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Posts Tagged ‘Inter’

Fábio Araujo credita a titularidade de Muriel mais às idiossincriasias de seus adversários na disputa pelo gol colorado do que aos atributos do neófito goleiro. No Arena Vermelha. Clique aqui.

Renan, Internacional e Muriel (D)

 

Leia um trecho:

Grande parte da minha vida dediquei a uma única pessoa, o que é bem comum em nosso padrão de sociedade ocidental. A fidelidade, no entanto – em meu ponto de vista – nos concede alguns direitos de, ao menos, apreciar o belo sem qualquer pretensão maior.

Certa feita, aproveitando o entardecer na nem tão concorrida praia de Capão Novo, após dividir umas Skols, Polares e algumas doses de uísque que o safado do dono do bar insistia em dizer se tratar de Natu Nobilis, o ambiente passou a ser mais aprazível, conseguindo mirar em três ou quatro frentes sem forçar a barra.

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Numa rodada de empates em abundância, pênaltis desperdiçados aos montes e mudanças comedidas na tabela de classificação do Brasileiro, Inter e Grêmio bem que poderiam ajoelhar diante do altar pagão onde residem os exus que regem os destinos do futebol e agradecer pela igualdade tardia reconciliada aos trancos no Olímpico, pela manutenção da invencibilidade longe do pago fiada nas defesas de Muriel no Couto Pereira. Ocorre que são apenas 13 pontos amealhados nos 10 jogos da Dupla, o que distancia ambos dos sonhos de cifras opulentas que o título e a vaga à Libertadores inclinam.     

Lucinha Lins jogaria mais do que ele

O torcedor do Grêmio já não espera um grande jogo de seu time, nada daquelas tabelas envolventes que o São Paulo proporciona, tampouco os dribles circenses reinventados pelos santistas. Não. O gremista encaminha-se ao Olímpico e carrega nas mãos ainda ensebadas da costela – cujo sabor inigualável forçou-o a perscrutar até o último pedaço de carne alojado no osso – um radinho ou mp3, 4, 5, 6… de onde espera ouvir apenas a certeza de que há chances de forçar a barra, empurrar o adversário para sua área, vencer na marra.

A tarde de ontem novamente obrigou o gremista a ensebar os cabelos nas muitas vezes que lamentou os erros, no gol fantasmagórico de Bernardo, no pênalti desperdiçado por Gabriel, nas incongruências ofensivas cuja quantidade não recomendam otimismo em saná-las, nem mesmo na chegada iminente de Gilberto Silva, Andre Lima, Miralles.

Resta ao gremista voltar pra casa aliviado com o gol de empate marcado por Roberson, uma esperança de que ao menos uma promessa ofensiva vingue, transformar as sobras da costela num carreteiro macanudo e adormecer nos braços inóspitos e obscuros do Domingo Maior ou do Dr. Ray, digerindo a janta feito quem abre uma cova com colher de chá ou quebra um muro de Berlim a socos: na lenta dignidade que toda ignorância teimosa encarna.

Já o Inter tem aos menos uma novidade a comemorar. Diante da falta de sofisticação e pouca habilidade em vender o próprio talento de Lauro e da insegurança crônica de Renan, Muriel parece em condições de envergar a 1 colorada. Defendeu como um condenado à pena capital cujo perdão dependesse de não deixar que sua meta fosse maculada. Seria morto, caso isso fosse verdade, haja vista o gol de David. Nada, porém, que diminua uma atuação impecável.

Aliás, até Edson Bastos, o boneco de posto que os torcedores do Coritiba chamam de goleiro, fez boa partida ontem, confirmando ser mesmo uma tarde de arqueiros. O jogo foi igual, chances para os dois lados, dois ataques técnicos envolvendo defesas precárias.

Depois do gol de Gleidson, um improvável gol de Gleidson, chute a la Dinho do meio da rua, faltou culhão aos colorados e sobretudo ao seu treinador, para ampliar um marcador favorável. Pelas atuações esforçdas, pelas defesas de Edson, de Muriel, pela limitação técnica do Coxa e pelo medo de Falcão, o empate prevaleceu com ares de presidente aprovado em pesquisas confiáveis pela população.

Tabela e classificação aqui.

