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 bandeira grêmio

 

É inegável que a frustração do Inter impulsiona um otimismo difícil de se compreender, quando comparado nosso time ao do Cruzeiro, mas muito fácil de se sentir. É como se decifrássemos um código de destinos futebolísticos que nos mostrasse uma clara inclinação de sucesso para o Tricolor – deve ser assim também quando perdemos e eles gargalham aparentemente sem motivo, como gargalhei ontem.

 

Mas, enfim, essa motivação toda esbarra numa equipe instável, em jogadores que ainda não foram decisivos em títulos por outos clubes, tampouco pelo Grêmio, e na fase iluminada do Cruzeiro. E nada disso diminui a crença gremista numa final. Inclusive enumeramos, completamente surdos aos consistentes argumentos contrários, façanhas semelhantes num passado recente: a Libertadores de 2007.

 

O que relmente espero é uma equipe aguerrida e incisiva, como a do primeiro tempo do Mineirão. E que Maxi López e Herrara pelo menos obriguem Fábio a realizar defesas impossíveis, e não errem os mais de sete metros por mais de dois de altura da meta adversária. Caso consigam maculá-la ainda no primeiro tempo sem que soframos o empate, essas medidas certamente se multiplicam na proporção em que o arqueiro cruzeirense encolhe, e as instâncias superiores que fazem aparições esporádicas em partidas do Grêmio podem enfim intervir na marcação do segundo e decisivo gol.

 

Mas tudo não passa de uma projeção parcial, sobrenatural e apaixonada. Ou seja: tudo o que realmente importa no futebol.

 

Foto: picasa.google.com

 

Guilherme

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O Chiliquento e o Esquentadinho

O Chiliquento e o Esquentadinho

 

O Grêmio perdia por 3 a 0, resultado digno de choro copioso e desesperança crônica, tragicamente irrecuperável – nem na atmosfera de literatura fantástica que admite ao Olímpico o poder de iluminar viradas inacreditáveis. Eis que aos 34 minutos do segundo tempo – hora que inclusive agnósticos e ateus apelavam para os pai nossos e ave marias decorados e jamais esquecidos da saudosa época de coroinhas – Souza se vestiu de grunge, disse que era Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, e rasgou o refrão a plenos pulmões: Oh, I’m still alive!!!

 

O fato, a despeito dos gols sofridos e marcado, do imbróglio racista ou não envolvendo La Barbie (e que certamente vamos comentar nos próximos dias aqui no Tisserand), é que eu realmente não esperava o Grêmo que vi no primeiro tempo. A zaga sólida, rebatendo grande parte dos cruzamentos. Os volantes recolhendo com perícia os rebotes defensivos e acionando Souza e Tcheco, cujos espaços encontrados na meia-cancha permitiam promover estocadas esporádicas ao ataque.

 

Foi assim nas duas vezes em que nosso centroavante Zen Budista Alex Mineiro aprimorou sua técnica infalível de perder gols, numa furada digna de vergonha alheia e no recuo de cabeça para Fábio. Mas a chance mais cristalina foi perdida justamente pelos pés que depositávamos maiores esperanças. Maxi López honrou o sangue latino, dividindo como se deve, desarmando o zagueiro e saindo em marcha apressada em direção a bola, cortou o último defensor e deslocou com calma o goleiro do Cruzeiro. Mas deslocou demais. A bola beijou a trave, saiu do campo e nos convenceu de que a noite não reservaria muitas alegrias.

 

Quando já andávamos pelos 37 minutos, Kléber recebeu passe mais livre que adolescente arteira, filha de pais negligentes, e encontrou, num cruzamento a la Arce, Wellington Paulista. Leo não chegou a tempo, e o atacante cabeceou como o manual Jardeliano aconselha: olhos abertos, firme e para o chão. O que me permite afirmar que nem Victor pegaria aquela bola.

 

Até aí tudo bem. O time estava seguro, cofiante, o gol fora fruto de uma jogada tradicionalmente eficaz do adversário e da limtação de Fabio Santos. Mas o começo do segundo tempo transformou a partida num pandemônio. Logo aos três minutos, Wagner recebeu passe de um escanteio na solidão que jamais se pode permitir a um jogador canhoto. Porque os canhotos, como todos sabem, são figuras oblíquas, matreiras e dissimuladas, sempre ludibriando os pobres marcadores destros com sua inerente marcha torta, coisa de magia negra ou pacto demoníaco. Enfim, ele avançou para a meia lua da grande área e chutou despretensioso, na direção da Turma do Fedor. Tcheco se vazou nas calças e a bola passou desviando por entre suas pernas, enganando o incauto goleiro Marcelo, a esta altura impassível e no lado contrário da bola. A casa começava a cair.

