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Posts Tagged ‘Luxemburgo’

                                                             ‘Eu vejo a lua ruim nascendo,

                                                            Eu vejo problemas à vista,

                                                            Eu vejo terremotos e relâmpagos… ‘

                                                         (Bad moon Rising – Credeence)

 

 Neste dia Mundial do Rock, fica a singela lembrança na epígrafe deste escrito. As Caravelas Tisserânicas, no entanto, desviam do mundo de acordes e solos estridentes, norteando sua proa em direção às canções que há tempos não precisam ressoar no Estádio Beira-Rio. Momento de deixar as guitarras em segundo plano, cedendo espaço para a Corneta, que se faz necessária nesta ocasião. Salve, Leandro.

 

Perder a Copa do Brasil para o MSI acontece; ser derrotado pela LDU – da forma que ocorreu, já foi meio estranho; mas o time mostrar a apatia, falta de vontade e murrinhisse como está atuando nos últimos jogos, é inaceitável. Façamos terra arrasada, sim (Plágio desavergonhado de um título do Final Sports). Hora de chutar o pau da barraca e dizer: Deu pra ti, Pastor!

 

 

Vocês precisam de um novo jeito de governar

Vocês precisam de um novo jeito de governar

 

Aos leitores do TFC e Arena Vermelha, sabem que este que vos escreve sempre foi um fiel escudeiro de Tite – tal qual Sancho Pança com o Cavaleiro Andante de Cervantes. Confesso que mudei de opinião após a derrota de ontem, para o eterno freguês Atlético Paranaense. (ó o comentarista de resultado, deve estar pensando o nobre leitor). Mas não é o caso.

 

A chinelada de 3 a 2 para os paranaenses mostrou mais uma vez que o time está sem tesão. Serviu para abrir os meus olhos embriagados e bitolados que insistiam em acreditar que tínhamos o melhor plantel do Brasil e seríamos imbatíveis no ano do Centenário. O grupo, não podemos negar, é muito forte. Mas não está jogando nada. Está mais previsível que a fantasia erótica do Badanha.

 

Personagem recorrente nos sonhos do Badanha

Personagem recorrente nos sonhos do Badanha

 

São sempre os mesmos toques horizontais, futebolzinho burocrático. Um time que parecia imbatível no início do ano, foi sendo desmascarado e facilmente marcado até mesmo por times pífios, como o Atlético Paranaense. Os laterais, se é que podemos chamar de laterais, não apoiam e as jogadas acabam morrendo pelo meio.

 

A zaga, que é uma das melhores do Brasileirinhas 09, está mal. Muito mal. Quem entra, toma um sacode. Índio compromete. O Álvaro, bem, é o Álvaro. E o Danny entrou contra a LDU e foi aquela coisa.

 

Lateral direito, o Inter não tem. Na esquerda, Kléber, sem subir ao ataque, vira um jogador mediano.

 

Na meia cancha, Magrão não está nos seus melhores dias. Guina, sempre o diferencial, e o D’Ale tá displicente. Com espaço para aparecer ontem, Andrezinho mostrou pouco.

 

No ataque, Taison tomou Doril. Nilmar continua fazendo a parte dele, na medida do aceitável. E o Alecsandro, quando entra, de vez enquando marca, como o gol A La Renato Gaúcho, no final da partida na Arena da Baixada.

 

Com os dias contados

Tite tomou nó tático, como gostam de explanar os comentaristas esportivos, do Flamengo (três vezes), Coritiba, Corinthians (duas vezes) e LDU (duas vezes). Não é pouca coisa. Os números, em linhas gerais, mostram que o aproveitamento de Tite é plenamente aceitável. O problema é que, em finais, o rendimento cai pra 50 %. Com o futebolzinho e a falta de vontade que o time vem mostrando, não tem clima para continuar. Na prática, somente teremos novo treinador se perdermos para a Azenha no domingo. Senão, continua tudo igual. Com a barraca arriada.

 

O Tite caiu, e aí?

Fazendo jus à epígrafe acima, mesmo que o TTK (modo pejorativo de alguns colorados se referirem ao Pastor) caia, “Eu vejo terremotos e relâmpagos…” .

 

Quem virá? Luxemburgo, eterno cagalhão e freguês da Azenha? Ou o turrão do Muricy, por um caminhão de dinheiro, pra vir rosnar seu mau humor e falar de sua volta pra São Paulo? Ou ainda o Parreira? Tsc.

 

Parece que estamos em um tempo nebuloso, como diria a turma do Credeence, mas a vida continua.

 

Quarta-feira estarei no Gigante, a apoiar o Tite em busca de mais uma vitória e a retomada da liderança. Por mais desacreditado que esteja com o Pastor, o momento das críticas é aqui, antes do jogo.

 

Durante a partida é O INTER E NADA MAIS IMPORTA.

 

P.S.: mas nem tudo é espinho nesse começo de semana, torcedor colorado, há uma rosa a caminho por aqui. Amanhã o TFC publica mais uma entrevista com a Musa Colorada Bruna Zanatta.

 

Fabio

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Réver em mutação para Freddy Krueger

Réver em mutação para Freddy Krueger

 

O Gremista, hipertenso e esquizofrênico na noite de ontem, provocaria o constrangimento e a inveja, sentimentos vis, como todos sabemos, em qualquer habitante do São Pedro. Numa alternância pouco salutar, mas muito natural no acompanhamento de cotejos futebolísticos, o Gremista arregalava o olho, erguia os braços e agradecia de coração com um Toma, filha da puta!, a cada gol corinthiano. Logo a euforia passava, os olhos perdidos nas redes do Pacaembu voltavam ao Olímpico e uma realidade crua lhe jogava uma torta de verdades no rosto: passamos à semifinal depois de um zero a zero inseguro e irregular, toma vergonha nessa tua cara(!). O Gremista concordava, ainda que logo procurasse um olhar cúmplice e arrematasse a noite com um inexpugnável, cáustico e definitivo: E daí?!

