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Posts Tagged ‘Celso Roth’

Quero ser grande

  

 

Dom Casmurro

 

Ópera do malandro

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O que os olhos não veem, o coração e o bigode já ausente não sentem

O que os olhos não veem, o coração e o bigode já ausente não sentem

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Você está demitido!

Você está demitido!

 

Celso Roth não aprende. Ele é o tipo de pessoa que não faz o óbvio – mesmo suspeitando que isso poderia lhe render bons frutos, vitórias, títulos, Grenais vencidos, vá lá -, quando o restante das pessoas o aconselha, ou mais até, o intima a fazê-lo. Roth empilha zagueiros, volantes, só não o faz com goleiros porque a regra não permite dois jogadores com uniforme diferente dos demais atletas do time. 

 

Celso Roth não sabe vencer. Para ele, na verdade, isso não basta. É preciso vencer mostrando a todas as pessoas do mundo (TODAS!) que elas estão erradas, que suas opiniões não valem nada: um time com quatro zagueiros de área pode ser campeão; uma equipe com um atacante, três zagueiros e dois volantes é favorita à Libertadores; jogadores jovens e talentosos não podem ser titulares. Enfim, uma colcha de equívocos.

 

E eu pensei que o bigode extinto, que a paciência com a imprensa em coletivas, que os sorrisos representassem sintomas de uma mudança de conduta. Que o arroubo contra o São José, de lançar o time com três atacantes e confirmar o seis a um necessário pela fragilidade do adversário se tornaria uma rotina.

 

Pois Celso deve ter desconfiado de minha suspeita. E logo provou o contrário. Escalou quatro defensores lentos (E o quarto era Thiego!) contra o ataque mais veloz do Brasil. E, o mais grave: manteve esses quatro durante os mais de noventa minutos do Grenal de ontem. Tudo para comprovar que sua matemática imbecil está certa. Como uma afronta aos dirigentes e à torcida tricolor.

 

O que não consigo entender é até quando ele vai agir assim. Ou até quando dirigentes vão acreditar em Roth. É inegável que ele conhece um pouco de futebol, que já montou boas e competitivas equipes. Mas é igualmente inegável que não sabe ser campeão. E não será no Grêmio que isso vai mudar. Roth, mais uma vez, foi demitido.

 

O Grêmio toma uma decisão que se apresentava como necessária desde os quatro a zero contra o Caxias. O novo treinador deve ter tempo para preparar uma equipe mais equilibrada para a segunda fase da Libertadores. O Inter vai confirmar-se como campeão gaúcho. E Roth segue sua sina de eterno aprendiz. Com o bolso cheio, o bigode nu e sua solitária condição de convicto equivocado.

 

Foto:  Jornal O Dia.

 

Guilherme

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Quem diria, hein, Roth. Três atacantes

Quem diria, hein, Roth?! Três atacantes!!!

 

Celso Roth candidatou-se, ontem à noite, a ser campeão da Libertadores. Num arroubo de ousadia jamais registrado em sua prolongada, árida de títulos e onerosa carreira, o técnico do Grêmio utilizou de um raciocínio lógico – sabidamente mais eficaz do que invencionices no futebol – e, diante de uma superioridade irreversível do Grêmio sobre o esforçado Zequinha, reforçou seu ataque com um jogador a mais do que o usual: computando, ao todo, três deles. Claramente amedrontado por ter colocado na partida o centroavante argentino Maxi López e deixado no banco o craque Makelele, Roth assistiu ao Tricolor aplicar a maior goleada do ano, comemorou discretamente o gol desajeitado do castelhano com cabelo de Rainha dos Baixinhos e suportou, inclusive, a torcida gritando seu nome ao final do confronto de derradeiro placar 6 a 1. 

 

E o 6 a 1 não foi acidental. Aos vinte e seis segundos de jogo, Tcheco anunciava que a goleada viria. Sentou o pé na entrada da área do São José, depois de jogada bem construída por Fábio Santos e Alex Mineiro – curiosamente, jogadores que ainda oscilam entre boas e desastrosas atuações. Mas, logo, logo o São José empataria o jogo num acidente de percurso. Ou não. Pode-se classifica-lo como um procedimento previamente acertado. Já que o Uh, Fabiano pode atuar até no União, de Rondonópolis, e, mesmo assim, quando este enfrentar o Grêmio, ele vai dar um jeito de marcar um gol. Trata-se da mais pura e incontrolável implicância. Um carma. Algo que compete a esferas espirituais. E, sobre as quais, por prudência e certo respeito ao sobrenatural, não opino.

