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Posts Tagged ‘Nilmar’

El Loco Bielsa, aquele senhor desavergonhado e corajoso que já treinou a Argentina e hoje é o comandante Kamikaze que levará o Chile a mais uma Copa, manteve sua postura insana e atacou o Brasil sem pudores, mesmo fora de casa. É verdade que jogávamos com alguns reservas, sem Kaká, Luis Fabiano e com Julio Baptista com a 10 (Pecado mortal!). Mas havia Nilmar, que começou a cavar com suas pernas de gazela a cova de Robinho, e Daniel Alves, cuja atuação mostrou uma capacidade de adaptação em qualquer posição – ambos responsáveis maiores pelos 4 a 2.

 

Nos demais jogos das Eliminatórias Sulamericanas, o Equador, presença certa nas duas últimas Copas, confirmou a recuperação engendrada no segundo turno com a vitória por 1 a 3 sobre a Bolívia na estratosférica e nada oxigenada La Paz. Já em Assunção, Maradona novamente cumpriu seu papel de estátua cover de Almodóvar à beira do gramado e assistiu sua seleção perder mais uma. Valdés classificou o Paraguai e rebaixou os portenhos ao constrangedor quinto lugar.

 

Confere aqui a classificação. E abaixo as cenas mais marcantes dessa rodada.

  

 

Conto de Fadas: Dunga, o Anão, e Shrek, o Ogro

Conto de Fadas: Dunga, o Anão, e Shrek, o Ogro

 

Daniel Alves mostra que tamanho não é documento

Daniel Alves mostra que tamanho não é documento

 

Paraguaio de cavanha sonhando em desatolar o short

Paraguaio de cavanha sonhando em desatolar o short

 

Paredes, um herói brasileiro

Valdés, um herói brasileiro

 

Melhor que enterrar a sogra

Melhor que enterrar a sogra

Guilherme Lessa Bica

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Por 15 milhões de euros, Nilmar foi-se rumo à Espanha. Essa pequena fortuna deixou colorados do mundo todo órfãos das jogadas que desafiavam as leis da física do paranaense dos joelhos biônicos e quebradiços. Mas os gols contra o Juventude em Caxias e Corinthians no Pacaembu, dentre tantos gols e jogadas, jamais serão esquecidos.

 

Seu destino é o Villareal C.F. (www.villarrealcf.es) do acanhado estádio El Madrigal. O time também é conhecido pelo dúbio apelido de Submarino Amarelo, em decorrência do uniforme amarelo RAYOVAC. Nilmar chega para ser a esperança de gols no limitado ataque (Altidore, Llorente, Jony…) Simpsoniano. O clube ainda tem o ex-brasileiro Marcos Senna, campeão da Euro 2008 pela Fúria, e almeja dois títulos nesta temporada 2009-2010: A antiga Copa da UEFA (atual Liga Europa) e o TERCEIRO LUGAR da Liga Espanhola.

 

Isso mesmo. Este ano, mais do que em muitos outros, a disputa pela taça de campeão espanhol está totalmente polarizada entre Real e Barça. Por enquanto continuaremos falando sobre os postulantes ao terceiro lugar do pódio. Além de Villareal, mais três equipes lutam pelo “título” e pelo “vice”, que seria a quarta posição e a última vaga para a Champions League da próxima temporada:

 

Azar é do Milan

Azar é do Milan

 

Sevilla F.C.: Atual campeão do terceiro lugar. Conta com um time-base bem entrosado e que atua junto há muito tempo, desde as conquistas das Copas da Uefa de 2006 e 2007. Daquele time, saíram Daniel Alves e Keitá para o Barcelona, mas seguem Palop, Dragutinovic, Kanouté, Koné e os brasileiros Adriano, Renato e Luís Fabiano. Embora o “Fabuloso”, como adora dizer Galvão Bueno nos jogos da seleção, tenha quase implorado para se transferir para o Milan, tudo indica que o poderio ofensivo do Sevilla seguirá sendo seu ponto forte. Sério candidato ao bronze. E o time ainda tem uma motivação extra: o outro time da cidade, o Real Bétis, jogará a segunda divisão nesta temporada. www.sevillafc.es

 

