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Posts Tagged ‘Colorado’

 

Não é este o modelo

Não é este o modelo

 

 

A camiseta da coca-cola já não servia mais e tinha estrelas de menos, o que me levou a adquirir uma nova Camisa Vermelha. Com o tempo, fui apreendendo a observar as meninas de uma forma diferente e a vida passou a ter um real sentido. Por vezes, nas vacas magras, eram comuns as derrotas no Beira. Apreendi a buscar nas presenças-femininas-de-calça-atolada a distração e refúgio para amargar os incessantes insucessos. Em 1998, contra o JU, na Copa do Brasil, se não fosse uma alemoa com a bunda do tamanho da minha cintura, teria entrado em profunda depressão.

Trecho do texto de Fabio Araujo em sua Coluna no Arena Vermelha.

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Tomei conhecimento deste texto, nessa semana, após leitura no Arena Vermelha. Já foi publicado faz algum tempo, mas acho interessante divulgá-lo. Vale a pena ler até o final.

 

História de um americano, sócio Colorado, que se autointitula David M. Ameriúcho Colorado! Aí vai…

Fabio Araujo

    

Com vocês, o autor

Com vocês, o autor

 

Quando brasileiros no Brasil ou aqui em Austin, Texas, sabem que eu sou Sócio Colorado, eu sempre acabo vendo duas reações – de surpresa seguida de parabéns. E ambas reações fazem muito sentido, porque ainda eu acredito que eu seja o único Americano que é Sócio do Inter. E peço por favor, que me deixem explicar como isto tudo aconteceu.

 

Fui seis vezes a Porto Alegre por causa do meu trabalho. Eu aprendi a lingua portuguesa porque eu queria trabalhar com as operações da minha empresa no Brasil. Quando eu cheguei no hotel após sair do aeroporto na minha segunda viagem, eu liguei para o meu amigo, Gilson. Ele contou, “Eu estou no estádio agora. Você quer ir ao jogo amanhã comigo?”

 

Claro que eu disse “sim”. Mas eu jamais pensei que eu iria para um jogo de futebol no Brasil. Eu não sabia e nem fazia a mínima idéia de como ir, mas o Gilson me deu todas as dicas para poder fazê-lo. Então no outro dia, fui ao Beira-Rio para meu primeiro jogo. Inter ganhou 3 X 1 contra Vasco da Gama. Eu gostei muito. Isto aconteceu em Outubro 2005.

 

No dia depois, quando eu estava no trabalho, um outro amigo meu, Aquino, soube que eu gostei muito do jogo. Então ele me perguntou se eu gostaria de de ir mais uma vez? O Inter explicando ele, jogava contra Boca Juniors da Argentina.

 

Mesmo que eu não soubesse muito de futebol naquele tempo, eu sabia e já tibha visto falar sobre o Boca Juniors. Mais uma vez disse que queria ir e então combinamos.

 

Eu me lembro bem daquele jogo. Foi muito show, o estádio estava cheio de gente, lotado. O Inter ganhou no ultimo minuto do jogo com um gol do Fernandão. Eu nunca havia visto uma reação como aquela. Foi algo que poderia se comparar a estar no céu, no paraíso. Os torcedores estavam celebrando, gritando, mesmo depois de 30 minutos depois do jogo ter acabado. Quando eu e meus amigos saímos do estádio, eu vi um homem em frente de Portão 8. Ele tirou a sua camisa, colocou no chão, se ajoelhou, como num momento de adoração daquela vestimenta que ostentava aquele símbolo. Eu disse para os meus amigos, “Este é meu time! Eu sou Colorado a partir de agora!”

 

Durante outras vindas para Porto Alegre, eu fui muitas vezes ao Beira-Rio. Eu acabei ganhando o apelido “Pé Quente” porque de todas as vezes que eu estive no Beira-Rio, O Inter nunca perdeu! Em setembro 2006, com a ajuda de dois amigos meus, fui ao Beira-Rio então eu fiquei Sócio do Inter pagando a mensalidade por um ano. Em setembro 2007, durante uma visita, renovei minha carteirinha por mais um ano.

