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Cara de guri, futebol de gente grande

Cara de guri, futebol de gente grande

 

Há sete primaveras o posto de 10 da seleção brasileira está vago ou semi preenchido. Depois do introvertido e genial Rivaldo desfilar a nobre arte dos armadores clássicos (Platini) em terras asiáticas, nunca mais houve a figura do “cérebro” do time. Tentativas sim, mas nunca com a contundência e aprovação que a posição exige. Alex, Ronaldinho Gaúcho, Kaká… Algum destes peitou todo mundo, disse que era O CARA do time e assumiu a bronca de receber o mundo nas paletas em caso de derrota?

 

Amanhã na mística e mítica Rosário, Kaká será “El Diez” dos canarinhos. Bom moço, limpinho, barba feita pela marca famosa da qual é garoto propaganda, crente. Nada contra, muito menos a favor de tudo isso. Mas desde quando um 10, o pilar de uma seleção brasileira, pode ser alguém tão insosso, um “picolé de chuchu”, por assim dizer? O 10 é um homem atormentado por mil demônios que os mundanos desconhecem. Seus olhos são ora vidrados em algo além da percepção (Riquelme), ora flamejantes por uma raiva atroz e sem sentido (Zidane). A glória e a lama andam de mãos dadas, logo atrás de seus calcanhares. Kaká pode ser um excelente jogador, mas seu futebol nunca emocionará ninguém, nunca terá seguidores. E aquelas meninas pré-adolescentes não contam…

 

Um jogador foi testado algumas vezes na seleção brasileira, mas sempre deslocado de seu lugar de origem. Ou então recebia uma convocação, jogava alguns minutos, ficava no banco para os “medalhões” atuarem e logo após sumia das listas de convocados. Diego surgiu assombrando o país naquele iluminado Santos de 2002. Com 17 anos apresentava uma maturidade descomunal, e ainda trajava a 10 mais pesada do planeta. Além disso, esbravejava contra adversários com o dobro de sua idade, comemorava tripudiando em símbolos alheios, levava cartão em quase todos os jogos e ainda achava tempo para fazer gols e distribuir assistências. Um craque venal, Maradoniano, por assim dizer.

 

Sexta-feira passada destacamos os três (supostos) principais clássicos que aconteceriam nos campeonatos pelo velho continente. O estreante Robben e o maluco Ribéry comandaram o 3 a 0 do Bayern pra cima do time da Volks.

 

Na Inglaterra uma injustiça sem tamanho com os Gunners de Wenger: controlaram a posse da bola, criaram mais chances, marcaram as principais jogadas do United… Mas num pênalti (gol e “cavamento” de Rooney) duvidoso e num gol contra “Oseístico” de Diaby os Red Devils venceram por 2 a 1. O gol do Arsenal foi uma pintura do 10 da seleção russa Arshavin.

 

Em Milão, um massacre. 4 a 0 inapelável para os comandados de José Mourinho. Ao lado do Barcelona, a Inter candidata-se ao título da Champions. O Milan ainda não tem um time, e sim um amontoado de boas peças que não encaixam de jeito nenhum.

 

Mas no domingo um jogo (e um jogador, mais especificamente) destacou-se mais que os três supracitados. Roma e Juventus travaram um clássico como manda o figurino: tensão, correria, parcas chances de estufar os cordéis da cidadela adversária e, para não dizer violento, um embate TRUNCADO. O 28 da Juve (dois + oito) era um dos poucos que fazia a bola rodar, de resto era um festival de nervosismo e patadas. Totti estava encarnando o 10 descontrolado, e o time de Luciano Spaletti não conseguia reter a bola no ataque.

 

E então numa falta boba perto da área romanista, Perrota foi dizer para Diego algumas expressões idiomáticas que ele certamente já aprendeu a responder em italiano. O barbudo brasileiro levantou e berrou, em italiano e com o nariz à uns cinco centímetros do volante carcamano, palavras intraduzíveis neste espaço internético tão respeitador. Os dois levaram uma advertência verbal do apitador, mas o estrago já estava feito. Depois deste lance o armador da Vecchia Signora esmigalhou a já combalida equipe da capital, e em duas arrancadas da intermediária driblou Riise e Méxes (respectivamente) para depois fuzilar o goleiro ex-Santos Júlio Sérgio.

