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Alex Bruno prova que consegue apoiar o queixo no ombro; Fernandão dorme

Alex Bruno prova que consegue apoiar o queixo no ombro; Fernandão dorme

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Ah, a expectativa: ela embala com carinho os seres providos de talento, embriagados por promessas dessa dama traiçoeira, de que o mundo será todo deles, de que não há obstáculos na consecução dessa tarefa. Logo que viram a esquina, porém, um abismo se lhe apresenta a realidade crua, a vida real. Pois o Inter convive com essa sina alarmante nas últimas semanas. E deu prosseguimento ontem, em nova derrota. Por outro lado, no outro hemisfério daquela gangorra tão abstrata quanto a Linha do Equador que alterna a Dupla daqui nos seus altos e baixos, o Grêmio ascende. Sem carregar o fardo da expectativa na Libertadores – afora aquelas crenças quase religiosas de torcedores –, o Tricolor deu umas palmadas na poeira da camisa depois do tombo diante do Cruzeiro, deu de ombros, visto que era inferior ao adversário, venceu os dois jogos seguintes no Campeonato Brasileiro e já é o sexto colocado. Vamos aos fatos.

 

Atlético do Paraná 3 x 2 Inter

Atleticano assedia a bola impunemente

Atleticano assedia a bola impunemente

 

Tite alcançou na tarde de ontem uma marca histórica: três vices em duas semanas. Contra o Atlético, em Curitiba, o Inter exibiu o mesmo futebol previsível dos últimos jogos, agravado pela ausência de D’Alessandro. Ainda houve um acidente no começo de jogo, num chute de Nilmar que desviou na zaga paranaense e abiu o placar em favor dos gaúchos. Mas todos sabíamos, mesmo aqueles que se faziam de louco e simulavam otimismo, que o Atlético viraria o jogo. O 3 a 2 expõe a necessidade clara de uma mudança no time. Caso o treinador relute em acrescentar um jogador ofensivo numa meia cancha tão povoada de volantes, há que se tomar alguma atitude em relação aos laterais, e dar uns tiros de 38 nos pés de Cordeiro, Kléber, Danilo e Bolívar para ver se tomam coragem de ir ao campo adversário.

 

De resto, Tite está mais mal falado entre os rubros do que moça que reside no meretrício entre as beatas. E ainda com a substancial desvantagem de não exibir o mesmo corpanzil lúbrico que ela, o que já seria um alento. Sendo assim, caso o Inter não conquiste quatro pontos contra Fluminense e Grêmio, Muricylha deve desembarcar em Porto Alegre com o bom humor e a simpatia que sempre o acompanham.

 

Grêmio 3 x 0 Corinthians

Já no Olímpico, uma vingança imediata e necessária foi providenciada. Aquele desaforado do Corinthians que havia invadido a residência de nosso irmão gaúcho, tomara conta de sua poltrona, trocara de canais inadvertidamente em sua televisão e até desferira algumas palmadinhas em sua pequena, foi humilhado com zelo na tarde de ontem. O 3 a 0 encarna proporções maiores pela autoria dos gols: Alex Mineiro, Jonas e Rafa Marques: todos reservas, todos de clara deficiência técnica nos últimos meses.

 

Luz tenta iluminá-lo, mas trava na barriga

Luz tenta iluminá-lo, mas trava na barriga

 

Para obter sucesso na árdua empresa de domingo, o Tricolor deve ter utilizado um ardil maquiavélico: telefonou ao zagueiro e reconhecido gremista Wiliam, pediu que não viesse a Porto Alegre, para que Jean, aquele rapaz que tem dificuldades na arte de caminhar, mas que alguns insistem em chamá-lo de jogador, tomasse seu lugar. Jean confirmou com sobras as aspirações sulistas com um cartão vermelho primoroso, o que facilitou o trabalho dos comandados de Autuori.

 

Ventríloco

Ventríloco

 

É preciso destacar também a retomada da liderança pelo Atlético de Minas, numa goleada que deu um banho de sal grosso, arruda, vodca, cerveja, vinho e todos os outros elementos líquidos da tabela periódica na alma dos torcedores atleticanos. E que ninguém vá encher o saco deles e atire todas as verdades em suas caras sorridentes, dizendo que o treinador é o Celso Roth, que o Cruzeiro atuou com o time B, que o Diego Tardelli não é confiável, que o Júnior é um homem cansado… Enfim, convenhamos, fiquem quietos: os caras não vencem nada desde 1971. Há que se respeitar esse momento.

