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Posts Tagged ‘Gauchao’

 Conforme prometido aqui, hoje vai a segunda parte dos jogos que marcaram a vida do articulista Fabio Araujo. Não necessariamente se tratam dos jogos mais importantes, apenas os mais marcantes, seja qual for o motivo. A última parte será atualizada amanhã.

Equipe Tisserand

 

Há vitória e há derrota: em pa(r)te

Há vitória e há derrota: em pa(r)te

 

 

 

 

 Empates

 

10 – Inter 1 x 1 Flamengo – 1998. Um gol do Romário e um do Christian. Eu e o pai, mais uns 200 pagantes presenciaram este grandioso amistoso.

 

9 – Inter 1 X 1 Cruzeiro – Brasileirão 2006. Minha estréia na Popular. Não vi nenhum dos gols, claro.

 

8 – Inter 2 x 2 Bahia –  Foi na Copa João Havelange e o Leonardo Manzi marcou 2 em cinco minutos e empatou a partida.

 

7 – Inter 1 x 1 Cruzeiro – Brasileirão. O Hiran tomou um peru do meio da Rua. No Mineirão, o Leandro Guerreiro entregou.

 

6 – Inter 1 x 1 Grêmio – Entregamos um Gauchão ganho, em 2006.

 

5 – Inter 0 x 0 Juventude – Perdemos o título no Beira, pr’aqueles mortos, em 1998.

 

4 – Inter 1 x 1 Estudiantes – Sulamericana, ano passado. Golzinho do Nilmar nos deu além do título e a honra de terminar a competição de forma invicta.

 

3 – Inter 0 x 0 Nacional – Passamos para as quartas da LIB 06. Até hoje os uruguaios choram pelos gols anulados.

 

2 – Inter 0 x 0 Libertad – Semifinal da LIB 06. Foi nesse jogo que tive a certeza do título. Após a bola que bateu na trave, paleta do Clemer e foi pra fora.

 

1 – Inter 2 x 2 São Paulo – Final da LIB 06. Sem comentários. Melhor partida da minha vida no Beira-rio.

 

Foto do Leandro Guerreiro: Globo Esporte ponto com.

 

Fabio

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 Ataque Colorado é o nome do grupo fundado por músicos gaúchos, que alcançaram o Top das paradas ao criarem inúmeras canções sobre o nosso amado Internacional. Um tremendo sucesso. Sucesso esse, que agora pode ser comparado com o Ataque Colorado – no sentido literal da palavra.

 

Nas últimas duas partidas, os atacantes marcaram nada menos do que 10 gols. Na temporada já são 49 em 17 partidas.

 

O melhor ataque do Brasil.

 

Tá certo que o Gauchão não serve de parâmetro para muita coisa; mas, jogamos contra equipes que não disputam somente o Regional, e o resultado foi o mesmo: vitória vermelha.

 

Na noite dessa terça-feira, o recém-casado, Nilmar, desencantou e arrematou três vezes, dando passe para mais dois. Dizem os astrólogos que os laços mágicos do matrimônio são responsáveis pelo aumento do rendimento do Goldenboy. Minha tese é de que o definidor da melhora foi a fungada levada no cangote, pelo Alecsandro.

 

E o nêgo Taison, como diriam os Populares, marcou três vezes, chegando a 14 gols no Campeonato.

 

Campanha acima da média, mostrando gigantesca superioridade sobre os adversários.

 

Mas é bom manter os pés no chão. Caneco no armário somente depois do apito final.

 

Contrapontos :

 

Esportivo é limitadíssimo;

 

O Inter levou dois gols em uma mesma partida;

 

Alecsandro não conseguiu ter continuidade;

 

Em 2006, o Inter ficou invicto mas não levou a Taça – porém, ganhou a Libertadores e o Mundo.

Fabio

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O Goldenboy, Nilmaravilha, ou para os mais exigentes, Nilnada, ganhou no último final de semana, merecidos dois dias de folga, para selar o matrimônio em badalada boda na Capital Gaúcha. Entrei na onda e me dei dois dias de folga para meu coloradismo e não fui ao estádio no sábado, 21. Tudo bem, já sou casado, mas completei 25 anos na sexta-feira.

 

 

 Enquanto o franzino atacante colorado consumava seu casamento em precoce lua-de-mel e eu estava na beira da praia de Capão com minha esposa e cunhados, o Inter goleava o Novo Hamburgo por 4 a 1, garantindo matematicamente – caso necessário – a partida final do Gauchão, para o Beira-Rio. 