 

De Rossi empatou o jogo no primeiro tempo, e Felipe Mello de canhota decretou a vitória da equipe de Turim. 1 a 3 Juventus e manchetes nos jornais esportivos da Bota comparando o antigo craque do Werder Bremen, Porto e Santos à Maradona e Zico. Exageros à parte, Diego há muito tempo merecia ser o 10 do Brasil. Se não tem o nome ou a mídia de seus concorrentes, possui as características exigidas para a função (inclusive a desconfiança da maioria!).

 

Até porque amanhã, com a disputa ficando entre Lionel Messi e Kaká, não há maneira de torcer pelo garoto propaganda da Renascer.

 

Com o DNA Mararoniano

Com o DNA Mararoniano

 

Para quem quiser saber mais da mística da 10, este livro  é fundamental.

 

Aqui um trecho da obra.

 

Felipe Conti é colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito e é titular das sextas aqui do Tisserand.

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Passado

Passado

 

Não foi sem um oh de estupefação que se anunciou a transferência de Kaká para o Real Madrid. Não faz muito tempo ele era taxativo ao dizer que encerraria a carreira na cidade de Milão e vestindo vermelho e preto. É verdade que o brasileiro não resolveu por conta própria se mandar para a Espanha, tampouco viabilizou sorrateiramente a saída, como Figo quando trocou Barça por Real, por exemplo. Não. O time de Berlusconi acumula dívidas impagáveis amealhadas sob o nebuloso manto que cobre as cifras na Bota. E somente por elas que Florentino Pérez, o folclórico presidente que regressou ao comando merengue recentemente, cumpriu sua promessa de campanha e comprou o meia brasileiro por 67 milhões de euros.

 

A negociação é protagonista do balé oneroso e pontilhado de boatos que se promove durante a basculante entre o fim de uma temporada e o começo de outra no futebol europeu. Além de Kaká, o meia Diego já foi anunciado como principal reforço da Juventus para os próximos Calccio e Champions League. E Zhirkov, canhoto habilidoso e que divide as atenções na seleção russa com Arshavin, migrou do CSKA para o Chelsea.

 

Ainda há muito pranto para rolar, mais do que água da cachoeira (Saravá, Vinícius de Moraes) nos olhos de torcedores órfãos de seus craques até que os mercadores da bola guardem os cheques nos bolsos. Como é sempre instigante mapear a cara dos clubes antes, durante e depois das negociações, confere algumas que já foram fechadas e outras que podem se concretizar:

 

CONCRETIZOU-SE

Jogador                Ex-Clube                     Clube Atual                     Valor (Euros)

Kaká                       Milan                           Real Madrid           67 mi

Diego                     Werder Bremen        Juventus               25 mi   

Yuri Zhirkov              CSKA                    Chelsea                   30 mi*

Marcelo Moreno   Shakhtar            Werder Bremen   2 mi (empréstimo)

Ramires                     Cruzeiro                 Benfica                     7, 5 mi

 

ESPECULA-SE

Jogador                                      Clube  Atual                           Futuro

Zlatan Ibrahimovic           Inter, de Milão             Barcelona

Amauri                                        Juventus                 Milan

Juninho Pernambucano         Lyon                         Genova 

Juan                                          Roma                           Milan

 

* Negociação em dólares.

 

Foto: Reuters

 

Guilherme

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O calendário de clubes europeu chegou ao final no último final de semana. Depois da chapuletada que o Barcelona sapecou para cima do Manchester, impedindo os Diabos de espalharem seu reinado sobre terras sagradas, Alemanha e Inglaterra conheceram os campeões de sua Copas, e um brasileiro cujas virtudes resumem-se à força e persistência, da família dos pincéis, foi aclamado Kaiser.