 

Em 2008, eu não podia viajar à Porto Alegre. Graças a ajuda de nosso consul aqui em Austin, Francisco Johnson, eu paguei mais um ano. Porque eu não tenho uma conta num banco do Brasil, eu mandei o dinheiro através dele para que fizesse o pagamento para mim.

 

Este abril, fui à Porto Alegre para celebrar nosso centenário. Eu não voltava ao Brasil já fazia 1 ano e meio e eu muito queria estar presente nessa data. Escolhi o tempo vrto para tirar férias e participar de tudo. E o também importante dessa vez é que fiz mais amizades de pessoas tri legais, como Alexandre Ribeiro, Gonçalves, Gilberto Nascimento, Daniel Chiodelli, e Caio de Santi. Eles me levaram pelo Beira-Rio, e eu encontrei muitos pessoas, incluindo Guiñazu e Sr. Gelson Pires.

 

Na minha vida, eu sempre gostei de coisas movidas pela paixão. Dentro do Beira-Rio, eu sinto a paixão da galera. Eu gosto da história de fundação de nosso Clube, a história dos irmãos Poppes, e de um clube do povo. Por causa disso acredito nas coisas feitas pelo coração, é portanto natural natural para mim ter me tornado Colorado (de carteirinha)!

 

Aqui em Austin eu tenho o Globo Internacional e o PFC em casa, tv por satellite. Eu acompanho o Inter sempre, assisto todos os jogos sempre que possível.

 

Obs: Também eu sou um dos lideres de um grupo aqui em Austin, “Austin Portuguese Speakers Meetup”. A gente se reune numa loja brasileira aqui, Ana Brasil ( http://www.anabrasil.com ). Entre os brasileiros aqui, tenho um apelido, “Ameriúcho”, que significa “Americano-Gaúcho”. Sempre quando eu penso no Brasil automaticamente eu penso no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre e claro no NOSSO INTER!

 

David M. Ameriúcho Colorado!

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Por não ter muito apreço a regras e dead lines, no último sábado o articulista Fabio Araujo não postou o Especial Qual o Seu Lugar, com a ressalva de que estaria dando um tempo aos leitores do TFC.

Para não criar falsas expectativas, assim como o Terça Tisser Entrevista – que ocorre esporadicamente às terças -, o Qual é o Seu Lugar seguirá em finais de semana aleatórios.

 

Neste domingo, a Superior do Beira-Rio. Confira os outros setores aqui.

 

O segundo adar do Beira

O segundo adar do Beira

 

Pelo valor mais elevado dos ingressos, teoricamente a Superior do Beira-Rio deveria ser mais elitizada. Na prática, um público bem semelhante ao da Inferior, ainda que com menor intensidade de batedores de carteiras.

 

A grande vantagem é que, até chegar ao cordão de isolamento da BM, para a revista, há alguns metros de Rampa, espaço utilizado para sorver até a última gota de ceva. Se o policial for camarada, é possível chegar até a catraca com o copo de plástico na mão. A revista, por sinal, quase inexiste. Canso de chegar, levar um tapinha na barriga e “pode subir, magro”. Tá certo que tenho cara de cidadão de bem (Mentira!), que preza pelos bons costumes e a paz nos estádios, mas sei lá. Depois, quando dá confusão, sobra pra todo mundo.

 

No quesito conforto, a Superior tem bastante a oferecer, pois depois de alguns processos de modernização, foram colocadas assentos bem semelhante aos do setor de Cadeiras – para não dizer que são iguais. A única diferença é que nas Cadeiras não chove.

 

O barzinho é fraco, mas são sempre os mesmos trabalhadores. Logo, querendo ou não, acaba nascendo um vínculo com os comerciários. Na Superior é comum os comentários de “hoje tu bebeu todas, hein? Vai ser dois cachorros de novo?”

 

No mais, a visão do jogo como um todo fica facilitada devido a distância do campo. Para os que gostam da animação da Popular, mas não têm o mesmo pique, o local embaixo do Placar Eletrônico cai como uma luva. Grita, canta, pula e quando cansa, senta.

