser um time campeão. É o caso do Manchester. E não é o caso do Arsenal, derrotado ontem por 3 a 1. Fabregas, Adebayor e Van Persie, teoricamente os craques dos Gunner’s, não sabem fazer isso. É verdade que o time de Londres acaba de contratar o russo Arshavin – impedido de atuar ontem porque já jogou na primeira fase pelo Zenit –, e a partir daí começa a formar uma equipe forte para a próxima Champions.

 

Mas aí recairíamos em previsões longínquas e precipitadas. A única certeza sobre tudo isso é que o Manchester está novamente na final da Copa dos Campeões.

 

Curte aí os melhores momentos do jogo.

 

 

Aos cinco e sessenta

 

Que horas são, Papai Papudo?

Que horas são, Papai Papudo?

 

No outro entrevero, que repartiu o gramado londrino de Stamford Bridge, o Barcelona avançou ao jogo decisivo em Roma. Pouco adiantaram a superioridade do Chelsea, a postura amedrontada, mas eficiente, que novamente amordaçou Messi, Eto’o e Henry, tampouco as jogadas criadas e desperdiçadas por Drogba.

 

Essien marcou para os Blues, logo no início, e o placar permaneceu apenas com o gol dele até os 47 minuntos do segundo tempo. Quando as esperanças catalãs já esmoreciam e Papai Papudo já se despedia da criançada, Iniesta vestiu a fatiota de vilão do dia e empatou o jogo, decretando a eliminação dos donos da casa, visto que o marcador do confronto de ida não teve gols.

 

Iniesta: o cara que fez o Barça se livrar de Deco

Iniesta: o cara que fez o Barça se livrar de Deco

 

Manchester e Barcelona se encontram dia 27 de maio, na terra de Nero, Augusto e Marco Aurélio para resolver quem é o melhor time da Europa.

 

Fotos: Ronaldo: telegraph.co.uk; Bozo e sua turma: picasaweb.google.com; Iniesta: elcalccioblog.it.

 

Guilherme

Read Full Post »

Daniel Alves rindo de nervoso

Dani Alves depois de ir fumar na praça

 

O futebol recentemente apresentado por Barcelona e Manchester nos campeonatos nacionais e na Champions League me empolgaram. Pois o conservadorismo europeu, povo tão conhecido pela ponderação, pela parcimônia, fez sucumbir minhas profecias de placares elásticos. Apenas um gol nos dois jogos semifinais da Copa dos Campeões. E tudo será definido semana que vem.

 
Barcelona 0 x 0 Chelsea

 

Não fosse Petr Chec, o Barça sairia em vantagem na semifinal contra o Chelsea. É verdade que aquele chocolate prometido por mim não compareceu ao Camp Nou na última terça-feira. Messi foi discreto e Eto’o e Henry prudentemente marcados por Alex e Terry. Restou a Xavi e Daniel Alves a responsabilidade pelas grandes jogadas, belos passes e chutes perigosos. No grande lance do jogo, Eto’o – talvez na única iniciativa relevante dele – girou com velocidade sobre Alex, empurrou a bola entre as pernas de Terry e marchou na direção do gol. Ainda deixou, já na grande área, o zagueiro brasileiro, que se recuperara, deslizando a bunda no gramado, num drible desconcertante. Até parar, como todo o Barcelona, no reflexo das pernas de Chec.

 

No jogo de volta, em Londres, a postura do Chelsea deve ser diferente da única alternativa encontrada por Gus Hidink para travar o jogo envolvente catalão, a retranca amiga. Os Blues vão utilizar a supremacia física para exercitar duas de suas armas principais: a bola aérea e os chutes de longa distância.

 

Já o Barça não sabe, desde os tempos de Rijkaard, se defender. É um time de compulsória postura ofensiva, e assim o fará, mesmo em terras estrangeiras.

 

Manchester 1 x 0 Arsenal

 

Que gol, que nada! Cristiano Ronaldo tem mais com o que se preocupar

Que gol, que nada! Ronaldo tem mais com o que se preocupar

 

No confronto semifinal de hoje, o Manchester também me desmentiu. Foi mais incisivo que o Barcelona, o outro mandante, mas conseguiu apenas a vantagem de um gol, marcado pelo coadjuvante lateral John O’shea.

 

Cristiano Ronaldo (Na foto acima), acompanhou o principal rival na briga pelo título de melhor do mundo, o argentino Messi, e passou em branco. Rooney, Tevez, Anderson e o veterano Ryan Giggs, que ingressou no segundo tempo, foram o demais impedidos por Almunia, goleiro espanhol e arqueiro do Arsenal, a ampliar o placar.

 

É preciso considerar os desfalques titulares de Arsene Wenger: Van Persie, atacante canhoto habilidoso e de chute mortal; Clichy, lateral esquerdo veloz e mais experiente que Gibs, seu substituto; e o meia russo Arshavin, grande revelação do futebol europeu dos últimos dois anos, impedido de atuar na Champions League porque defendeu o Zenit na primeira fase.

 

Semana que vem tem mais. E os dois jogos em Londres:

 

Dia    Confronto    Horário    (Canal)

05/05   Arsenal x Manchester  15h45min   (ESPN)

06/05   Chelsea x Barcelona   15h45min    (ESPN)

 

Fotos: Daniel Alves rindo: news.bbc.co.uk; Cristiano e companhia: dalgum canto do Google.

 

Guilherme

Read Full Post »

Barça e Chelsea: namoro antigo

Barça e Chelsea: namoro antigo

 

Hoje iniciam as semifinais da Copa dos Campeões da Europa. Como não poderia deixar de ser, alçamos as velas das Neo-Caravelas Tisserandas, singramos o Atlântico numa rota do descobrimento ao contrário e ferimos o céu azul que nos cobre nas últimas semanas para chegar a tempo no Camp Nou, palco maior do futebol Catalão, e assistir a Barcelona e Chelsea. 