 

 

Atacante deu prioridade as perguntas correspondentes ao seu casamento

Atacante deu prioridade às perguntas correspondentes ao seu casamento

 

 Até aí, morreu Neves.

 

Nenhum colorado irá querer utilizar esse tipo de vantagem. A minha ausência no Gigante, no entanto, me deixou com uma pulga atrás da orelha. E pelo menos umas 18 nas milionárias e simétricas orelhas do Nilmar.  

 

O substituto Alecsandro entrou, marcou dois gols e deu passe pra outro, enchendo os olhos da torcida Vermelha. Mostrou que é matador, coisa que o garotinho vindo do Paraná não é. De acordo com estatística do Blog Vamo Vamo Inter, Alecsandro marcou quatro gols em 288 minutos, enquanto Nilmar está com cinco, em 1.129.

 

 

 Creio que é cedo para uma análise mais complexa; mas eu, que não levava fé no nosso reserva, comecei a rever meus conceitos. Foi, com certeza, um fim de semana movimentado para os colorados.

 

 

Parabéns, Nilmar, por mais esta etapa. Agora é treinar mais, jogar mais e errar menos gols. E se o Tite montar um esquema alternativo, poderá até fazer companhia ao reserva Alecsandro.

 

 

Assim como Goldenboy, não estive no Beira-Rio, celebrei uma data comemorativa no fim de semana, e no domingo, assisti ao Lance Final com a patroa, vendo o Alecsandro acabar com o jogo. Estou ansioso para ver o potencial do novo matador colorado, mas, por enquanto, tudo gira em torno de projeções.

 

 

Centroavante afirma que solicitou a diretoria lua de mel de uma semana para o amigo Nilmar

Centroavante afirma que solicitou à diretoria lua de mel de uma semana para o amigo Nilmar

 

E o Valter conseguiu fazer seu 1º gol.

 

 

 O Adversário

 

 

Enfadonho. Para quem assistiu À partida do primeiro turno, em que o NH entregou a duras penas a vaga para o Inter, na Taça Fernando Carvalho, ficou um ar de surpresa, por tamanho retrocesso. Nas bolas aéreas a defesa permanecia engessada no gramado.

 

 

Aí ficou fácil. Taison marcou seu primeiro gol de cabeça e Valter balançou a rede pela primeira vez na vida, pelos profissionais. 

 

 

 Fotos: ClicRBS e Acervo Google

 

 

 Fabio 

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O Fabiano é um mito. As arrancadas podem não ser as mesmas, o pique não ser tão intenso e os dribles menos desconcertantes. O trem da história está passando e a idade avançada deixa o eterno ídolo colorado quase adormecido. Quase. Basta colocar uma camisa do Grêmio no adversário que ele busca fôlego sabe-se lá de onde. Todo colorado que se preza o venera; e todo gremista, ao menos uma vez, teve um pesadelo e acordou com o rugido do Beira-Rio aos gritos em uníssono de “uh, Fabiano”.

Por este viés, o integrante do Consulado do Inter, de Guaíba, Jackson Rocha – o Bekinho -, colabora com o Tisserand FC, discorrendo sobre a atuação de Fabiano Souza na derrota de 6 a 1, do São José, ocorrida na noite de ontem.

Equipe Tisserand

 

 

 

 A tarde de 24 de agosto de 1997 ainda deixa mágoas profundas na Azenha. Não é para menos, pois, naquele dia, Fabiano Souza só não fez chover no Estádio Olímpico.

 

Ontem, fui olhar a partida em um bar aqui na cidade (Guaíba) e o mesmo estava tomado de gremistas. Mesmo assim, peguei uma gelada e me sentei para assistir ao jogo; com 30 segundos, Tcheco fez gol, deixando clara a diferença técnica das equipes.

 

Mas, aos 8 minutos, ele deu as caras: o ponteiro já tinha levado Rever duas vezes para o balanço no fundo, sempre cavando escanteio ou uma falta. Pois, após uma cabeçada de Samuel e a grande defesa de Vitor, a redonda sobrou nos pés dele, o aniversariante do dia, sim, ele mesmo, Fabiano Souza, o mesmo do Gre-Nal do 5 x 2,o mesmo da final do gauchão de 1997.