 

Resultados

Avaí 1 x 2 Botafogo

Palmeiras 4 x 1 Náutico

Barueri 3 x 1 Coritiba

São Paulo 2 x 2 Flamengo

Atlético-PR 3 x 2 Internacional

Grêmio 3 x 0 Corinthians

Cruzeiro 0 x 3 Atlético-MG

Vitória 6 x 2 Santos

Fluminense 0 x 1 Santo André

Sport 1 x 0 Goiás

 

Classificação

Atlético-MG 21

Internacional 20

Vitória 19

Palmeiras 19

Barueri 17

Grêmio 15

Flamengo 15

Corinthians 14

Goiás 14

Santo André 14

Santos 13

Sport 11

Atlético-PR 11

São Paulo 11

Coritiba 10

Cruzeiro 10

Botafogo 10

Fluminense 10

Náutico 8

Avaí 7

 

Guilherme

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Todo dia é dia de sofá

Todo dia é dia de futebol. Todo dia é dia de sofá

 

Nos tempos em que os subversivos tinham de carregar bolitas nos bolsos para despistar a Cavalaria; num passado não tão longínquo, época em que no futebol os zagueiros amarravam cachorro com lingüiça, como diria o do Bigode; a quarta-feira era considerada o Dia Nacional do Sofá.

 

Nesta sagrada data, os jovens enamorados iam para a casa de seus pais para trocar discretas carícias e, quando surgia oportunidade, até alguns beijos e amassos. Tudo isso assistindo a um longa do Grande Otelo.

 

Hoje, virou putaria. Todo o dia é dia, ninguém é de ninguém e tá tudo liberado.

 

A Equipe do Tisserand FC, por sua vez, sempre prezando pela moral e os bons costumes, desconstruiu o esteriótipo do Dia do Sofá, criando seu próprio padrão: abrir uma lata, sentar numa pltrona ensebada e assistir às rodada da Copa do Brasil e da Libertadores da América.

 

O resultado de tudo isso, a seguir:

 

Placar Magro

O Inter podia ter garantido a vaga ontem à noite, contra o Náutico, mas acabou entregando a rapadura, como já é de costume contra times medíocres – principalmente jogando fora de casa.

 

 

Os cavaleiros do apocalipse afirmavam que este seria o primeiro grande teste do ano e foram apenas três gols. Com isso, a média nas últimas quatro partidas caiu para simplórios 4,5. Ou o time começa a jogar fora de casa ou vai se complicar logo ali, pego de calças curtas.

 

Time Cagão

Confesso que até deixei escapar um sorriso quando vi o terceiro gol do Atlético Paranaense contra o Timão. Mas esqueci que o Furacão é time pequeno. Em seguida, entregou uma partida ganha. 1 a o no jogo de volta e Bye Bye, Tristeza.

 

Ninguém é de ninguém

Deste confronto sairá, se não der Zebra e os pernambucanos confirmarem os prováveis 4 a 0 no Beira-Rio, o adversário do Náutico. Tinha, até certo ponto, um pequeno receio do Rubro-negro carioca, mas não conseguir vencer o Fortaleza em casa, é de desanimar.

 

Grande Galo

E a Galoucura continua na mesma. Desta vez, a derrota veio contra o Vitória.

  

Paraíba e o cartão

Eu sou Paraíba e taqui o meu cartão. Campeão da Copa do Brasil pelo Grêmio, Marcelinho está de volta. Marcou dois gols na vitória do Coxa de 4 a 0, sobre o CSA – o Paulo Britto, no entanto, admirador do atleta, creditou o gol do outro Paraiba, do Coxa, para Marcelo. Vo te contá, heinhô, Batista.

 

Cartão de visitas premiado

Cartão de visitas premiado

 

Até Quando?

O Sport venceu o LDU por 3 a 2 e, junto do Grêmio, são os dois clubes enganadores do Brasil. Em seguida, vão tropeçar. Antes de ficar brabo, caro leitor, o Palmeiras não conta; Luxa não engana ninguém…

 

Salvadores do Inter

Em partida histórica, dois ex-colorados salvaram o verdão, garantindo mais alguns armanis para o Luxa.

 

O Marcão, solícito, fez a boa ação do dia: foi expulso. Ao sair do campo, ganhou uma estrela verde na testa, de condecoração.

 

E Cleiton Xavier, com um petardo bem semelhante aos que dava no Inter, credenciou o Verdão a seguir em frente na competição continental. Podia dormir sem essa.

 

 

Fotos: sofá: veiorosa.blogspot.com; Marcelinho: forumdocoritiba.com.br.

 

Fabio

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Para onde?

Para onde?

 “Se você gritasse,
Se você gemesse,
Se você tocasse
A valsa vienense,
Se você dormisse,
Se você cansasse,
Se você morresse…
Mas você não morre,
Você é duro, José!”

Carlos Drummond de Andrade”

 

 

Com o término do Gauchão, a minha rotina dominical sofreu algumas alterações: disponibilizo uma atenção maior para minha esposa, posso almoçar sem pressa e tenho tempo para assistir aos outros campeonatos regionais do país.

 

Ontem, o gordo Ronaldo fez um gol de placa e o timão venceu o peixe por 3 a 1. Ponto.

 

O que me deixou consternado, no entanto, foi mais uma derrocada do Galo Mineiro frente ao seu maior rival: 5 a 0 de novo. É muita humilhação.

 

Disparado a torcida mais sofrida do Brasil. O time nunca ganha. Nunca. E goleada de 5 a 0 é de amargar a noite de qualquer torcedor. Ainda mais em clássico.