 

O único detalhe negativo se dá quando ocorre gols na Goleira do Gigantinho. Sóbrio, até se consegue ver alguma coisa. Com quatro cevas, tu pensa que ainda enxerga a bola; oito cevas, vê um vermelinho correndo com os braços pra cima; doze cevas, vai no embalo da torcida; catorze cevas, dorme.

 

No próximo post, a Social Superior, localizada entre as Cadeiras e a torcida adversária – local em que vi o Colorado ser Campeão da Libertadores.

 

Fabio

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Contra o Juventude; contra o Caxias; contra o.....

Contra o Juventude; contra o Caxias; contra o.....

Assim como na final de 2008, eu estava com meu compadre na Popular – ambos alcoolizados. Assim como no ano anterior, não vi pelo menos três dos oito gols. E, assim como no campeonato passado, o adversário não era o Grêmio. Os aspirantes ao título vieram novamente da Serra Gaúcha, desta vez vestindo Grená: nova goleada de 8 a 1. Diante de tantas semelhanças, resolvi remar contra a maré, abordando a final de ontem a tarde partindo da premissa que foram jogos completamente distintos.

 

Em 2008, o Inter precisava amassar o Juventude. Jogou com ódio, com raiva. Cada gol era como uma cusparada no distintivo verde. A torcida rangia os dentes a cada bola na rede, radiante com a humilhação da Papada. O Juventude tinha que ser pisoteado, esculhembado, dizimado. Acabar com a moral e a honra da equipe até então, liderada por Zetti. E assim foi. O gol do Clemer selou a queda de um adversário que voltou ao seu local de origem: entre os medíocres.

 

Neste domingo, o espírito da torcida Colorada era mais Zen. Bastava vencer o adversário. Devido às acentuadas diferenças técnicas entre as equipes, os gols foram saindo ao natural. Menos de 30 minutos, a partida estava 4 a 0. A festa era total, mas não ouvia-se falar em humilhação e tampouco gritos de “timinho, timinho”.

 

O Inter soube respeitar o Caxias e, por isso, seguiu jogando sério. Ao término da primeira etapa, vencia pelo elástico placar de 7 a 0. O arqueiro do time da Serra partiu para o vestiário enxugando as lágrimas. Se fosse do Juventude, o momento seria eternizado entre os Colorados; como era do Caxias, havia uma certa dose de compreensão.

 

No segundo tempo, o time Colorado tirou o pé do acelerador e o Caxias conseguiu marcar seu gol. Neste momento, todo o Gigante do Beira-Rio começou a aplaudir a jogada do adversário. Isso mesmo, felicitando a jogada Serrana. O Torcedor sabia das limitações da Grená e aproveitou para fazer esta homenagem aos 11 atletas, que honrosamente estavam no gramado.

 

Para fechar o placar, o limitado Alvaro fez o dele: 8 a 1. De novo.

 

A principal diferença nas duas finais é que, caso tivesse outro pênalti, no final do jogo, certamente o batedor não seria o Lauro. Restava ao Caxias sair derrotado; não destroçado, esmagado e humilhado como ocorreu com o adversário no ano anterior.

 

Curtas:

 

  • A campanha do Inter no Gauchão foi irretocável: empatou apenas três, ganhou o resto. Foram mais de seis goleadas e média de quase três gols por partida.
  •  O Gauchão teve três gre-NAIS, com três vitória coloradas.
  • Campeão da Taça Fernando Carvalho, Taça Fábio Koff, melhor defesa, melhor ataque (do Brasil), artilheiro e melhor média de público.
  • Ontem, o gol mais comemorado foi o do Guinazu, disparado. E esse, eu vi. – o oôô oo o ô oo Ô GUINAZUUUUU.
  • Agora é colocar os pés no chão e seguir em frente, pois a caminhada é longa.

 

Fabio

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Assim como o fenômeno que ocorre com a torcida Colorada, os Colaboradores Vermelhos no Tisserand FC não param de aparecer. O estreante da vez é o quase jornalista Leandro Luz. Colorado de fé, corneteiro de carteirinha. Neste primeiro texto, o alvirrubro de Imbé descortina os principais momentos de sua vida, entrelaçando com maestria com as principais partidas do Internacional.

Equipe Tisserand FC

 

 

São 100 anos de alegrias, tristezas. Cem anos de paixão. Sentimentos diversos, indescritíveis. Cem anos de emoção.
 