 

A partir daí o Cruzeiro virou a seleção da Espanha (Não quando joga contra os Estados Unidos!), invertendo o jogo em lançamentos insinuantes, arriscando dribles com a confiança dos vencedores, promovendo linhas de passes de corar o gremista espectador. Num dos estouros de paciência da zaga Tricolor, Fabinho aparou o cruzamento de uma falta com um meneio tranquilo, visto que livrara-se de toda e qualquer marcação. O 3 a 0 nos cumprimentava com um aceno aterrador.

 

A situação teria piorado muito se o chileno Henrique Osses não imitasse Romário e saísse com uma fisgada. No espaço de tempo entre a despedida do árbitro e o ingreso de seu substituto, O Grêmio se organizou, acalmou os ânimos e o Cruzeiro resolveu diminuir o ímpeto, administrar o resultado.

 

Todos sabemos, caro leitor, que isso nunca dá certo. E daí surgiu a esperança maior dos gremistas, o gol marcado com maestria por Souza, a falta que deixou Fábio paralisado sob a meta, a chama que hoje é de vela de bolo de criança, mas que pode se transformar num Fogo de Chão bagual e acalorado na próxima quinta. Porque, mesmo que alijados, maltrapilhos e maltratados, ainda respiramos, ainda estamos vivos!

 

* ‘Eu ainda estou vivo’, refrão da canção Alive, do Pearl Jam.

 

Foto: Clic Esportes

 

Guilherme

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Réver em mutação para Freddy Krueger

Réver em mutação para Freddy Krueger

 

O Gremista, hipertenso e esquizofrênico na noite de ontem, provocaria o constrangimento e a inveja, sentimentos vis, como todos sabemos, em qualquer habitante do São Pedro. Numa alternância pouco salutar, mas muito natural no acompanhamento de cotejos futebolísticos, o Gremista arregalava o olho, erguia os braços e agradecia de coração com um Toma, filha da puta!, a cada gol corinthiano. Logo a euforia passava, os olhos perdidos nas redes do Pacaembu voltavam ao Olímpico e uma realidade crua lhe jogava uma torta de verdades no rosto: passamos à semifinal depois de um zero a zero inseguro e irregular, toma vergonha nessa tua cara(!). O Gremista concordava, ainda que logo procurasse um olhar cúmplice e arrematasse a noite com um inexpugnável, cáustico e definitivo: E daí?!

 

E tem sido dessa forma durante toda a Copa. Atuações pouco empolgantes, cagaços monumentais, gols desperdiçados em abundância e, por fim, sempre um resultado favorável. Com o Caracas, os mesmos traumas de partidas anteriores, agravados pela possibilidade concreta de levar um gol e dar adeus à América.

 

Até que Autuori fez o que tinha que fazer, promoveu o retorno de Ruy e Réver, acomodou Rafa Marques na casamata e povoou a meia cancha, sabiamente o Fiel de qualquer balança no futebol. O que levou o Grêmio a investidas interessantes na primeira etapa. Investidas que sempre esbarraram na lentidão de nosso ataque – cujo símbolo e cágado maior é Alex Mineiro – e no paredão inacreditável formado pelos zagueiros de Chávez.

 

Alex Mineiro

Alex Mineiro

 

Já o Segundo Tempo, sábio de seu poder devastador e definitivo, vestiu-se de Zé do Caixão e, aos poucos, foi encarnando adereços de terror, tornando denso e nebuloso uma atmosfera cálida e otimista que fazia uma ponte aérea São Paulo/Porto Alegre e desembarcava sob medida no Olímpico.

 

O Caracas adiantou seus asseclas e começou a desconfiar que dava. Tanto que fez parar, em pelo menos duas oportunidades, o relógio do Gremista, cuja cerveja que derramava no copo estancou na lata, os olhos ressecaram sem piscar e aquela agulha perdida no palheiro não encontraria orifício algum se ambicionasse adentrar seu corpo: na primeira, um escanteio despretensioso que, desviado por Herrera, jogou a bola à segunda trave, onde dois venezuelanos anularam-se, errando a um palmo do gol; no segundo, um relaxamento imperdoável na marcação de uma falta cobrada da intermediária que achou Cichero solito, e só foi redimida com o salto providencial de Réver, livrando-nos de todo mal. Amém.

