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Fala, Rogério!!!

Tima Maia Vive! E é na Coréia: 'Fala, Rogério!!!'

 

As quartas, sábados ou domingos, dependendo do calendário da CBF, separo a camiseta do Gamarra e início o ritual sagrado: jogos menores, uma dose cadenciada de uísque brasileiro; jogos imporantes, chega o momento do importado. O destino quis que, nesta quarta-feira, 6, tinha que fazer um trabalho no pós jogo e fui somente com um sprite zero no lombo.

 

Antes de entrar no Gigante, a parada para o tradicional pagamento de mensalidade. O atendimento, pela primeira vez, foi rapidíssimo e, em menos de 20 minutos, já estava nas arquibancadas tentando segurar o riso. Não pelo placar, pois a partida não havia iniciado, mas sim, pelo altíssimo número de loucuradas por metro quadrado. Ao meu lado direito, uns oito magros do Bonfa, vindos de uma festa do chope do interior; ao meu lado esquerdo, três cheiradores assumidos.

 

Até os 2 a 0, tudo era festa. O Inter carimbava a 16ª vitória consecutiva no Beira, atingindo a incrível marca de 54 gols, média de 3,77 por jogo. Mas a turma do funil e o time dos cheradores não se prendiam muito nesses detalhes.

 

Agiam pela emoção do momento.

 

Lembro que de um breve comentário no time dos cheradores, após o primeiro gol.

 

– Eu tô cheirado, mas aquele Taison ali no Placar eletrônico é o Alecsandro.

 

E realmente era o Alecsandro. A foto de Taison foi trocada por engano.

 

Prazer, meu nome é Taison!

Prazer, meu nome é Taison!

 

A Turma do Funil, no entanto, não tinha discernimento do que ocorria, mas no quesito “corneta”, apresentavam uma sobriedade aguçada e, rapidamente, escolheram a vítima da vez: Bolívar. Bastava o General de 2006 pegar na bola, pra começar o coro.

 

– Burro.

 

-Que tu vai fazer, ô, bostão?!

 

E assim transcorria. Ele tocava na redonda e…

 

– Nem vou olhar que vai dar merda.

 

No início, tava levando na esportiva, mas, em uma das dezenas de cagadas do juiz, não me contive e esbravejei um seu-pau-no-rêêêgo!!!

 

– PAU NO REGO??

 

– AHAUAHAUHAHUUAHA

 

Tava selada a antipatia.

 

Em meio aos impropérios desferidos contra o Bolívar, um dos funileiros lançou uma nova pauta.

 

– Vamos pro Dominó!

 

Mais rápido que um combate do Guiñazu, outro companheiro rebateu.

 

– Eu pago um baldinho.

 

A partir daí, o jogo foi esquecido, sendo dada prioridade à logística de como seria feito o transporte até a casa de tolerância porto-alegrense, que, segundo consta na brilhante obra “A Noite dos Cabarés”, de Juremir Machado, tem um grande público de caminhoneiros.

 

Enquanto isso, no time dos Cheradores:

 

– Eu posso tá cheirado, mas o Bolívar não levou cartão amarelo, como mostrou no Placar Eletrônico.

 

E realmente o atleta não fora advertido pelo árbitro.

 

Quase no final do primeiro tempo, o General – quase na Reserva – foi à linha de fundo, mas não conseguiu uma boa precisão no cruzamento.

 

Foi a deixa.

 

– Dominó! Dominó!

 

Alguns senhores de meia-idade deixavam escapar sorrisos de canto-de-boca – um riso confessional – sendo saudados euforicamente pela Turma do Funil.

 

Bastou o silvo final do primeiro tempo para que o grupo dispersasse em busca de calorosas companhias. Graças ao Bolívar, pelo menos cinco mães de família trabalharam afinco, conseguindo aumentar a grana depositada em suas poupanças.

 

Já no Time dos Cheradores:

 

– Eu posso tá cheirado, mas aquela mamãe sorteada pelo placar eletrônico é um homem.

 

E realmente era um homem. O câmera, por um ato de insanidade que não foi explicado, focou um homem, ao invés de buscar uma mamãe colorada conforme prometido pelo locutor.

 

O segundo tempo foi morno, sem as duras críticas para o Bolívar, claro.

 

Enquanto isso, no time dos Cheradores:

 

– Nem esquenta com o Adriano, esse joga no nosso time.

 

As próximas semanas prometem ser bem mais movimentada para os bebuns, cheiradores, trabalhadores, pais de família, e toda a torcida Colorada. Enfrentaremos Corinthians, Flamengo (duas vezes) e Palmeiras.

 

Estou confiante, mas, a única certeza que tenho é que, nas partidas disputadas no Beira-Rio, a torcida Colorada ficará até o apito final.

 

Fotos: Tim: katienetavaresemfoco.blogspot.com; Alecsandro: Site do Inter.

 

Fabio

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O Inter passou, no último mês, dos 83 mil associados, tornando-se o clube com maior número de sócios de todos os continentes – excluindo o Europeu.