Óbvio que não vivo o Internacional desde sua fundação, pois tenho apenas 28 anos. Mas posso dizer que desde que era um feto vivi as emoções de ser colorado. Nasci em 1980, ano em que o Colorado foi vice-campeão da Libertadores, perdendo para o Nacional do Uruguai a decisão. Minha mãe, colorada, sofreu com isso e eu junto. Antes de estar na terra já conhecia as dificuldades e alegrias de ser torcedor do Inter.
 
Talvez eu pudesse me tornar gremista, pois meu pai é gremistão, mas como minha mãe se separou dele quando eu tinha apenas nove meses e não tivemos uma convivência diária, não fui influenciado por ele.
 
Mas tinha a minha avó materna. A “Vó Tetê” era gremista e chegou ao ponto de comprar uma camiseta do azenha f.c. pra mim. Mas minha mãe foi rápida: comprou um manto sagrado do Internacional e acabei escolhendo a vermelha. A Vó Tetê morreu quando eu tinha quatro anos e também não pode tentar me fazer virar a casaca.
 
Os anos passaram e a paixão foi aumentando cada vez mais. Lembro de Bobô, do Bahia, nos tirando o título Brasileiro de 1988. Do Flamengo matando a gente um ano depois. O Olímpia nos tirando da decisão da Libertadores… desgraças? Sim. Mas também lembro de alguns Gauchões nos anos 80. Do gre-NAL do Século…
 
Me lembro dos anos 90. Época de crescimento do arqui rival. Mas antes tivemos uma grande alegria, que foi a conquista da Copa do Brasil, no Beira-Rio em cima do Fluminense. E o grêmio acumulou essa taça e ainda por cima ganhou mais uma Libertadores. Era complicado ir para a Escola, aguentar os amigos gremistas.
 
Foi nos anos 90, uma das piores décadas da história colorada, que a minha paixão aumentou. Em setembro de 1995 ingressei no quadro de funcionários do Clube, estreitando laços com jogadores, comparecendo a quase todos os jogos. Tive momentos felizes e tristes dentro e fora de campo como funcionário. Conheci muita gente legal e daí decidi fazer jornalismo, pois sonhava em ser repórter de rádio. Meu ciclo como funcionário do Inter terminou em 1999, quando pedi demissão pois outras oportunidades haviam surgido.
 
O século XXI prometia ser melhor. De 2002 a 2005 emplacamos quatro conquistas consecutivas no regional e fomos vice-campeões brasileiros em 2005, quando o Zveiter nos tirou o título no canetaço.
 
É redundante falar da história recente do Inter. Libertadores, Mundial, Recopa, Sul-Americana… sempre amarguei, quando criança e adolescente, uma situação difícil em torno de títulos e da situação do Colorado. Mas hoje sou adulto, amadureci, assim como minha paixão pelo clube, comparada a minha família, e tenho certeza que vivemos uma nova era, que há de durar para sempre.
 
Essa foi a melhor maneira que encontrei para escrever alguma coisa sobre o Centenário. Na verdade não sobre o Centenário, mas sobre minha paixão e das dificuldades que foram e serão sempre superadas pelo amor que tenho pelo Internacional. O texto deve estar meio sem sentido, mas é de coração. Escrevo com o pouco tempo que tenho, pois o trabalho demanda muitas horas da minha vida. Mas para o Inter eu tenho que ter tempo.
 
Obrigado por tudo, meu clube, meu amor. Esse sentimento nunca vai acabar.
 
E que venham os putos do Grêmio.

 

Leandro

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Hora do sorriso. A Monalisa do Beira Rio

Hora do sorriso. A Monalisa do Beira Rio

 

Colorados e demais torcedores que visitam o Tisserand FC: esta noite que está prestes a entrar é mais que histórica, é única, é nossa.

 

 

Com a organização do Almoço Centenário, em Guaíba, não tive tempo de fazer um texto das dimensões que a oportunidade pede. Logo, vou deixar aqui um texto do meu colega de Histórias coloradas II, Emanuel das Neves, que dispensa comentários.