Atlético de Madrid: 49. Esse foi o número de gols marcados pela dupla de ataque do primo pobre de Madrid, Kun Aguero (17 gols) e Diego Forlán (32 tentos, artilheiro do campeonato) no espanhol do ano passado. Os gols do genro de Dieguito e do filho do Forlán do São Paulo garantiram o vice-campeonato, ou seja, a quarta posição e uma vaga na Champions desta temporada. Apesar do sistema ofensivo e de criação do time da capital espanhola ser fortíssimo, a defesa muitas vezes deixa a desejar. As contratações do holandês Heitinga e do tcheco Ujfalusi pretendem suprir essa carência. Além da dupla titular do ataque, o meio de campo tem o português Simão Sabrosa, Cléber Santana (ex-Santos), o portenho Maxi Rodríguez e os espanhóis Luis García e Reyes, com passagens pelo futebol inglês. O último título espanhol dos Rojiblancos foi na temporada 95/96, mas o clube é o terceiro em número de conquistas da liga espanhola: 9 títulos ao todo. Os dois primeiros? Real com 31 taças e Barcelona com 19 conquistas. www.clubatleticodemadrid.com

 

Tevez com Photoshop

Tevez com Photoshop

 

Valencia C.F.: Dentre os quatro candidatos ao terceiro posto na tabela, o Valencia talvez seja o que possua elenco mais equilibrado. Mas também o que tenha menos destaques individuais. David Villa é o dono da bola, do uniforme e principal esperança de gols de Los Ches. Nesta temporada terá a companhia no ataque do gigante sérvio Zigic, de 2,04m e que veio emprestado do Racing Santander. O problema é que para a bola chegar neles precisa passar pelo talentoso e jovem (até por isso irregular) David Silva ou pelo interminável (e tão ou mais irregular) Joaquín. De resto, são os mesmos e inacabáveis jogadores de sempre: Baraja, Miguel, Marchena… De brasileiros no elenco, apenas Thiago Carleto, lateral revelado pelo Santos. O goleiro Renan, ex-Inter, foi emprestado ao modestíssimo Xerez.

 

O Valencia foi o último clube a interromper o revezamento de títulos do Real e do Barça, com o título conquistado em 2003/2004. Conquistou 6 taças na história da Liga. www.valenciacf.com

 

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Dito isto, chegamos ao seguinte palpite furado: se o Atlético de Madrid conseguir montar uma defesa confiável, pode chegar ainda mais longe na Champions e conquistar o mais baixo lugar no pódio de La Liga. Mas para isso terá que superar o Sevilla, que manteve a boa base de seu elenco. Villareal e Valencia, principalmente o segundo, podem surpreender e angariar uma vaguinha na competição de clubes mais aristocrática e espetacular do mundo.

 

Na semana que vem, falaremos do principal duelo dos campeonatos nacionais no velho continente nesta temporada: Real Madrid vs. Barcelona. Benzema, Kaká e Cristiano Ronaldo de um lado. Ibra, Messi e Henry de outro. Jazz contra Rock’n’Roll. Imperdível!

 

Felipe Conti é colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito e é titular das sextas aqui do Tisserand.

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Torcedor colorado: mais tranquilo que água de poço

Torcedor colorado: mais tranquilo que água de poço

 

Não há como negar que a fase que vive o Internacional é brilhante. Semifinalista da Copa do Brasil, líder isolado do Campeonato Brasileiro, campeão Gaúcho invicto, apenas uma derrota na temporada e mais de 80 gols marcados no ano.

 

Mas estes ingredientes ainda não dão um bom caldo. Precisamos ir mais a fundo. Além de todas estas vantagens e proezas relatadas no parágrafo acima, o time ainda não jogou bem depois que a coisa afunilou na Copa do Brasil e, especialmente no Campeonato Brasileiro, ainda deve uma boa atuação. E não é só isso. Das três vitórias conquistadas nas três rodadas do Brasileirão, duas foram com time misto, diante do Palmeiras, no Beira-Rio, e contra o Goiás, fora de casa. Por falar em jogar longe do Gigante, no Brasileirão foram duas vitórias longe de casa. O fator local foi muito ressaltado pela imprensa logo que o Inter passou para as quartas-de-final da Copa do Brasil para encarar o Flamengo. Diziam por aí que o time fora de casa entregaria. Que nada! E o Taison? Voando baixo… Tem ainda Nilmar, Guiñazu, e CIA LTDA.

 

Nilmar, Guñazu e Cia Ltda

Nilmar, Guñazu e Cia Ltda

 

Mas, mesmo assim, com números extremamente favoráveis é muito bom ter cautela. Não deixar que a boa fase suba para a cabeça e o time suba no salto alto, como ocorreu em outras oportunidades (Libertadores e Gauchão 2007, por exemplo).

