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Jonas ganha bitoca enquanto Tcheco aguarda a vez

Jonas ganha bitoca enquanto Tcheco aguarda a vez

 

A primeira vez carrega consigo algumas inconveniências. Como se a espera interminável esticasse o fio da ansiedade ao máximo, o momento em que o invólucro da imaturidade é rompido e a marca da idade adulta se incrusta na pele de forma irrevogável não ocorre livre dos rituais e traumas inerentes aos grandes acontecimentos. Pois o Grêmio passou por essa situação na noite de ontem. No benfazejo estádio dos Alívios, que tantas alegrias nos remetem a um passado recente, o time de Autuori livrou-se da chaga que atravancava ambições maiores no Campeonato Brasileiro, venceu longe do Olímpico e alinha já na sexta posição da tabela – ainda que com a mesma pontuação do oitavo colocado.

 

O jogo alojou desde os primeiros minutos uma pulga renitente por detrás de cada orelha gremista. A bola já rolava, o Grêmio controlava todas as ações, Fabio Rochemback e Adílson senhores da meia cancha, Tcheco e Souza flanando com a desenvoltura dos jogos em casa, Jonas articulando dribles indolentes, ou seja, alguma coisa estava errada. Tanto que não demorou para o cruzamento de Tcheco encontrar a testa de Souza e o placar passar a marcar 1 a 0.

 

O gol não mudou o jogo, como poderiam temer alguns torcedores supersticiosos que torcem para que o time marque somente no final das partidas, o que facilitaria a manutenção da vitória. Carlinhos Bala e seu penteado ridículo continuavam bailando feito criança em playgroud, mas tão inofensivos quanto, a zaga de Autuori continuava caminhando em terreno ermo e tranquilo. E foi com certa naturalidade insólita que Jonas dominou dentro da área parnambucana ainda na primeira etapa, enlaçou o zagueiro com um belo lençol, driblou outro marcador e chutou com convicção – logo Jonas, o atacante sem convicção por excelência – no canto rasteiro esquerdo do goleiro: 2 a 0.

 

O segundo tempo perdeu em energia do lado Tricolor e permaneceu incapaz do lado recifense. Algumas chances foram criadas pelo Náutico, muito mais pelo relaxamento gaúcho do que orinudas de uma organização e melhora adversária, salvas todas pela trave e pelas mãos de Victor. Maxi López ainda achou tempo para uma expulsão, inflando a aflição dos gremistas mais céticos, que só acreditaram-se vencedores fora de casa quando Senemi imprimiu o silvo derradeiro. Uma vitória em casa na próxima rodada pode minguar ainda mais a distância para o Gê Quatro, que hoje é de quatro pontos.

 

Já no Beira Rio, o Inter fez a torcida lembrar de um passado não muito distante, quando o colorado ainda não estava ambientado na arte de confirmar favoritismos, antes ainda das conquistas continentais e mundiais, e escorregava inexplicavelmente e para os adversários mais incautos nas horas erradas. É verdade que o jogo de ontem tinha o competente Cruzeiro na cancha inimiga, mas numa rodada em que o líder tropeça e um empate bastaria para colocar o Inter na liderança, deixando Tite e seus cordeiros adestrado com a faca, o queijo, a goiabada e outros quitutes mais na mão, não há permissão alguma para perder em casa.

 

Tiago Ribeiro segura vela e Fabiano Eller segura bola

Tiago Ribeiro segura vela e Fabiano Eller segura bola

 

Mas o futebol não funciona assim. E os mineiros lançaram mão de duas figuras que já vrestiram azul, preto e branco e tiraram diploma nas disciplinas grenalísticas. Adílson Baptista cozinhou Tite no fogo baixo e soube engessar os meias colorados. E Gilberto, maestro maior do Cruzeiro, assombrou com sua canhota pragmática a zaga vermelha.

 

O resultado negativo é minimizado pela derrota do Palmeiras, mas permitiu ao São Paulo igualar o Inter em pontos, o que torna a luta pelo título deveras emocionante, visto que um ponto separa Muricylha de Tite e Ricardo Gomes. Inter e Palmeiras invertem os adversários na próxima rodada, viajando, respectivamente, a Salvador e Belo Horizonte, no encalço da recuperação e reafirmação.

 

Confere aqui a tabela de classificação. E aqui os resultados da rodada.

 

Guilherme Lessa Bica

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Um dos hobbys que tinha na infância era secar o maior rival. Com a chegada da vida adulta, acabei perdendo o costume. Talvez pelos inúmeros títulos conquistados pelo Inter ou, até mesmo, pelas incessantes derrotas do Tricolor. Mas, para voltar um pouco aos velhos tempos, resolvi assistir à partida contra o Boyacá Chicó.

 

O jogo ocorreu em Tunja, uma das cidades consideradas mais tranquilas da Colômbia, segundo a Polícia daquele país. Para os menos conhecedores da capital mundial da Coca, a nação de Valderrama, treinador do Boyacá, vive uma guerra civil há alguns anos. Com isso, a prática de esportes deve ter diminuído em larga escala. Essa, pelo menos, foi a justificativa que encontrei para aguentar o futebolzinho mixuruca dos boyacanos. Enxerguei minhas aptidões futebolísticas em pelo menos quatro atletas colombianos, o que demonstra o quão podre eles são.

 

Força na peruca

Força na peruca

Erros de passes de cinco metros, medo da bola e barreira furada são algumas das dezenas de falhas primárias cometidas pelos boyacanos. A esperança do time, um atacante de 22 anos, em nível de seleção, amarelou ao melhor estilo cagalhão. Pra matar o secador.

 

Mas tem o adversário.

 

O lance protagonizado por Jonas entrou para a história do futebol mundial. Algo inadmissível na esfera profissional. Ao menos, em um momento da partida, deixei escapar um sorriso de canto de boca. O atacante gremista conseguiu perder três gols em um lance, sendo que o último estava frente a frente com a goleira, momento em que soltou o petardo. Ao nada.

 

O médio time do Grêmio teve certa facilidade de vencer os boyacanos – apesar de apenas 1 a 0, o time perdeu 10 gols feitos. E reclamam do Roth.

 

Terminou o jogo, tomei uma pepsi – a pedido da Gaúcha – e fui dormir com a convicção que não assistirei mais aos jogos da primeira fase da Libertadores. É o grupo mais fácil da história da competição continental.

 

O que me deixa mais intrigado é que, se essas uvas boyacanas, que não chutam um ovo, venceram de 3 a 0, fora de casa…. o que sobra pro Aurora?

Futebol de Botão 

 

O time de puxadores do Inter se provaleceu frente aos panelinhas do Brasil de Pelotas e venceu pelo placar mínimo de 7 a 0. Destaque negativo para o 9 do Inter, que, com síndrome azul, perdeu um punhado de gols. De novo.

 

Ta apreendendo com o Jonas, é?

Tá apreendendo com o Jonas, é?

  O que é isso, companheiro?

 Tudo bem que a partida do Brasil será no Beira-rio, três dias antes do Centenário, mas Kleber na Seleção?

 

Comeu coco, Dunga?

 

Tem potencial, mas no momento é no máximo, mediano. Ta quase perdendo posição pro Cordeiro.

 

 

Fabio

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