 

 

Adiós, Luxa!

 

 

Luxemburgo é a antítese de tudo o que representa a Libertadores. E por isso nunca vai vencê-la. Ontem, em Montevidéu, o Palmeiras controlou o jogo, arbitrou os principais movimentos da partida e criou as melhores chances. O que falta ao Palmeiras é o que sempre faltou e faltará em seu treinador: a entrega e o inconformismo, abundantes nos uruguaios do Nacional.

 

Agora, o Nacional aguarda a confirmação do Estudiantes na noite de hoje, diante do Defensor. E o Grêmio fica à espera de São Paulo ou Cruzeiro, que duelam também nesta quinta-feira.

 

Fotos: Réver: AP; Tartaruga: advancearts.com; Luxa: opiodopovo.files.wordpress.com.

 

Guilherme

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Sente o dedo e morde a fronha

Sente o dedo do técnico e, na falta da fronha, morde a camisa

 

Não bastasse a faixa estendida no lado oposto das câmeras de tevê e jogando para o mundo chagas irreversíveis de nosso passado sepultado a 95 palmos do chão, inclusive escrito nas cores do tricolor para outorgar sordidamente à própria torcida gremista sua autoria, corriam os 25 minutos do segundo tempo, o Inter virava sua partida num 3 a 1 ao natural e o próprio Grêmio cambaleava no potreiro que é o gramado do Olímpico deles e perdia por 1 a 0, trazendo a Porto Alegre aquele gosto amargo que acompanha os derrotados, sem exceções a resultados menores ou maiores, agravado pela iminente pausa de três semanas na Libertadores. Até que o dedo de Autuori tocou Tcheco e Fabio Santos de forma convincente. O capitão alçou a falta sofrida por Souza mais aberta que o normal, encontrando o lateral, contestado e goleador. O Grêmio empatava e, mais uma vez, contrariava a atuação medíocre com um resultado importante.

 

Jader Rocha mal terminara o gargarejo com Cepacol e afinara a voz para a transmissão da RBS, o cronômetro do árbitro cumpria recém seu segundo minuto, e o Caracas já maculava a meta de Victor. Uma falta cobrada da intermediária pelo zagueiro e monarca Rey e escorada pelo lateral Chichero para as redes. Aliás, não fosse Chichero, seria um dos outros quatro venezuelanos que saltavam solitos em nossa pequena área.

 

O 1 a 0 seguiu no ritmo pedregoso do gramado, a bola rolava tanto quanto num paralelepípedo de rua centenária. Tcheco e Souza dominavam com dificuldade e eram monitorados sabiamente pela marcação. Enquanto isso, Figueroa era o maestro (Cada um tem o maestro que merece) cansado, mas lúcido do Caracas. Organizou boa jogadas e fugiu com facilidade das armadilhas de Adílson. Numa delas, limpou Leo, adentrou a grande área e rolou para Chichero. O Lateral arrematou com força, mas Victor confirmou a falta que fará durante o exílio na reserva da seleção com uma daquelas defesas impossíveis.

 

No segundo tempo o gramado permaneceu como antagonista maior e apenas três lances merecem destaque. O primeiro, uma cobrança de falta similar a que Souza já fizera num Grenal, e, da mesma forma, a bola cumpriu seu trajeto acertando a trave e repelindo as redes. O segundo, o gol salvador de Fabio Santos. E o terceiro, a prova cabal da várzea, a cereja no bolo do amadorismo que assaltou a atmosfera na Venezuela ontem: o sistema de irrigação ligado logo após o gol gremista. Mais bizarro que isso, foi assistir ao Ruy aproveitando para banhar-se em campo, feito guri de filme americano esbaldando-se sob um hidrante aberto.

 

 

O jogo de volta acontece somente dia 17 de junho, tempo suficiente para Autuori acrescentar o restante de seus dedos no time e promover a entrada de Túlio no lugar de Leo, formatando a equipe no quatro quatro dois que lhe agrada.