Abaixo desta Obra, as 10 vitórias mais marcantes em minha vida.

 

 Mestre,

Não sabemos onde te encontras agora, mas temos a convicção de que manténs lugar cativo no círculo destinado aos precursores das grandes coisas. Na certa, tua mente brilhante e ávida faz par com as de vultos nobilíssimos, orbitando em searas de alta ordem, empenhando-se em labores de inimaginável importância. Assim, de antemão, desculpe-nos por tomar teu tempo – se é que aí há tal medida.

 

Mas a verdade, mestre Henrique, é que aqui o quarto mês do ano já chegou e pôs-se a caminhar. Logo ali à frente, suplantará o seu terceiro dia, presenteando o peso de um século dos nossos à maior das tuas obras. Sabe-se lá em quais tarefas tens te embrenhado por aí desde que prematuramente partiste, em que projetos – decerto magníficos – dispensaste tuas atenções nesse período todo. Mas se tiveste a oportunidade de acompanhar o andamento do prodígio que ajudaste a nascer, percebeste o quanto crescemos desde a época da Rua Arlindo.

 

É provável que, na arrancada de nossa epopéia, tu não pudesses vislumbrar um horizonte tão maravilhoso quanto o que veio a se concretizar. Pois saibas, mestre, que tudo se deu à reboque do teu idealismo. Os preceitos que nortearam tua vida e teus atos estão impregnados naquilo que um dia tu chamaste de Sport Club Internacional. Escondida por trás das 13 letras do nome do clube que amamos, sustentando o brasão campeão de tudo neste planeta, existe toda a série de valores que moldaram tua conduta e tua forma de pensar.

 

Quando a pena rubricou teu aval na ata fundamental da instituição que agora torna-se secular, tu – talvez sem imaginares – preenchias o requisito positivista de perenizar-se pelo feito. E não paraste por aí.

 

Se puderes, corra a linha do tempo até um domingo qualquer e admire o estádio lotado. É um portento, grandioso demais até no nome. As multidões se vão até ele em carreira, acodem-se em verdadeiras e intermitentes procissões. Há na velha arena da Padre Cacique, por onde quer que se mire, toda a sorte de simbolismos coletivos e particulares. Cada pedaço do Gigante abriga em sua memória centenas de pequenos milagres e tragédias, de confissões, promessas e êxtases hieráticos – muitos vividos sobre joelhos quedados no cimento, sublimados em rostos traçados por lágrimas. Sentando-se em qualquer ponto, vê-se o chão cor de esmeralda e seus arcos brancos – e eles sugerem tudo de mais bendito que possa haver.

 

Não seria um templo, mestre Henrique?

 

Quem defende o clube que tu criaste possui uma maneira única de enxergar a vida: toda ela à mercê do Internacional, ao sabor dos seus desígnios. Há a verdadeira dependência pela camisa cor de sangue, armadura da alma, manto obrigatório em nossa liturgia – e vesti-lo constitui-se genuflexão bastante singular. Há a reverência eterna a Pirilos e Tesourinhas, Larrys e Bodinhos, Figueroas e Falcões, Tingas e Fernandões, figuras a quem encaramos em pleno torpor, marejando os olhos – e, misteriosamente, nos parecem carregar halos sobre a fronte. E o que seriam os cantos senão verdadeiras chaves místicas, conexão instantânea com nossa essência, preparando a atmosfera em átimos, impelindo-nos força indizível? O Celeiro de Ases em uníssono é praticamente um transe coletivo.

 

Não seria um culto, mestre Henrique?

 

O clube altruísta e igualitário que tu imaginaste, a instituição sem barreiras de qualquer tipo, que abriria a porta do esporte a todos, confirmou e extrapolou os seus propósitos. Democraticamente, aceitou simpatizantes de toda a espécie, instaurando novos paradigmas, exatamente como tu determinaste. Porém, não se poderia prever que, uma vez identificado ao Clube do Povo, o colorado não encontraria mais opções: pegaria-se controlado pela ditadura da paixão vermelha, envolvido a ponto de nada mais importar, preso e fiel ao solitário dogma de amar o Internacional sobre todas as coisas.

 

Graças a Deus.