 

O restante do jogo serviu para recuperar a confiança de jogadores e da relação entre Roth e a torcida. Jonas, o pior atacante de todos os tempos da última semana, fez dois. Léo marcou pelo segundo jogo consecutivo. Fábio Santos aparou de cabeça um cruzamento do marciano Ruy e tomou a dianteira no entrevero com Jadílson pelo corredor esquerdo da equipe. E a cereja do bolo: com um e noventa de altura, cabelos loiros e uma espécie de relação promíscua de atração e retração com a bola, Maxi López, fechou a contagem.

 

Maxi Mize-se

Maxi Mize-se

 

Ah, faltou explicar porque Roth candidatou-se a ganhar o principal torneio futebolístico do Novo Mundo depois de ontem. Fácil: porque, pela primeira vez, refutou o caminho decorado e confortável de suas convicções. Pela primeira vez, violentou a certeza de que deve resguardar sua equipe com pelo menos cinco jogadores eminentemente marcadores. Mandou aquela comunidade do orkut intitulada Volantes de Contenção, que certamente foi criada por algum admirador dele, às favas. Promoveu um auto-estupro necessário. E, o mais grave, gostou. Pois certamente notou que a torcida clamou seu nome, que o gol de Maxi coroou sua escolha em colocá-lo no jogo, mantendo o operário Makelele no banco.

 

O Grêmio, no fim, só ganhou mais um jogo. A torcida, na verdade, despediu-se mais aliviada do que feliz. Mas, Celso Roth, Ah, Celso Roth descobriu a América.

 

Fotos: a de Roth, dum canto obscuro do Google. A de Maxi, de José Doval/Grêmio.net

 

Guilherme

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Roth, ainda de bigodes, na melhor fase da carreira

Técnico, ainda de bigode, na melhor fase da carreira

Não faz muito tempo, talvez um mês, ouvi um comentarista esportivo, o que não é lá de grande valia, dizer que acha o Celso Roth um bom treinador. O problema dele, segundo o jornalista que o havia entrevistado ano passado, é que Roth pensa ser o dono da bola, o inventor do jogo. Eu sei, ninguém precisa entrevistar o treinador do Grêmio pra saber disso. Basta ouvi-lo numa coletiva. Ele consegue convencer qualquer um de que acredita mesmo que fez certo ao recuar o time depois de conseguir acidentalmente empatar o último Grenal, preterir Ronaldinho Gaúcho para escalar Itaqui no final da década passada ou assegurar como companheiro do banco de reservas o jogador que mais fez gols pelo Grêmio esse ano: Jonas. Trata-se de convicções. E Roth é um homem de convicções. O único problema é que, invariavelmente, se apega a convicções equivocadas.

 

Foi assim em todos os times que passou: Inter, Grêmio, Flamengo, Vasco, Botafogo, Palmeiras, Santos, Atlético-MG, Sport, Vitória, ufa! Poucos treinadores em atividade no Brasil comandaram tantas equipes grandes. E nenhum deles conseguiu perder todos os campeonatos importantes: ao menos uma Copinha do Brasil, um Campeonatinho Brasileiro saiu. E Roth nada. Nada contra maré.

 

Ocorre que o acompanho nessa empreitada. E me sinto na obrigação de argumentar em seu favor – sábio de ser uma prática suicida e desaconselhável em nossos dias. Mas no único jogo que realmente importou para as pretensões do Grêmio este ano, a estreia na Libertadores, Roth acertou a escalação: três zagueiros, dois alas ágeis, Adílson como substituto de Magrão, Souza e Tcheco como armadores e Alex Mineiro e Jonas no ataque. Os melhores em campo. Por mistérios que transitam entre o céu e a terra e que a nossa vã filosofia está muito longe de desvendar, o Grêmio não venceu, acumulou chances inacreditáveis, mas não venceu. O que desencadeou a crise cujo apogeu foi o Grenal. Crise que deve ser abrandada hoje. Roth voltará a escalar os melhores, o Grêmio vai jogar bem na Colômbia e acredito – haja otimismo e reza a deuses pagãos! – que volte com uma vitória. Para alívio de torcedores, dirigentes e da inabalável convicção de nosso treinador.