 

Ele que causou pânico na zaga gremista 12 anos atrás; pois, a partir desse momento, o estádio começou a xingá-lo, a desejar uma entrada mais forte. Ainda no primeiro tempo, foram alguns lances de tentativa de invadir a zaga gremista, mas as jogadas acabavam em faltas ou escanteios.

 

Partida entrou para a história dos Gre-Nais

Inter 5 x 2 Grêmio: jogo entrou para a história dos Gre-Nais

 

Foi vigiado de perto por Rever e Rafael Marques a partida toda, com certeza por orientação Celso Roth, que já viu de perto o poder de ataque de Fabiano, sabe do que ele é capaz.

 

Infelizmente o corpo e o preparo físico não ajudam mais.

 

O restante da partida foi a lógica da diferença das duas equipes. Mas quem saiu de casa para ver Maxi López, não contava ver Fabiano novamente.

 

Bekinho

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* Este texto trata-se de uma obra de ficção.

As gélidas mesas metálicas rubras expostas ao sol porto-alegrense acolhem as dezenas de garrafas de cerveja, que estão, em sua imensa maioria, vazias. As cadeiras dos tempos do Geisel permanecem vigorosas e seguras, apesar da aparência melancólica. A calçada, que muito provavelmente deve ser asseada diariamente com vassouras de bruxa, servia de assoalho para tocos de cigarro, o que tornava a áurea do ambiente lúgubre e densa.

 

Ali, dezenas de colorados permanecem por horas que antecedem o jogo, embriagando-se e entorpecendo-se, com a crença de que estão naquele local por vontade própria. Na verdade, todos estão aprisionados na Clausura dos Espíritos Vermelhos. O ambiente, quase em frente ao Estádio Beira-Rio, é conhecido pela alcunha de Bar do véio Moacir.

 

Somente quem pisou ali, sabe do que estou falando. Ao adentrar, as pernas começam a formigar, a respiração, descompassada, deixa-nos com ar ofegante e os detentores do poder sagrado serenamente dominam nossos sentidos. A partir daí, quase que mecanicamente, todos começam a consumir poções alcoólicas bem acima do nível permitido para quem será motorista horas mais tarde. Mas não é só isso.

 

Uma anciã de aparência amarga, olhar profundo e intimista, te atende sempre da mesma forma: quase hipnotizante. Os cabelos grisalhos, escorridos até as costas, fazem me lembrar das mulheres que foram jogadas a fogueira, há algumas centenas de anos. É ela que comanda o ritual sagrado de domínio das mentes vermelhas. Apesar de semblante ingênuo, ela nos prende por horas e horas, nos arremessando doses homeopáticas de sua poção mágica. Muitos não conseguem se desvencilhar e acabam assistindo ao jogo ali, enfeitiçados pela Clausura, sem entrar no Gigante.

 

Mas ela não age sozinha.

 

No último domingo, o super-star Tim Maia apareceu cantarolando os seus famosos hits, ganhando acalorados aplausos dos detentos vermelhos. Quando ele terminou de cantar, faltavam poucos minutos para começar o jogo, mas todos permaneciam ali, inertes, como se não tivesse nada ocorrendo do outro lado da Avenida.

 

Por sorte, consegui escapar.

 

Mas não vi muita coisa. Só o gol do Taison e sua saída raivosa para o banco de reservas. Creio que ele estava revoltado, pois queria ficar por mais tempo aparecendo na TV da Clausura e ser docemente vigiado pela malévola anciã. Esta sim, nem o Tite tem coragem de tirá-la de seu posto. Por horas, carregando sua toalhinha branca, tratou com carinho seus aprisionados vermelhos até a chegada das estrelas cobrindo com galhardia a capital de todos os gaúchos em mais uma noite de outono.

Fabio

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Kinder Ovo de papel

Kinder Ovo de papel

 O-futebol-é-uma-caixinhas-de-surpresas é o chavão mais cretino da crônica esportiva brasileira. Apesar da tosquice da constatação, a afirmação tem um percentual de lucidez a ser considerado.

Diria que foi, no mínimo, curiosa a diferença das atuações do Inter na última semana. Na Copa Estrada do Conde, os medalhões tiveram imensa dificuldade para se classificar. Enquanto, quatro dias depois, os reservas aplicaram uma goleada de 4 a 0 pelo Gauchão. E o adversário dos reservas era bem mais qualificado – diga-se de passagem.