 

Mestre Henrique, tu superaste Castilhos e Comtes, criaste tua própria doutrina. Hoje, somos mais de oito milhões de adeptos do Coloradismo de Poppe, na vertente única do amor irrestrito à Academia do Povo.

 

Na aurora do primeiro centenário do Sport Club Internacional, a nação alvirrubra agradece ao seu fundador por ter criado a nossa razão de viver.

 

Muito obrigado, mestre.

 

Em nome da centenária família colorada.

Emanuel das Neves

 

Vitórias:

 

 

10 – Inter 4 x 1 Palmeiras – Brasileirão de 1992 ou 1993. Meu primeiro jogo. Dispensa comentários.

9 – Inter 5 x 2 Paraná – Copa do Brasil de 2008.  Uma das viradas mais emocionantes que vi no Gigante.

8 – Inter 1 x 0 Palmeiras – Brasileirão de 1999. O Jogo do apagão. Matamos o Felipão e seguimos na Primeira.

7 – Paysandu 0 x 2 Inter – Brasileirão 2002. O jogo da mala preta? Não sei. Só sei que Librelato é eterno.

6 – Inter 1 x 0 Grêmio – Gauchão de 1997. Fabiano cachaça “lesionado” entrou e matou eles.

5 –Inter 5 x 2 Grêmio – Brasileirão de 1997. De novo Fabiano, o melhor jogo da carreira.

4 – Inter 8 x 1 Juventude – Gauchão 2008. Histórico. Arrebatador. Salve Clemer.

3 – Inter 2 x 1 Al Ahly – Semifinal do Mundial, 2006. O início da conquista. O jogo-do-ombrinho-do-pato

2 – Inter 2 x 1 São Paulo – Final da Libertadores, 2006. Um dos melhores jogos da minha vida. Sobis destruiu.

1 – Inter 1 x 0 Barcelona – Mundial Interclubes, 2006. Um dia sem fim, uma noite sem fim. Uma vida eternamente grata por ter presenciado este momento.

 

Foto: Globo Esporte ponto com.

 

Fabio

 

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 Conforme prometido aqui, hoje vai a segunda parte dos jogos que marcaram a vida do articulista Fabio Araujo. Não necessariamente se tratam dos jogos mais importantes, apenas os mais marcantes, seja qual for o motivo. A última parte será atualizada amanhã.

Equipe Tisserand

 

Há vitória e há derrota: em pa(r)te

Há vitória e há derrota: em pa(r)te

 

 

 

 

 Empates

 

10 – Inter 1 x 1 Flamengo – 1998. Um gol do Romário e um do Christian. Eu e o pai, mais uns 200 pagantes presenciaram este grandioso amistoso.

 

9 – Inter 1 X 1 Cruzeiro – Brasileirão 2006. Minha estréia na Popular. Não vi nenhum dos gols, claro.

 

8 – Inter 2 x 2 Bahia –  Foi na Copa João Havelange e o Leonardo Manzi marcou 2 em cinco minutos e empatou a partida.

 

7 – Inter 1 x 1 Cruzeiro – Brasileirão. O Hiran tomou um peru do meio da Rua. No Mineirão, o Leandro Guerreiro entregou.

 

6 – Inter 1 x 1 Grêmio – Entregamos um Gauchão ganho, em 2006.

 

5 – Inter 0 x 0 Juventude – Perdemos o título no Beira, pr’aqueles mortos, em 1998.

 

4 – Inter 1 x 1 Estudiantes – Sulamericana, ano passado. Golzinho do Nilmar nos deu além do título e a honra de terminar a competição de forma invicta.

 

3 – Inter 0 x 0 Nacional – Passamos para as quartas da LIB 06. Até hoje os uruguaios choram pelos gols anulados.

 

2 – Inter 0 x 0 Libertad – Semifinal da LIB 06. Foi nesse jogo que tive a certeza do título. Após a bola que bateu na trave, paleta do Clemer e foi pra fora.

 

1 – Inter 2 x 2 São Paulo – Final da LIB 06. Sem comentários. Melhor partida da minha vida no Beira-rio.

 

Foto do Leandro Guerreiro: Globo Esporte ponto com.

 

Fabio

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