 

E tem sido dessa forma durante toda a Copa. Atuações pouco empolgantes, cagaços monumentais, gols desperdiçados em abundância e, por fim, sempre um resultado favorável. Com o Caracas, os mesmos traumas de partidas anteriores, agravados pela possibilidade concreta de levar um gol e dar adeus à América.

 

Até que Autuori fez o que tinha que fazer, promoveu o retorno de Ruy e Réver, acomodou Rafa Marques na casamata e povoou a meia cancha, sabiamente o Fiel de qualquer balança no futebol. O que levou o Grêmio a investidas interessantes na primeira etapa. Investidas que sempre esbarraram na lentidão de nosso ataque – cujo símbolo e cágado maior é Alex Mineiro – e no paredão inacreditável formado pelos zagueiros de Chávez.

 

Alex Mineiro

Alex Mineiro

 

Já o Segundo Tempo, sábio de seu poder devastador e definitivo, vestiu-se de Zé do Caixão e, aos poucos, foi encarnando adereços de terror, tornando denso e nebuloso uma atmosfera cálida e otimista que fazia uma ponte aérea São Paulo/Porto Alegre e desembarcava sob medida no Olímpico.

 

O Caracas adiantou seus asseclas e começou a desconfiar que dava. Tanto que fez parar, em pelo menos duas oportunidades, o relógio do Gremista, cuja cerveja que derramava no copo estancou na lata, os olhos ressecaram sem piscar e aquela agulha perdida no palheiro não encontraria orifício algum se ambicionasse adentrar seu corpo: na primeira, um escanteio despretensioso que, desviado por Herrera, jogou a bola à segunda trave, onde dois venezuelanos anularam-se, errando a um palmo do gol; no segundo, um relaxamento imperdoável na marcação de uma falta cobrada da intermediária que achou Cichero solito, e só foi redimida com o salto providencial de Réver, livrando-nos de todo mal. Amém.

 

 

Adiós, Luxa!

 

 

Luxemburgo é a antítese de tudo o que representa a Libertadores. E por isso nunca vai vencê-la. Ontem, em Montevidéu, o Palmeiras controlou o jogo, arbitrou os principais movimentos da partida e criou as melhores chances. O que falta ao Palmeiras é o que sempre faltou e faltará em seu treinador: a entrega e o inconformismo, abundantes nos uruguaios do Nacional.

 

Agora, o Nacional aguarda a confirmação do Estudiantes na noite de hoje, diante do Defensor. E o Grêmio fica à espera de São Paulo ou Cruzeiro, que duelam também nesta quinta-feira.

 

Fotos: Réver: AP; Tartaruga: advancearts.com; Luxa: opiodopovo.files.wordpress.com.

 

Guilherme

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O famoso ditado acima, obra prima da sabedoria popular – escrito de foma mais branda, bem da verdade, para não chocar os puritanos leitores do TFC – serve para ilustrar a facilidade do que o amarelão-treinador-verde Luxerlei Vanderburgo tem em colocar o seu cantor a prêmio.

 

Tiririca diz: quem é o Cantor

Tiririca diz: quem é o Cantor?

 

Basta uma entrevista mais acintosa, para iniciar o procedimento padrão: tencionar as pernas, ajeitar o armani pro lado e levantar os glúteos em posição napoleônica. Em seguida, recebe uma cravada a palo seco.

 

O último solo do cantor-amarelão-treinador-verde deu-se no último final de semana. Com a soberba que somente os fracos tem, inflou o tórax, dizendo que o Inter tem muito a provar, que ganhou apenas títulos de segunda linha em 2008.

 

A chinelada veio com os reservas.

 

Mas caro amigo leitor, não pense que este post se deve tão somente por envolver o Colorado. Sei que você não lembra em quem votou para deputado estadual no último pleito (eu não recordo), mas, se não teve encontros diários com o BOB, deve se lembrar bem do brasileirão 2008. A azenha estava bem na frente, seguido de longe de São Paulo e Palmeiras. Naquela ocasião, o amarelão-treinador-verde saiu proferindo aos quatro ventos que era favorito em relação a disputa com o São paulo. Conseguiu uma libertadores com as calças nas mãos.

 

Sem falar nas decisões na época em que a Azenha metia medo. Sempre dizia bobagem e era certo que tomava ferro. Nem dava graça de secar.

 

Os defensores ferrenhos vão argumentar que ele ganhou brasileiros e paulistões na época que dava Glub Glub na TVE. E é verdade. Mas nada muda o meu sentimento de que é um treinador cagão, que fala demais. E como diz o título desse texto…

 

O nosso amarelão

Nós, colorados, também tivemos o nosso bocão.

 

Minha família é toda gremista e sempre tive uma admiração pelo Grêmio...

Minha família é toda gremista e sempre tive uma admiração pelo Grêmio...

 

No brasileirão de 97, o Inter fez uma excelente campanha na primeira fase, classificando-se na segunda posição geral. Naquele ano, foram divididos dois grupos de quatro equipes e tínhamos a imensa vantagem de poder empatar por pontos para garantir vaga na final. No nosso grupo estavam Palmeiras, Santos e Atlético Mineiro.

 

O então goleador colorado, foi à mídia afirmando que iria fazer um buffet: primeiro comer o porco, depois o peixe e, por último, o Galo. E assim, o Inter deu adeus à competição.

 

Existem também outras teorias conspiratórias sobre balas de mel e um pequeno desacordo financeiro com líderes de religiões afrobrasileiras.

 

Mas isso, amigo  – como diria o Galvão – é outra história.

 

Fabio

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