 

E temos todos, como o senhorio que nos acompanha neste momento ou sua respeitosa senhora, a plena certeza de que o Barça deve vencer. Não será aquele mumu – congelado e servido no palito, já que o verão ainda não aportou no velho continente – como contra o Bayern, mas acreditamos que se habilite, com um resultado convincente, a chegar à final. O que pode arrastar pedras e transformar a temporada até aqui asfaltada e livre de maiores acidentes num paralelepípedo daqueles, é a maratona de decisões – entre as duas partidas contra os ingleses, um clássico no próximo domingo, contra o Real Madri, vice-líder do Espanhol, quatro pontos atrás dos catalãos.

 

Na partida de amanhã, o Arsenal joga ainda mais contra as probabilidades que o Chelsea. Se não acredito que Lampard e Drogba podem mais uma vez deixar o time de Londres entre os dois melhores da Europa, não levo fé, e aí suponho que o senhorio e sua parcimoniosa senhora também me acompanham – mesmo que corra o risco de ser acusado de pedante -, que o clone mais tosco de Drogba, Adebayor, o amarelão Fabregas ou as firulas de Wallcot possam aspirar maiores pretensões frente a Cristiano Ronaldo, Rooney e suas talentosas companhias.

 

É curioso que Barcelona e Manchester, os favoritos a ingressarem no Olímpico, em Roma, para a grande final, tenham sido sorteados mandantes do primeiro jogo da contenda semifinalística. Isso permite uma possibilidade não completamente provável, mas plenamente possível (e paro com os advérbios por aqui, antes que me acusem de plagiar o professor Ruy), de o segundo confronto ser mera formalidade ou cumprimento de tabela.

 

Desocupados do mundo detentores de canais fechados, uni-vos na assistência das partidas, que ocorrem em noites européias e tardes suadas de labor no Brasil.

 

Mais tardar, na próxima semana, assim que regressarmos do Além Mar, a cobertura das duas partidas e confirmações ou não dos resultados prometidos.

 

Achismos:

Barcelona 3 x 1 Chelsea (Messi acabará com o jogo, mas Lampard vai descontar para os ingleses)

Manchester 3 x 0 Arsenal (O time mais experiente e melhor de Fergusson não dará chances aos garotos de Londres)

 

Serviço:

Dia  Confronto  Horário  (Canal)

Hoje  Barcelona x Chelsea  15h45min  (ESPN)

Amanhã  Manchester Utd x Arsenal  15h45min  (ESPN)

 

Foto: independent.co.uk

 

Guilherme

Read Full Post »

 

John, Paul, Ringo e George comemoram gol de Lucas

John, Paul, Ringo e George comemorando gol do Liverpool

 

Liverpool, cidade inglesa conhecida por ser o berço dos Beatles, e do time que leva o nome da cidade para o mundo, passou por uma semana de ADRENALINA, DOR e TRISTEZA: Ontem olhei o tape da histórica partida contra o Chelsea.

 

Nessa semana, o Liverpol sofreu a desclassificação da Liga dos Campeões para o rival Chelsea, do milionário russo Abramhovic. O jogo foi realizado no estádio Stamford Bridge, em Londres; uma partida que ficará na memória de ambas torcidas e de todos os apaixonados pelo futebol.

 

Os Reeds foram a campo decididos a atacar desde o principio; no jogo de ida, na casa deles, o resultado foi de 1 X 3 para os visitantes da capital; na partida de volta, foi um jogo aberto, bem diferente da cultura futebolística dos ingleses. Somente um milagre para a realização do triunfo dos Reeds: e em duas oportunidades, o feito esteve perto. Pois, no final do primeiro tempo, o Liverpool terminara com uma vantagem de 2 x 0, gols de Fábio Aurélio (ex-São Paulo) e Xabi Alonso.

 

Na segunda etapa, o Chelsea adotou uma postura diferente e com uma falha do goleiro Reina, Drogba desconta para os Blues. Seis minutos depois, o zagueiro Alex (ex-Santos) empata em uma cobrança de falta que mais parecia um míssil. Com o escore igualado, o Chelsea começou a administrar a partida e os adversários, desesperados, partiram para o ataque. Com isso, sofreram o terceiro gol, de Lampard.

 

O Liverpool tinha 14 minutos para fazer três gols. Quase impossível. Mas Lucas (ex-Grêmio) e Kuyt viraram a partida em dois minutos. A ADRENALINA tomou conta dos torcedores de ambas equipes. Histórico.

 

No entanto, aos 44 minutos, acontece o último ato dessa partida que está na história dos grandes jogos da Liga dos Campeões: Lampard, depois de boa troca de passes, chuta com precisão e a bola bate nas duas traves antes de adentrar a meta dos Reeds, liquidando a partida e o sonho do Liverpool de ir às semifinais da Liga.

 

Em entrevista, o jogador Lucas relatou que a equipe ficou TRISTE pela eliminação, e sabe que é culpada, devido às falhas no primeiro jogo. Não bastasse a eliminação para o rival da Capital, essa semana completou 20 anos da tragédia de Hillsborough, quando 96 torcedores do Liverpool morreram esmagados contra os alambrados devido à super-lotação do estádio na semifinal da Copa da Inglaterra daquele ano. “Você sente nos olhos dos torcedores a DOR, quando o mesmo assunto vem a tona”, afirmou Lucas.

 

Semana para ser esquecida pelos Reeds, que ainda brigam pelo titulo Inglês dessa temporada.

 

Foto: Blog Pequeno Grande Mundo

 

Jackson Rocha, O Bekinho.

Read Full Post »