Acertada a decisão de Tite em poupar os titulares na partida de estreia da Taça Fabio Koff. Os reservas não só mostraram bom futebol, como também se credenciaram para a luta por um lugar ao sol entre os 11. Nada melhor do que uma boa sombra neles.

 

Notas

 

Michel Alves – Apesar de ter imensa qualidade técnica, a sua participação na partida foi semelhante a de Rodrigo Santoro em As Panteras. Nota 7,0.

Arilton – Esforçado, criou algumas jogadas durante a partida. Nota 6,9.

 

Danilo Silva – Um zagueiro de veludo. Não usa do recurso da violência, é seguro, marca bem e comete poucas faltas. Nota 8,2.

 

Bolívar – Longe de ser o General de 06, mas contra o Veranópolis é melzinho na chupeta. Nota 7,9.

 

Marcelo Cordeiro – Marcou um dos gols colorados. Mas os esparsos ataques do Veranópolis vieram em suas costas. Nota 7,5.

Sandro – Um jogador completo. Nota 8,9.

 

Rosinei – Quando chegou no Inter, a torcida esperava mais. Tá jogando o seu futebolzinho. Nota 6,7.

 

Andrezinho – O craque do jogo. Marcou dois gols, deu passe pra outro, e já tá com marra de craque-acima-da-média – o que não é. De olho nele, Dunga. Nota 10,0.

 

Giuliano – Não é à toa que foi escolhido um dos melhores da série B, ano passado. Habilidoso, marcou um golaço e pede passagem para o time titular. Nota 9,1.

 

Valter – Sem pegar no pé, ao ouvir o nome Valter, lembro de Diogo Rincon, gêmeos Diego e Diogo e outras promessas que nunca estouraram, voltando em seguida para o anonimato. Nota 4,2.

 

Alecsandro – Atacante estilo orangotango. Está se esforçando para conquistar espaço. Tem boa presença de área. Nota 5,9.

 

Tales Cunha – Sem nota.

Glaydson – Sem nota.

Leandrão – Sem nota.

 

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 E o gordo Ronaldo marcou pelo timão, o que lhe rendeu mais de três horas no noticiário esportivo.

Parabéns pelo grande feito, Ronaldão.

Mas é bom deixar claro que o marcador dele no lance era o Marcão.

Depois do jogo, Marcão sofre urinada de Luxa

Marcão exibe beicinho diante de urinada do treinador e ziguifrido Luxa

Não preciso dizer mais nada.

 

Fotos: Lancenet.com e Flicker

 

Fabio

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E ele insiste no 3-6-1

E ele insiste no 3-6-1

 O Grêmio perder a Taça Fernando Carvalho no último domingo, no Beira-Rio, foi um resultado normal. Até esperado. Venceu o time que tinha a melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa e artilheiro da competição. O que chamou a atenção, no entanto, foi a postura acovardada do cavalo paraguaio Celso Roth. (3-6-1 eu usava quando treinava times de quarta divisão e iria jogar contra um time da primeira, pela TAÇA, no Elifoot).

Mas, deixo o Grêmio para o outro colunista do TFC, que tem mais autoridade para tecer seus comentários.

Vou apenas listar alguns tópicos que percebi na consistente vitória colorada, por 2 a 1, gols de Índio e Magrão.

  • Com a saída de Alex, o Inter ficou sem cobrador de faltas; D’Alessandro não jogou, tudo bem, mas tem que treinar muito ainda chutes de bola parada;
  • Kleber, que estava mais ou menos, mostrou que tem potencial e deverá melhorar nos próximos jogos;
  • Pra mim, no lance do gol do Grêmio, o Lauro peruziô.
  • Andrezinho foi esforçado e colaborou com o grupo.
  • Guina foi o Guina dos velhos tempos, raçudo, Colorado.
  • Nilmar se movimentou bem e perdeu os gols que sempre perde.
  • O Zagueiro artilheiro Indio meteu uma buxa, com grandiosa colaboração do sistema defensivo do Grêmio.
  • E o Magrão, contestado por muitos colorados, marcou o gol do título.
  • Em nível de curiosidade, o Inter está invicto a seis Gre-Nais; venceu os três últimos marcando 8 gols, sofrendo apenas 3. Vencer o Grêmio de Roth, virou rothina.

 

Agora, na quarta-feira, 4, o Inter busca a classificação frente ao fortíssimo União Rondonópolis, no Estádio Beira-Rio.

 

 

Fabio

 

Foto: Marcos Arco Verde/Foto.com

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