 

Guilherme Lessa Bica

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Fábio Araujo perscruta as lembranças das conquistas recentes coloradas na esperança de voltar a sentir a comoção de outrora. Comoção, segundo ele, comparada somente à paternidade. No Arena Vermelha. Clique aqui para ler.

Trecho do texto:

As tardes de junho oferecem, dia após dia, uma paisagem lúgubre, mas acolhedora, flertando os mais atentos com um cenário digno de moldura em frondosas polegadas. O sol, já em período crepuscular, ilumina os olhos magnânimos pintados na caneca com os dizeres “Feliz Aniversário, Papai”.

Parcialmente fiel aos conselhos da minha cardiologista, me abstive da cafeína – o álcool, sigo em consumo moderado – o que prejudicaria, por assim dizer, a principal utilidade da caneca, haja vista que não tenho o hábito de sorver chá de cogumelo antes de escrever meus textos.

Nunca utilizei a caneca. Ela permanece, no entanto, imponente sobre minha cabeceira há meses me congratulando a cada nascer do sol, como se já tivesse uma história centenária, semelhante ao nosso Colorado. Os pais e mães que aqui freqüentam sabem bem do que estou falando. Apenas ser feliz.

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Fábio Araujo relembra a aniversariante Tríplice Coroa colorada, comenta sobre o primeiro triunfo do Inter no Brasileirão e homenageia o clone de Bussunda. No Arena Vermelha, aqui.

 

Trecho do texto

É Colorado(a), há exatos quatro anos, o Inter conquistava a “Tríplice Coroa” – o que rendeu um escudo feio pra caramba por um bom tempo – ao derrotar o Pachuca por 4 a 0, no Estádio Beira-Rio. Os gols foram marcados por Alex, Pinga, Pato e um contra. Uma festa completa, milhares de Colorados com coroas doadas por uma rede de alimentos, partida majestosa do Pinga e mais um caneco no armário: Internacional… Libertadores, Recopa e Mundial.


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Há uma série de conjunções adversativas nas vitórias da Dupla neste domingo. Num primeiro plano, mais perceptível inclusive aos olhos incautos, a fragilidade dos adversários, recém egressos do purgatório maior do futebol brasileiro, a segunda divisão. Num segundo plano, de foco menos saliente e mais borrado, os acertos dos treinadores muito mais oriundos de ausências benfazejas do que de convicções acertadas. De resto, a centelha da esperança volta a surgir no isqueiro alquebrado de Grêmio e de Inter, apesar dos Lins, dos Rodrigos, dos Neys, dos Rafaéis, apesar dos pesares.

Autoaplauso promovido por jogadores do Grêmio

No Olímpico, o Tricolor venceu da mesma maneira débil, insegura e quase casual que garantiu a maioria de seus triunfos desde o início do ano: na doutrina uruguaia que levou o país do Prata à semifinal da última Copa e um filho de sua terra à final da Libertadores deste ano, a correria desabalada, o toco y me voy inábil mas matreiro, a técnica dissimulada na marcha supostamente raçuda. Os gols do espantalho cangaceiro, Junior Viçosa, contudo, admitamos, foram conclusões de tramas envolventes e elaboradas. O primeiro, um cabeceio correto depois de Fernando e Mario Fernandes avançarem pela lateral esquerda bahiana; o segundo, um bate-pronto ao estilo Jonas, mais sorte do que convicção, depois de Escudero e sobretudo Lins envolverem os conterrâneos de Toninho Malvadeza  numa ciranda bela e ladina.

A outra boa notícia versa sobre a zaga gremista. É o segundo jogo sem sofrer gols, o que afirma Saimon como alternativa para o setor, recupera Rafael Marques e reforça a certeza de que Neuton devia carregar a 6 titular desde o início do ano.

Tenso!

O Inter foi até Campo Grande e tirou o Coelho da cartola para aplicar-lhe a devida sova que redime os pecadores, estica lençol, passa um pano de prato na mesa, varre o pátio, enfim, arruma a casa. Falcão finamente freou a sanha européia que lhe comicha as mãos e por certo promove aqueles tiques nervosos que quando enquadrados num close global deve assustar até a dona de casa distraída em seu crochê dominical, escalou quem deveria escalar e venceu com facilidade o América Mineiro.