 

Tu pintas como eu pinto?  (By Fabio Araujo)

 

Grafite de lapiseira apontada

Grafite de lapiseira afiada

 

Pois na Alemanha, o Wolfsburg fez-se lapiseira bem apontada e, diferente de Deus, escreveu certo em linha reta, com um Grafite originário daqui. Aquele mesmo que, numa contenda da Libertadores entre São Paulo e Quilmes, foi chamado de tudo, menos de afrobrasileiro pelo zagueiro e ariano De Sábato. O atacante maculou por alucinantes 28 vezes as metas de goleiros adversários, contribuindo à vera para seu time chegar ao título da Bundesliga.

 

Além de Grafite, o treinador Felix Magath e o companheiro de ataque do brasileiro, o eslovaco Edin Dzeko, dividem os méritos e honrarias pela campanha surpreendente e vitoriosa, desbancando o milionário e estrelado Bayern, de Munique.

 

Já na Copa, Diego alcançou os louros da remissão com o título para o Werder Bremen em sua despedida. O brasileiro que estará em campos italianos e defendendo a Juventus na próxima temporada, criou a jogada que terminou no solitário gol de Ozil.

 

O Werder levantou sobre os ombros a sexta Copa e conseguiu secar algumas das lágrimas derramadas pela derrota na final da Copa da Uefa, recentemente.

 

Uma senhora enxuta. Um time confortado

 

 

O Chelsea foi o único inglês com motivos para comemorar neste final de labuta. Arsenal e Liverpool terminaram o ano de mãos vazias. Enquanto o Manchester, apesar de ser o bi-campeão nacional, ainda lambe feridas de cicatrização demorada pela derrota na Champions League.

 

Os Blues não tem nada com isso, e fizeram o que todo time grande deve fazer com um pequeno, na final da 75ª Copa da Inglaterra: vencer. O resultado foi humilde, 2 a 1, mas serviu para que Guus Hiddink, técnico que assumiu a peronha após a saída de Felipão, se despedisse com uma conquista.

 

Os gols do título foram marcados por Drogba e Lampard. O francês Saha, ex-Manchester, descontou para o Everton.

 

A dona de casa veste azul e preto

 

A dona de casa da Bota

A dona de casa da Bota

 

A Inter já havia feito seu papel de senhora do lar, competente no labor doméstico, sábia de cada palmo de sua casa, mas de reconhecida dificuldade quando se arrisca em investidas pelas ruas desse mundo inseguro que é o exterior. Já era campeã italiana pela quarta vez consecutiva, ainda que de fracassos recorrentes na Liga dos Campeões.

 

A última partida do Calccio, contra a Atalanta, serviu apenas para que o título adquirisse um gosto mais saboroso. O confronto caminhou com passos frenéticos e alternâncias no placar. A certa altura, já naquele últimos vinte minutos de sopa morna e insossa, e com 3 a 2 para a Atalanta, parecia que o ano acabaria com um revés, e em casa. Então Mourinho lançou a campo o brasileiro Maicon, que voltava de lesão, e a revelação Balotteli.

 

Logo o placar era invertido novamente, e de maneira definitiva. O empate chegou com Cambiasso, depois de um entrevero na pequena área da Atalanta. E a virada saiu dos pés do dono do time, o sueco Ibrahimovic, num calcanhar desengonçado e faltoso.

 

 

O que resta na bota são algumas especulações: a saída de Kaká para o Real e de Ibra para o Barça; e apenas duas certezas: a confirmação de Leonardo como técnico no Milan, e a chegada de Diego na meia cancha de Juve.

 

Fotos: Grafite: colunas.gazetaweb.globo.com; Inter campeã: espn.com.br.

 

Guilherme

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Bremen lamenta derrota e saída de Diego

Bremen lamenta derrota e saída de Diego

Diego é o melhor jogador do futebol alemão há algumas temporadas. Com ele, o Werder Bremen voltou a frequentar o cume da tabela da Bundesliga – inclusive vencendo todos as copa e o campeonatos nacional disponíveis – e disputa já com naturalidade, ainda que sem muita pretensão, a Liga dos Campeões. Foi o meia brasileiro o protagonista da campanha na Copa da Uefa, decidindo confrontos espinhosos, como os triunfos diante de Milan, Hamburgo e Udinese – auxiliado por coadjuvantes como o peruano Pizzaro e o habilidoso canhoto de ascendência turca, mas nascido em solo alemão, Ozil.
 