 

Assisti, domingo, a Avaí e Coritiba, curiosamente os próximos adversários do Inter, pela Copa do Brasil e Brasileirão. Jogo disputado, bom de ser ver, peleado. Teremos dificuldades contra os paranaenses, não tenho dúvidas. Será um jogo difícil, mas vejo a defesa deles como, aparentemente, um ponto fraco. E o ponto forte, com certeza, são os dois paraíbas: Marcelinho e Carlinhos. É esperar para ver.

 

Fotos: bebê na rede: tecnopop.info;  Inter: lancenet.com.br.

 

Leandro Luz é  formando em Jornalismo, colorado apaixonado, doente, louco, maluco, doidão pelo Inter. Escreve no Paixão Colorada

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 Ataque Colorado é o nome do grupo fundado por músicos gaúchos, que alcançaram o Top das paradas ao criarem inúmeras canções sobre o nosso amado Internacional. Um tremendo sucesso. Sucesso esse, que agora pode ser comparado com o Ataque Colorado – no sentido literal da palavra.

 

Nas últimas duas partidas, os atacantes marcaram nada menos do que 10 gols. Na temporada já são 49 em 17 partidas.

 

O melhor ataque do Brasil.

 

Tá certo que o Gauchão não serve de parâmetro para muita coisa; mas, jogamos contra equipes que não disputam somente o Regional, e o resultado foi o mesmo: vitória vermelha.

 

Na noite dessa terça-feira, o recém-casado, Nilmar, desencantou e arrematou três vezes, dando passe para mais dois. Dizem os astrólogos que os laços mágicos do matrimônio são responsáveis pelo aumento do rendimento do Goldenboy. Minha tese é de que o definidor da melhora foi a fungada levada no cangote, pelo Alecsandro.

 

E o nêgo Taison, como diriam os Populares, marcou três vezes, chegando a 14 gols no Campeonato.

 

Campanha acima da média, mostrando gigantesca superioridade sobre os adversários.

 

Mas é bom manter os pés no chão. Caneco no armário somente depois do apito final.

 

Contrapontos :

 

Esportivo é limitadíssimo;

 

O Inter levou dois gols em uma mesma partida;

 

Alecsandro não conseguiu ter continuidade;

 

Em 2006, o Inter ficou invicto mas não levou a Taça – porém, ganhou a Libertadores e o Mundo.

Fabio

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O Goldenboy, Nilmaravilha, ou para os mais exigentes, Nilnada, ganhou no último final de semana, merecidos dois dias de folga, para selar o matrimônio em badalada boda na Capital Gaúcha. Entrei na onda e me dei dois dias de folga para meu coloradismo e não fui ao estádio no sábado, 21. Tudo bem, já sou casado, mas completei 25 anos na sexta-feira.

 

 

 Enquanto o franzino atacante colorado consumava seu casamento em precoce lua-de-mel e eu estava na beira da praia de Capão com minha esposa e cunhados, o Inter goleava o Novo Hamburgo por 4 a 1, garantindo matematicamente – caso necessário – a partida final do Gauchão, para o Beira-Rio. 

 

 

Atacante deu prioridade as perguntas correspondentes ao seu casamento

Atacante deu prioridade às perguntas correspondentes ao seu casamento

 

 Até aí, morreu Neves.

 

Nenhum colorado irá querer utilizar esse tipo de vantagem. A minha ausência no Gigante, no entanto, me deixou com uma pulga atrás da orelha. E pelo menos umas 18 nas milionárias e simétricas orelhas do Nilmar.  

 

O substituto Alecsandro entrou, marcou dois gols e deu passe pra outro, enchendo os olhos da torcida Vermelha. Mostrou que é matador, coisa que o garotinho vindo do Paraná não é. De acordo com estatística do Blog Vamo Vamo Inter, Alecsandro marcou quatro gols em 288 minutos, enquanto Nilmar está com cinco, em 1.129.

 

 

 Creio que é cedo para uma análise mais complexa; mas eu, que não levava fé no nosso reserva, comecei a rever meus conceitos. Foi, com certeza, um fim de semana movimentado para os colorados.

 

 

Parabéns, Nilmar, por mais esta etapa. Agora é treinar mais, jogar mais e errar menos gols. E se o Tite montar um esquema alternativo, poderá até fazer companhia ao reserva Alecsandro.

 

 

Assim como Goldenboy, não estive no Beira-Rio, celebrei uma data comemorativa no fim de semana, e no domingo, assisti ao Lance Final com a patroa, vendo o Alecsandro acabar com o jogo. Estou ansioso para ver o potencial do novo matador colorado, mas, por enquanto, tudo gira em torno de projeções.