 

Foto: Tupinamblog

 

Guilherme

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E ele insiste no 3-6-1

E ele insiste no 3-6-1

 O Grêmio perder a Taça Fernando Carvalho no último domingo, no Beira-Rio, foi um resultado normal. Até esperado. Venceu o time que tinha a melhor campanha, melhor ataque, melhor defesa e artilheiro da competição. O que chamou a atenção, no entanto, foi a postura acovardada do cavalo paraguaio Celso Roth. (3-6-1 eu usava quando treinava times de quarta divisão e iria jogar contra um time da primeira, pela TAÇA, no Elifoot).

Mas, deixo o Grêmio para o outro colunista do TFC, que tem mais autoridade para tecer seus comentários.

Vou apenas listar alguns tópicos que percebi na consistente vitória colorada, por 2 a 1, gols de Índio e Magrão.

  • Com a saída de Alex, o Inter ficou sem cobrador de faltas; D’Alessandro não jogou, tudo bem, mas tem que treinar muito ainda chutes de bola parada;
  • Kleber, que estava mais ou menos, mostrou que tem potencial e deverá melhorar nos próximos jogos;
  • Pra mim, no lance do gol do Grêmio, o Lauro peruziô.
  • Andrezinho foi esforçado e colaborou com o grupo.
  • Guina foi o Guina dos velhos tempos, raçudo, Colorado.
  • Nilmar se movimentou bem e perdeu os gols que sempre perde.
  • O Zagueiro artilheiro Indio meteu uma buxa, com grandiosa colaboração do sistema defensivo do Grêmio.
  • E o Magrão, contestado por muitos colorados, marcou o gol do título.
  • Em nível de curiosidade, o Inter está invicto a seis Gre-Nais; venceu os três últimos marcando 8 gols, sofrendo apenas 3. Vencer o Grêmio de Roth, virou rothina.

 

Agora, na quarta-feira, 4, o Inter busca a classificação frente ao fortíssimo União Rondonópolis, no Estádio Beira-Rio.

 

 

Fabio

 

Foto: Marcos Arco Verde/Foto.com

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Enquanto Odone lamenta a propaganda perdida para as eleições de 2010 e Duda se faz de louco e procura espelhos para ajeitar o mullet ralinho e cinzento que tira a atenção da careca eminente de meio século vivido, o ex-bigodudo Celso Roth tenta encaminhar um time pra Libertadores. A labuta é menos onerosa do que em 2008. O grupo de jogadores possui mais alternativas do que o vice-brasileiro.

Victor continua seguro. Ainda não foi exigido como deve, mas mostrou nas poucas partidas que as defesas impossíveis prosseguem em 2009. A zaga foi reforçada. Rafael Marques é melhor que Pereira. Ruy é melhor que Paulo Sérgio. Anderson Pico e Hélder nem merecem ser mencionados. Fabio Santos e Jadílson brigariam por vaga em qualquer outro grande time brasileiro.

O meio-campo também ganhou alternativas. A perda de Carioca foi minimizada pela confirmação de Souza no setor. E Diogo, Magrão e o clone de Lucas regado a Tody que parecia não vingar, Adílson, dá sinais de bom futebol e de que as cãibras recorrentes de temporadas pregressas foram sepultadas.

Até no ataque Roth dispõe de matéria mais valiosa do que Marcel, Pereia e Reinaldo. Alex Mineiro ainda restringe-se a assistências – mas o faz em abundância de qualidade e quantidade -, Herrera logo entrará em forma e Maxi Lopez é ainda uma esperança turva para a Libertadores, mas é uma esperança. Há sempre maior chance de confirmação quando se cobra de alguém com reconhecida qualidade. E Maxi é centroavante. Conhece a grande área. Não é craque. Não é jogador de seleção – embora já a tenha frequentado. E sabe como deve se movimentar próximo ao gol.

O Grêmio de 2009 é mais forte ou igual ao Grêmio de 2008 em todas as posições. Basta que Odone resolva-se com a plataforma para a reeleição como deputado de 2010, Duda solucione suas desavenças com câmeras e mullets e os demais dirigentes mantenham-se em suas devidas funções, eficientes e silenciosos, para que a campanha na Libertadores seja satisfatória. A voz soberana no estádio Olímpico sempre deve ser a da torcida gremista.

Guilherme

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