Oscar provou que não é reserva de D’Alessandro, provou que jogadores de alta categoria podem atuar juntos, mesmo que sejam gêmeos siameses no estilo. O 4 a 2 foi construído quase todo no primeiro tempo, sobretudo no que diz respeito aos rubros. O mesmo Oscar marcou duas vezes e D’Alessandro e Cavenaghi – no que pode ser o prenúncio de que o argentino enfim desembarcou em solo brasileiro – fecharam o placar. O América descontou com Rodriguinho e Alessandro.

Na próxima quarta-feira, São Paulo e Atlético Mineiro fecham a rodada num enfrentamento pela liderança, o que pode alterar o topo do Everest futebolístico brasileiro. Até lá, porém, a verdade é essa aqui.

Guilherme Lessa Bica     

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Leandro Guerreiro: símbolo de uma década perdida

Fábio Araujo relembra década sem conquistas do Inter e compara o lado anímico dos jogadores com atual momento colorado. No Arena Vermelha. Clique aqui para ler.

Trecho do texto:

Era sempre assim. O relógio marcava uns dez, talvez quinze do segundo tempo e o Haroldo de Souza inciava, sabendo que não ia dar certo, a motivar a torcida colorada. E naquela época – de dirigentes muito piores – o gol derradeiro nunca daria título. De repente uma vaga entre os OITO classificados do Brasileiro, ou uma mirrada classificação para outra fase, nunca uma final. O gol nunca saiu. Nenhuma vez.

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Única piada do texto

 

Se, por ventura, o nobre leitor é carnavalesco da Terra da Garoa e
pousou neste sítio devido ao título, esqueça. Qualquer referência a
Carnaval, o que não é o caso, seria sobre o Rio de Janeiro ou Grande
Guaíba. O resto é piada. Pois, nessa semana, algum x-9 infiltrado no
Conselho Deliberativo do Sport Club Internacional “vazou” as contas
que eram fiscalizadas pelo CF do Colorado, atirando fezes ao vento, o
que rendeu matéria de capa no Correio do Povo.

Os números, não muito surpreendentes; o documento aponta que “o
resultado negativo efetivo da gestão, no exercício de 2010, atingiu o
elevadíssimo montante de R$ 42.945.244,85, considerando o valor
amealhado com a venda do estádio Eucaliptos”. Barbada de reverter.

Segundo a matéria, os cartões corporativos também foram citados. “O
acurado exame procedido pelos auditores contratados pelo Conselho
Fiscal em relação a esse item (cartões) demonstrou que os problemas de
controle de despesas do clube não se devem à boa ou à má utilizações
dos referidos cartões, mas sim a forma como foram feitas as prestações
de contas de tais desembolsos.” Uêla, boi.

 

Contas Aprovadas

A grande verdade é que, na próxima segunda-feira, as contas devem
ser aprovadas pelo Conselho – e segue o barco. Talvez uma pequena
discussão, para apimentar a noite. Somente isso. Logo, fica o
questionamento de qual a vantagem de vazar tais informações à
Imprensa? Fins políticos? Num médio prazo, eleitoreiro? Em entrevista
ao CP, a Gestão citada mostrou-se tranquila quanto aos números e crê
plenamente na aprovação das contas.

Tirando o duplo pagamento de uma mesma fatura no valor R$ 362.250,00
em novembro, segundo o estudo, nada demais – além do déficit.
Convenhamos que, para quem dizia que o Inter teria condições de bancar
a reformulação do Beira-Rio sozinho, é, no mínimo, constrangedor.

 

Politicagem

Uma jogada política que, ao contrário dos atentados da Al-Qaeda,
ninguém assumiu. Uma pena. A política clubística, infelizmente, por
vezes, assemelha-se à política partidária: podridão. O pior é quando
tentam unir os dois, como faz muito deputado meia sola por aí. Por
isso respeito a Manoela (não votei nela); nunca utilizou o Inter para
buscar votos.

Os dados divulgados hoje eram para ser discutidos internamente, como
de costume. Mas, como de costume, existem outras forças por trás de
tudo isso – o que torna o bastidor do futebol um terreno desprezível.

Azar.

Sábado tem peleia contra o Ceará.

 

Fábio Araujo

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