Toda essa ladainha ensebada e puxassaquismo desmedido para Diego só foram alinhavados para culpá-lo diretamente pela derrota de seu time na final da Copa da Uefa para o Shakhtar Donetski por 2 a 1, em Istambul, na última quarta-feira. O jogador nascido em berço esplêndido e monarca (Psss!) foi impedido de fardar o uniforme verde e desfilar seu futebol sóbrio e competente devido ao cartão amarelo recebido na semifinal. E sem Diego, o time de Bremen vira um Juventude melhorado, até com a presença do zagueiro Naldo e o uniforme de predominância verde para enriquecer a comparação descabida.
 

O jogo teve seus picos de emoção, o que é inerente a qualquer final (E tome tapa na cara dos fariseus defensores dos pontos corridos!). Shakhtar e Werder revezaram-se em tentativas insinuantes. Os ucranianos, com a meia cancha formada só por brasileiros, tomavam a rédea do jogo nas mãos e arriscavam-se mais; já os alemães, sempre com caráter mais pragmático, dependiam da habilidosa perna esquerda de Ozil nos contragolpes. Nessas idas e vindas, Luiz Adriano marcou, com surpreendente categoria, ao receber bola caramelada. A vantagem durou dez minutos. Naldo petardou uma falta como fazia lá para as bandas de Caxias e o goleiro Piatov armou-se para a defesa como se estivesse jogando Nilcon no colégio. O resultado foi um frango de corar até os ucranianos encharcados de vodca apinhando os bares locais.
 

A sorte de Piatov é que o leste europeu está nadando na grana. E pode formar, sem muita dificuldade, um setor inteiro do time só com jogadores nossos: William (ex-Corinthians), Fernandinho e Jádson (ex-Atlético do Pararná) e Ilsinho (ex-São Paulo). Eles transformaram a intermediária alemã em território ucraniano. O que resultou no gol da vitória, já no pantanoso e transversal terreno da prorrogação. Jádson recebeu passe do capitão Srna e chutou de primeira. A bola saiu fraca, mas tomou a direção que deveria para chegar às redes. Estava decidido o jogo por quatro brasileiros: três goleadores e um ausente.
 


 

A dor da perda acalentada pelos torcedores alemães pode ser diminuída com a Taça da Copa da Alemanha, que o Bremen aspira erguer na próxima semana. Mas nenhuma desilusão será maior, nem a derrota de quarta, tampouco um revés na próxima, que a eminente saída de Diego para a Juventus. A Vecchia Signora desembolsará 25 milhões de euros para que o brasileiro migre para Turin e cumpra uma tarefa árdua, porém de visibilidade interessante a um jogador que vislumbra Seleção Brasileira: substituir o ídolo Pavel Nedved.
 

Foto: Diego: universalfutbol.es
 

Guilherme

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Já foi tarde!

Já foi tarde!

 

A Copa da Uefa já tem seus dois postulantes máximos: Werder Bremen e Sakhtar Donetsk. O primeiro, despachou o Hamburgo em território inimigo; o segundo, derrotou o compatriota Dínamo, de Kiev, em casa. Ambos com contribuições fundamentais de brasileiros.

 

Aliás, o Bremen seria o favorito para a final caso pudesse contar com Diego. O meia foi decisivo mais uma vez, marcou um dos três gols da equipe e ditou, como sempre, o ritmo – de festa! – das jogadas. ‘Porém, ah, porém…’, como diria o Paulinho da Viola, o craque pós-adolescente chamou e foi chamado de bobo pelo patrício e zagueiro do Hamburgo Alex Silva, o que resultou no segundo cartão amarelo de Diego e o impedimento de disputar o jogo mais importante do ano.

 

 

Assim sendo, a equipe ucraniana mais brasileira do mundo, o Shakhtar, passa a carregar o ônus dos grandes, a responsabilidade de comprovar o caráter superior que o imputam. O lateral Ilsinho, aquele que jogou no Palmeiras e no São Paulo, fez o gol da vitória, num drible desconcertante sobre Betão, zagueiro do Dínamo que deixou poucas saudades no Corinthians. Jadson, Fernandinho, William e o desgraciatto Luis Adriano também estão na decisão pelo representante da Europa Oriental.