 

Deixo claro que sempre tive uma grande simpatia pelo Atlético MG, devido às cores do Cruzeiro; mas chega um momento que extrapola. Ninguém aguenta tanto martírio.

 

Por anos, vivi tempos amargos com o Inter, contudo, chegou a nossa vez. O Grêmio teve sua fase ruim e voltou; o Timão também; o São Paulo também; o Vasco e até o Flu também. E por aí vai. Só quem perde sempre é o Galo. Ganhou um brasileirão no tempo do Ariri Pistola e nécas. Zé-fi-ni.

 

A cada partida que passa, o torcedor atleticano sabe que irá mais uma Porta dos Desesperados – e certamente em nenhuma delas estará o Pogobol do Malandro.

 

 

Talvez tanta paulada na cabeça seja o principal combustível que torne a Galoucura tão apaixonada pelo seu clube. Lembro do Brasileirão de 1997: fase final da competição. Os mineiros invadiram o Beira-Rio fazendo uma grandiosa festa, que acabou não dando em nada, vencemos por dois a zero.

 

O atleticano é duro na queda. Perde, mas continua com fé que um dia chegará a sua vez.

 

apesar de não ir bem no futebol, a torcida do galo tem motivos para comemorar

Musa atleticana: fora dos gramados a torcida do Galo tem motivos para comemorar

 

A seguir, deixo um texto de um torcedor desacreditado com a recuperação do Galo Mineiro. Um dos poucos que não aguentou a peleia.

 

Aí vai…

 

Escrevo com a experiência de 45 anos como torcedor do Atlético Mineiro. Hoje não sou mais! Hoje eu, finalmente, desisti! Alguns dirão que nunca fui atleticano. Mas fui! Estive no Mineirão, em 1977, e vi o São Paulo arrancar de meu coração o grito de campeão. Estive em 1980, no Maracanã, e vi o time do Zico vencer o meu time! Na época era um duelo de titãs! Meu time, mais uma vez, perdeu… Vi Toninho Cerezo tremer no frio de Buenos Aires e meter um gol contra, na partida contra o River Plate! Alguém se lembra? Essa partida foi na Argentina … 2 x 0 … e eu estava lá! Em seguida, vi um time que não conseguiu fazer um gol no Santos, em 1983, e perder a chance de uma final. Em 1985, outra vez! Perdemos de 1 x 0 em Coritiba, e a final foi Coritiba e Bangu. Não posso me esquecer de 3 x 2 contra o Flamengo (mais uma vez) no Mineirão – na verdade 2 x 3, engolindo o Bebeto e o Renato Gaúcho. Lembro-me, ainda, de uma vitória contra o Rosário Central, por 4 x 0, que redundou em derrota – também por 0 x 4. Disputa de pênaltis: resultado – Rosário campeão! Vi, ainda, um jogo em ganhávamos por 2 x 0 do Fortaleza, e o resultado – vitória – não foi alcançado. Vi o time cair prá segunda divisão.


Afora tudo isso, não posso deixar de lembrar as infinitas vitórias pro nosso maior rival, dentro e fora do campo. Perdemos de 5 x 1, com Cerezo como técnico (olha ele aí, de novo), aquele mesmo que nos traiu e vestiu a camisa azul. Esse ano assisti o 5 x 0, vergonhoso!


Fora de campo, vi diretorias medíocres perder jogadores para o Cruzeiro, e posso citar: Fred – sem comentários; Elivelton – autor do gol do título da Libertadores de 1997; Aristizabal – grande artilheiro; Jadilson; Camilo; Gerson Magrão. Minha memória me trai, mas vários outros existem!

 

Cansei-me! Absolutamente, me cansei! Hoje, após mais uma derrota, peguei todas as minhas camisas – mais de 20 – de épocas diferentes, e após mergulhar em álcool, ateei fogo. Foi um exorcismo. A partir de hoje não sou mais atleticano! Não sou mais um otário. Compreendi que na vida alguns são os atores principais, outros são – e serão sempre – os coadjuvantes. Os atleticanos são assim – coadjuvantes! Como os torcedores da Portuguesa e da Ponte Preta, por exemplo.

Por certo nunca mais vestirei outra camisa de time de futebol, não serei flamenguista, ou santista, ou o que for. Mas atleticano não serei mais. Cansei, absolutamente cansei!

E não é um cansaço de quem nunca sofreu ou viveu o âmago dessa paixão. Nada disso! Sempre tive no sangue o borbulhar da nação atleticana. Digamos, então, que sofri uma transfusão! Não quero mais sofrer. E torcer pelo Atlético é uma dor que não tem fim. Dor que alguns profetizam e que outros eternizam em nobres versos, mas que, em resultado prático, em alegria de viver, pouco resultado alcança.


Cansei de ser um idiota! Com muita dor no coração promovo o exorcismo – Atlético… nunca mais! Fica a saudade, que como tal, não tem explicação! Fui!

 

 

 

 

P. M. R.

 

Fotos: Torcedor do Galo: do Google; Musa: globoesporte.com.

 

 Fabio

 

 

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