 

Demais jogos da Libertadores:

Ontem

Cruzeiro 2 x 1 São Paulo

 

Hoje

Defensor x Estudiantes

Palmeiras x Nacional

 

Foto: Fabio Santos: Juan Carlos Hernandez, AP

 

Guilherme

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Palermo depois de sofrer tratamento de canal

Palermo vela tratamento de canal

 

Uva uruguaia não faz bem pra Boca, sentenciou alguma das almas portenhas que preencheram sem grande euforia a Bombonera na noite de ontem. O Defensor Sporting, time de qualidade técnica inversamente proporcional à energia frenética dos jogadores que o representam, venceu os donos da casa por 1 a 0, e eliminou a equipe argentina em plena alcova: tal qual o cidadão de ceroulas surpreendido por um gatuno atrapalhado, mas tenaz, enquanto se despede do dia vendo o Hermano Henning, o Wiliam Waak ou o Amaury Jr (Cruzes!).

 

E não se pode argumentar nem que o resultado foi injusto, ou que o Boca soube envolver os adversários e lhe faltou sorte. Não. O jogo foi um acumulo de passes errados, chutões e equívocos como poucas vezes vi o time azul e amarelo cometer. Aliás, a equipe escalada por Carlos Ischia é um arremedo daquela que, em 2007, nos colocou na sacola, puxou um taco bola e espancou com o zelo que os argentinos sabem fazer com qualquer brasileiro – e como já fizera com o Inter, Palmeiras, Santos e outras agremiações nessa década. A zaga insegura e baixa. Os volantes, Vargas e Bataglia, inferiores a Banega e Ledesma. Riquelme renega a seleção, mas não compensa em seu time, além de recém regressar de uma lesão que lhe custou 40 dias de ausência. Palácio quer ir embora há algum tempo. E Palermo é um homem cansado.

 

Tudo isso contribuiu para a tragédia anunciada de ontem. Não por mim, é verdade. Sempre acreditei que o Boca passaria, ainda que sem um canino ou com um ciso cariado. E essa crença advinha, sobretudo, da fragilidade do adversário. O Defensor fez uma campanha modesta na primeira fase. Classificou-se com um gol marcado aos 49 minutos do segundo tempo da última partida. A maior virtude uruguaia é a de ser Bagual. E ontem comprovou por quê.

 

A zaga é sólida e de boa estatura, destaque para o goleiro Martin Silva, que anulou as tentativas afobadas do Boca, e para o lateral Pablo Pinto. Este, aliás, numa incursão corajosa pelo flanco esquerdo argentino, baixou a cabeça, enquadrou o corpo, fechou os olhos e sentou-lhe o pé na direção da área, como qualquer lateral digno da camisa que usa deve fazer, e achou Diego de Souza. O canhoto se livrou do zagueiro e chutou forte contra a base do travessão, o que obrigou a bola a cruzar a linha e decidir a partida com o placar mínimo. Diego é o grande nome do time uruguaio, ao lado do treinador Jorge da Silva, que ontem fez vinho saboroso com uva passa.

 

Nas quartas, o Defensor desafia outro argentino, o Estudiantes. Sem a mesma condição de franco atirador, visto que eliminou um candidato ao título, mas ainda refém da magia de enólogo do treinador, da bagualice da zaga e das investidas canhotas de Diego.

 

* O título foi pego emprestado de um livro homônimo do escritor Daniel Galera, cujo download gratuito pode (e, caso o leitor aprecie a boa literatura, deve) ser feito aqui.

 

Foto: esportes.uol.com.br

 

Guilherme

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Libertadores é a Cameron Diz dos olhos de times sulamericanos

La Copa é a loira dos olhos de times sulamericanos

 

O que resta das oitavas da Libertadores, depois do confronto fulgurante entre Palmeiras e Sport, transformou-se num enredo de filme hollywoodiano previsível (Acaso não são a mesma coisa?) . Todos sabemos que Boca, Cruzeiro e Estudiantes vão passar às quartas; como sabíamos que Grêmio o faria ontem, contra o San Martín.

 

Aliás, a partida do Olímpico foi um manancial de lances patéticos, felizmente protagonizados, todos, pelos jogadores do Peru. No primeiro, o camisa 16, ídolo peruano, Pedro García, marchava para uma dividida herdeira de todos os confrontos bélicos que precederam a Libertadores, na direção do zagueiro Thiego. Estava claro que o atacante do San Martín chegaria antes na bola. Ele também notou. E arremessou , contundente, a perna direita. Tudo ocorreria como deve, a bola seria chutada contra Thiego, rumaria para uma lateral, vá lá! Mas com García, o Romário dos pobres, coisas pouco usuais acontecem. Ele afundou o pé na grama, perdeu completamente o equilíbrio e caiu de boca nas partes pudendas do jovem defensor tricolor, a esta altura não sabendo se esbaldava-se com o assédio ou constrangia-se por participar de um lance ridículo.