 

A grande verdade é que a média de público no Estádio gira em torno de 20 a 30 mil pessoas por jogo. Os outros 50 mil, acompanhados por milhões de torcedores não sócios espalhados por esse nosso Rincão, assistem aos jogos pela tevê.

 

Mar vermelho acomapanha o time dentro e fora das quatro linhas

Mar vermelho acompanha o time dentro e fora das quatro linhas

 

E isso não é demérito nenhum, mas nesta quarta, contra o Náutico, excepcionalmente, a partida não passará na tevê aberta. Para aumentar o problema, o jogo transmitido será o do Tricolor contra as babas do Peru.

 

Apesar de presença garantida nas arquibancadas do Gigante, as Caravelas Tisserânicas apresentam algumas dicas para a quase totalidade –Vermelha – do Rio Grande que, por algum motivo, não poderá comparecer no Beira-Rio.

 

 1)     Não tente secar o Grêmio

Caro Leitor, você sabe qual a Capital do Peru? Tá, tudo bem, essa fácil. E o presidente peruano? Dificultou né? A inexpressividade do Peru frente à América Latina é assustadora.

Peru? somente o meu, que é deste tamanho

Peru? Somente o meu, que é deste tamanho

 

E no futebol, a coisa fica ainda pior.

 

No máximo, dê aquela secadinha básica no rádio, enquanto ouve a partida do colorado.

 

Ou, faça sexo.

 

 2)     Leia um Livro

 A classificação contra o Náutico está que nem uma mulher de vida fácil, embriagada, pernas abertas,  já com o dinheiro na bolsinha.

 

Só não crava se não quiser

Só não crava se não quiser

 

Com isso, a audiência radiofônica pode ser substituída por uma boa leitura. A sugestão Tisserânica é a obra “Ovelhas que voam se perdem no Céu” de Daniel Pelizari, que, graças ao maravilhoso mundo da internet e da bondade do autor, pode ser disponibilizado gratuitamente aqui.

 

Ou, afogue o ganso.

 

3)     Assista a um DVD

 Aí vai ao gosto do freguês, que desta vez não é o Grêmio. Há uma infinidade de títulos: Entreatos: para os vagabundos; Como se fosse a primeira vez: para os enamorados (do tempo do EPA); e Che: para os Revolucionários. Tsc.

 

Ou, uma bimbada.

 

4)     Lagarteie

 Abra uma latinha, faça um jantar especial e fique lagarteando pela casa, tendo a certeza que nas próximas horas o time de Tite estará se classificando para as quartas-de-final da Copa do Brasil.

 

Ou, ah…

 

Por fim, assista ao jornal da Globo, para ver os gols colorados e, aí sim, vá para cama dormir o sono dos justos.

 

Fabio

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Todo dia é dia de sofá

Todo dia é dia de futebol. Todo dia é dia de sofá

 

Nos tempos em que os subversivos tinham de carregar bolitas nos bolsos para despistar a Cavalaria; num passado não tão longínquo, época em que no futebol os zagueiros amarravam cachorro com lingüiça, como diria o do Bigode; a quarta-feira era considerada o Dia Nacional do Sofá.

 

Nesta sagrada data, os jovens enamorados iam para a casa de seus pais para trocar discretas carícias e, quando surgia oportunidade, até alguns beijos e amassos. Tudo isso assistindo a um longa do Grande Otelo.

 

Hoje, virou putaria. Todo o dia é dia, ninguém é de ninguém e tá tudo liberado.

 

A Equipe do Tisserand FC, por sua vez, sempre prezando pela moral e os bons costumes, desconstruiu o esteriótipo do Dia do Sofá, criando seu próprio padrão: abrir uma lata, sentar numa pltrona ensebada e assistir às rodada da Copa do Brasil e da Libertadores da América.

 

O resultado de tudo isso, a seguir:

 

Placar Magro

O Inter podia ter garantido a vaga ontem à noite, contra o Náutico, mas acabou entregando a rapadura, como já é de costume contra times medíocres – principalmente jogando fora de casa.

 

 

Os cavaleiros do apocalipse afirmavam que este seria o primeiro grande teste do ano e foram apenas três gols. Com isso, a média nas últimas quatro partidas caiu para simplórios 4,5. Ou o time começa a jogar fora de casa ou vai se complicar logo ali, pego de calças curtas.

 

Time Cagão

Confesso que até deixei escapar um sorriso quando vi o terceiro gol do Atlético Paranaense contra o Timão. Mas esqueci que o Furacão é time pequeno. Em seguida, entregou uma partida ganha. 1 a o no jogo de volta e Bye Bye, Tristeza.

 

Ninguém é de ninguém

Deste confronto sairá, se não der Zebra e os pernambucanos confirmarem os prováveis 4 a 0 no Beira-Rio, o adversário do Náutico. Tinha, até certo ponto, um pequeno receio do Rubro-negro carioca, mas não conseguir vencer o Fortaleza em casa, é de desanimar.

 

Grande Galo

E a Galoucura continua na mesma. Desta vez, a derrota veio contra o Vitória.