 

A final é dia 20 de maio, em Istambul. 

 

Foto: estadão.com.br

 

Guilherme

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A Copa da Uefa não lá uma Brastemp

A Copa da Uefa não é lá uma Brastemp

 

 

A Copa da Uefa é a Sulamericana deles. Aquela competição continental que reúne os times alinhados num segundo escalão dos campeonatos nacionais. Normalmente do quinto ao oitavo (ao menos, em países tradicionais). Ocorre que, nesta temporada, um surto de desclassificação em massa dos italianos (aliás, desde 2007 não chegam às semifinais da Champions League também), espanhóis e ingleses, permitiu a alemães e ucranianos ineditismos interessantes: os dois lados das eliminatórias são contemplados com clássicos regionais. Dínamo, de Kiev, e Shakhtar Donetsk duelam pela vaga ucraniana; Werder Bremen e Hamburgo, pela alemã. Ambos os jogos realizados quinta-feira, e atentamente perscrutados (Nossa!) pelas lentes Tisserandas.

 

Dínamo 1 x 1 Shakhtar

O empate na primeira partida entre os ucranianos adiou qualquer definição para o jogo da semana que vem. As equipes possuem muito mais diferenças que semelhanças. E basta observar os brasileiros escalados de cada lado – aliás, em abundância – para delimitá-las.

 

No lado do Dínamo: Betão, aquele que surgiu no Corinthians anos atrás, zagueiro corpulento e com alguma velocidade, mas inimigo mortal da bola; e Corrêa, volante polivalente que provou ser um virtuoso cobrador de bolas paradas no Palmeiras, embora sempre foi muito mais dependente da força do que da técnica. Ou seja, um time bruto, porém ligeiro.

 

Saudades corinthianas

Saudades corinthianas

 

No lado do Shakhtar: Ilsinho, lateral habilidoso oriundo do São Paulo, mas revelado pelo Palmeiras; Jadson e Fernandinho, meias leves e de muita técnica, comprados junto ao Atlético Paranaense; e Luis Adriano, o maledeto, jovem centroavante que marcou o gol da vitória do Inter na semifinal do Mundial de 2006. Ou seja, um time faceiro, porém malandro.

 

Pois na balança do jogo, brutos, faceiros, malandros ou ligeiros, todos pesaram iguais. Cada tempo foi contemplado com um tento: Aliyev, para o Dínamo, no primeiro. Fernandinho, igualando, no segundo.

 

O Shakhtar joga em casa na semana que vem e basta que não tome gols para alcançar a maior façanha de um clube ucraniano em competições continentais. Para o Dínamo, qualquer vitória ou empates a partir de dois gols servem.

 

Werder Bremen 0 x 1 Hamburgo

 

Choro adolescente

Choro adolescente

 

O Bremen era, até que a bola rolasse e o caudaloso e matreiro rio em que navega o futebol mudasse os rumos que a lógica traçou, o favorito ao título. Dos quatro, o mais assíduo em competições continentais nos últimos anos. Eliminou o Milan, por exemplo, considerado o virtual campeão quando tudo começou. E com Diego em grande fase.

 

Mas o futebol, meus amigos, como a vida, é uma caixinha de surpresas, um kinder ovo de papel, uma das tantas incertezas que carregamos conosco. E essa turma de provérbios batidos endossaram a vitória do Hamburgo, fora de casa. Trochowski (e esclareço ao leitor que não esqueci o gardenal ou confundi o senhor com algum desafeto meu, não, esse é o nome do jogador) marcou o único gol do jogo.

 

Lá na semana que vem, dia 7, os quatro voltam a se enfrentar, com os mandos invertidos, em Hamburgo e Donetsk, obviamente.

 

E agora chega. Que estamos em feriadão: época de viver, não de trabalhar.

 

Fotos: refrigerador: tudoemoferta.com.br; Diego: globoesporte.com; Betão: de.footbo.com.

 

Guilherme

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