 

 

Centroavante afirma que solicitou a diretoria lua de mel de uma semana para o amigo Nilmar

Centroavante afirma que solicitou à diretoria lua de mel de uma semana para o amigo Nilmar

 

E o Valter conseguiu fazer seu 1º gol.

 

 

 O Adversário

 

 

Enfadonho. Para quem assistiu À partida do primeiro turno, em que o NH entregou a duras penas a vaga para o Inter, na Taça Fernando Carvalho, ficou um ar de surpresa, por tamanho retrocesso. Nas bolas aéreas a defesa permanecia engessada no gramado.

 

 

Aí ficou fácil. Taison marcou seu primeiro gol de cabeça e Valter balançou a rede pela primeira vez na vida, pelos profissionais. 

 

 

 Fotos: ClicRBS e Acervo Google

 

 

 Fabio 

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 Já fui esquerdista, falso comunista, idolatrava o Che, entendia que o Chavez era um enorme sabidão e tinha plena convicção que o 11 de setembro era um mal necessário. Cresci acreditando em ideologias retrogradas, vomitando argumentos falidos, tendo a certeza que iria mudar o mundo.

 

 Aos poucos, fui abandonando minhas cartilhas até chegar ao ponto de não entender como tinha certos posicionamentos na minha vizinha juventude. Nunca imaginei tantas mudanças durante tão abreviado tempo. Um único sentimento permanece intacto: o de ser Colorado.

  

Recordei de tudo isso ao chegar na Casa Colorada, no domingo, 8, para assistir o 1 º Gre-Nal de 2009. Lembrei de todos os gre-nais da minha vida, dando destaque para o gauchão de 1997 – época de vacas magras para os colorados, bem no momento em que voltamos a ter a hegemonia do Estado. Por incrível que pareça, estava sóbrio – sorvi uma duas caipirinhas, o que, com o meu organismo tarimbado, não faz diferença alguma.

 

 Absorto, olhava para todos os lados. Casa cheia. Policial, músicos, contadores, publicitários, artistas, loucos, comunistas e reacionários, todos ali. Vestindo o mesmo manto, esperando ansiosos o toque de bola inicial. Como era a primeira vez na Casa, me prendi nos detalhes estruturais do estabelecimento. Enquanto percebia detalhes das luminárias colocadas ao chão, com uma pequena proteção para evitar problemas com os bebuns de plantão, ouvi a voz de um integrante da Popular que não é do movimento islamita extremista nacionalista, mas, conhecido como Talibã.

 

 -Vai ser 2 a 1.

  

Agora estava tranquilo.

 

 Até poderia ter me exaltado como os outros colorados da minha volta, quando um dos torcedores gritou gol no momento em que o D’Alessandro batia a falta na tv – devido ao intervalo de tempo nas transmissões de rádio/payperview. Deveria ter ficado brabo com os comentários esquálidos do gordo, sobre a permanência do Índio, após a falha primária que originou o gol deles. Mas pra mim, tudo era festa. Só esperava o segundo gol. E ele veio no finalzinho, momento em que alguns já estavam desacreditados.

  

Em uma arrancada brilhante, após a rebatida de Índio, Taison saiu em velocidade atravessou o gramado como um guepardo e lançou para Nilmar. Nesse instante, veio a tona o lance do gol do Fabiano, em 1997. Galguei um degrau e comecei a gritar, tendo a certeza do gol. Em meio a tapas, socos e abraços, só lembro de ter grunhido “igual, igual”. Após comemorar com os colorados mais próximos, percebi um senhor de meia idade já, – naqueles tempos conhecido por Bitoca – que ia no bus, na época ruim do Inter e não me contive e dei uma gravata.

 

 – Me lembro de ti no Scaranto em 97…. É nos de novo, porra.

 

 Creio que ele não entendeu muito. Pelo menos eu sabia que agora era só esperar terminar a partida.

 

 Nos minutos finais nem me apeguei muito no jogo. Fiquei pensando na força do Inter, em poder unir pessoas tão diferentes: mais a frente, o prefeito; pouco atrás, a ala feminina; no fundão claro, a Popular Guaíba; e espalhados pelo pátio, pessoas de diferentes áreas, etnias, condições sócio-econômicas, tendo como principal elo o amor pelo nosso Colorado.

  

Nunca tinha ido na Casa Colorada. Confesso que estava bem receoso, porque na Refinaria sempre dava Zebra. Mas em um local aconchegante, pé-quente, a Casa conseguiu reunir a família colorada de Guaíba, reavivando algumas lembranças que já estavam guardadas no baú do esquecimento.

 

 Fabio

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