  

Paraíba e o cartão

Eu sou Paraíba e taqui o meu cartão. Campeão da Copa do Brasil pelo Grêmio, Marcelinho está de volta. Marcou dois gols na vitória do Coxa de 4 a 0, sobre o CSA – o Paulo Britto, no entanto, admirador do atleta, creditou o gol do outro Paraiba, do Coxa, para Marcelo. Vo te contá, heinhô, Batista.

 

Cartão de visitas premiado

Cartão de visitas premiado

 

Até Quando?

O Sport venceu o LDU por 3 a 2 e, junto do Grêmio, são os dois clubes enganadores do Brasil. Em seguida, vão tropeçar. Antes de ficar brabo, caro leitor, o Palmeiras não conta; Luxa não engana ninguém…

 

Salvadores do Inter

Em partida histórica, dois ex-colorados salvaram o verdão, garantindo mais alguns armanis para o Luxa.

 

O Marcão, solícito, fez a boa ação do dia: foi expulso. Ao sair do campo, ganhou uma estrela verde na testa, de condecoração.

 

E Cleiton Xavier, com um petardo bem semelhante aos que dava no Inter, credenciou o Verdão a seguir em frente na competição continental. Podia dormir sem essa.

 

 

Fotos: sofá: veiorosa.blogspot.com; Marcelinho: forumdocoritiba.com.br.

 

Fabio

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Tu sabe, que és meu amigo. De verdade; de verdade mesmo...

Tu sabe, que é meu amigo?! De verdade, de verdade mesmo...

 

Muitos pensadores que ainda não obtiveram reconhecimento e nem entraram nos anais – sem trocadilhos, por favor! – exploram e defendem ferrenhamente a tese de que o mundo gira em torno de futebol, trago e putaria.

 

Não concordo.

 

Creio que se trata de uma generalização pífia, não merecedora de maiores pompas. Contudo, tenho que admitir que há uma mínima sobriedade nos argumentos.

 

 O Tisserand FC, que você está lendo agora, existe desde 06. Lá se vão quase quatro anos. Em um primeiro momento, era apenas Tisserand, com ênfase em literatura e jornalismo: tínhamos três ávidos leitores. Apesar da qualidade, prezávamos também pela quantidade. Com isso, a partir de 09 “fundamos” o Tisserand FC, visando somente o futebol e, consequentemente, trago. Em quatro meses, os acessos subiram de maneira, até então, inimaginável, o que me levou a rever os argumentos da tese esboçada acima. E vou além. Neste post, uma abreviada inserção de putaria. Se os cliques se elevarem ainda mais, vou ter que me render aos pensadores de boteco.

 

Para isso, pediria para que o nobre leitor voltasse ao final da década de 90; época em que estávamos abandonando o Mega Drive e o Supernintendo e o Programa H lançava a personagem “Tiazinha”. Os que não são desse tempo, digo que a Tiazinha era uma personagem que participava do programa em trajes mínimos, geralmente espartilho branco ou preto. No quadro, as vítimas tinham que responder perguntas bestas feitas pela produção do programa. Caso errassem, eram depilados pela temida e desejada Tia, ao vivo, para todo o Brasil. Virou sucesso em meses.

 

E como você sabe, tudo que faz sucesso, se copia. Lembro de estar no Beira-rio, numa tarde de domingo, quando os auto-falantes anunciavam a presença de uma Tiazinha Cover – acho que foi isso que disseram. Pois, naquele tempo, a sonorização do Gigante era falha. Até aí, tudo bem. A moça, com os mesmos dotes da original, começou a desfilar pela pista atlética do estádio, distribuindo beijos, acenos e camisetas para a galera. Gostava de ser desejada. Entrou no clima dos elogios mais acintosos e, os que estavam de binóculos, podiam perceber seus mamilos rijos.

 

Só que ela passou dos limites.

 

Excitada, rebolava e empinava o bumbum, efetuando com maestria giro de 360º. A massa vermelha grunia feito cachorros em busca de sua cadelinha no cio. Em determinado momento, no auge da excitação ela não se conteve: separou uma camiseta que iria jogar pra torcida, passou sensualmente sobre os seios, desceu com volúpia e fez uma espécie de choin com o manto vermelho no objeto alojado entre suas pernas, desejo comum e maior entre os torcedores. Em seguida, arremessou-a para as arquibancadas. Tava feito a merda.

 

No TFC, uma Tiazinha mais recatada

No TFC, uma Tiazinha mais recatada

 

Em milésimos de segundos, o estado dos torcedores passou de letargia para euforia, e partiram em busca da camisa entre socos e pontapés. Foi o ápice. Rapidamente os organizadores chegaram para acalmar os ânimos da Tiazinha Cover. E o macho alfa, que bravamente venceu os demais, levantou o presente sagrado, erguendo na altura de suas narinas, deliciando-se com tradicional cheiro de bacalhau.

 

Fotos: Bêbados: dalgum canto do Google; e da Tiazinha: quebarato.com.br

 

Fabio

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