 

Cada um tem o Romário que merece

Cada um tem o Romário que merece

 

Cenas bizarras repetiram-se até o final do jogo: o meia Diaz, camisa 10 (Uma heresia!), recebeu passe de um escanteio, olhou para Victor e chutou no bandeirinha, na lateral oposta do gramado. E o goleiro Butrón, ah, o grande goleiro Butrón (!), chegou ao limite do amadorismo. A bola insistia em permanecer na grande área peruana, um zagueiro andino havia tocado nela com os pés. Malandramente, o goleiro olhou para o árbitro, franziu a testa e soltou: ‘Jo lo puedo agarrarla con las manos?’ (Um abraço aos professores de español). Diante da hesitação do juiz, constrangido como Thiego e tentando manter a seriedade, Butrón achou prudente encaminhar a bola para a linha de fundo com os pés.

 

Jonas e Herrera fizeram os gols do Grêmio, que arrastou-se em campo e teve poucos destaques. Além dos goleadores da noite: Maxi López e Victor reafirmaram a boa fase.

 

 

O que resta das oitavas será definido hoje à noite. O Estudiantes vai confirmar no Paraguai, contra o Libertad, a classificação que encaminhou na semana passada com o 3 a 0. O Cruzeiro, da mesma forma, assegura, em Minas, que é o adversário do São Paulo. E o Boca deve vencer o Defensor, mesmo em Montevidéu, e decidir na próxima semana, na Argentina.

 

Para o Grêmio, só há Libertadores dia 27, daqui a duas semanas, em terra do comandante e ex-astro de série mexicana Hugo Chávez, contra o time com nome de capital: Caracas.

 

Fotos: Cartaz do filme: cinepop.com.br; Pedro García: esportes.uol.com.br.

 

Guilherme

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Marcos é um especialista em defender pênaltis. Até Felipão já usou do talento do goleiro para ser campeão da Libertadores, em 1999. Pois na noite de ontem, na terra de Chico Science, Marcos tirou mais uma cartola no lodo do mangue em que o seu time chafurdava. E, a despeito da derrota nos noventa minutos e do gol do Sport marcado por Wilson, ele defendeu três penalidades e salvou Sir Luxerlei Wanderburgo.

 

É verdade que não acredito nesse time do Palmeiras. Mas o que acontece é que ele já está entre os oito na Libertadores, e com plenas condições de passar pelo uruguajos do Nacional, time que não chega às semifinais continentais desde que a Celeste era favorita em Eliminatórias para Mundial e Copas Américas. Minhas esperanças de fracasso palestrino residem na história Luxariesca em Libertadores. Ela que, ao contrário do restante de sua carreira, é sinônimo de derrota.

 

Aliás, permaneceria assim na noite de ontem caso dois inconvenientes recorrentes em 2009 para os pernambucanos não invadissem novamente a Ilha do Retiro: o primeiro, supracitado (Nossa!), Marcos(!); o segundo, para contrariedade dos torcedores Rubro-Negros, a limitação de seu time. O Sport é muita transpiração e pouco futebol. Já venceu a Copa do Brasil do ano passado assim. Mas tinha dois jogadores comprometidos com essa doutrina operária e inconformada: Carlinhos Bala e Romerito. Paulo Baier e Ciro não são forjados na mesma escola. Poderiam ser companheiros deles, nunca substitutos.

 

Resta aos recifenses o Campeonato Brasileiro – e dificilmente aspirando posições pretensiosas. Já os palmeirenses, devem chegar até o confronto semifinal, provavelmente contra o Boca Juniors – é bom lembrar que o Boca ainda não passou pelo Defensor, nas oitavas, e que, avançando, enfrenta o Estudiantes (Entrevero dos brabos!) nas quartas.

 

E, ainda que Keirrisson amarele quando o adversário tem sotaque nordestino ou hable español, ainda que a zaga tenha perdido um quinhão importante com a ausência de Edmílson, ainda que o retrospecto de Wanderlei freguês Luxemburgo – vide confrontos dele contra o Grêmio – na Latino América esteja mais para um Chico Mascate do que para um general Bento Gonçalves, ainda assim há as mãos de Marcos. As mesmas que conduziram o Palmeiras ao título em 1999. As mesmas abençoadas por todos os brasileiros em 2002.

 

Guilherme

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