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A melhor Copa debuta

Dia 17 de julho fez 15 anos do Tetra brasileiro nos Estados Unidos. Ainda que com atraso, reforço o apreço que tenho por aquela Copa, republicando o texto que iniciou a série de crônicas minhas sobre o Mundial de 1994.

 

A melhor Copa

A Copa de 1994 foi a melhor de todas. Pelos menos pra geração que nasceu em meados dos anos 80. Essa que caminha entre os vinte e três e os vinte seis anos. Foi o primeiro mundial que vi sabendo o que estava acontecendo naquela tela verde com onze caras pra cada lado, duas goleiras e uma bola. Tinha nove anos. O Brasil não ganhava uma Copa havia vinte e quatro. E ninguém estava disposto a esperar até 1998 pra experimentar essa sensação.

 

A Copa de 1994 foi a mais colorida de todas. Basta ver o filme sobre ela e comparar com as que vieram antes e depois. Talvez ache isso pelo fato de ser uma criança à época – sim, na minha geração, quem tinha nove anos era criança – e carregar uma inocência que fazia os cheiros, as cores e cada instante daqueles anos adquirirem uma importância pontual, separada do resto e melhor que hoje. Deve ser assim com toda criança. O fato é que nenhuma Copa foi ou será melhor que aquela para mim. E sempre conservei os melhores lances da competição, sobretudo os jogos do Brasil – mas também jogadores de outras seleções – craques de continentes distantes, com a certeza de que tinha que escrever algo sobre.

 

E é isso que começo a partir de hoje. Inicio uma série de crônicas sobre os principais jogadores da Copa de 1994. Algo despretensioso, tanto que não está amparado em nenhuma data comemorativa ou no famigerado gancho jornalístico; só a pura e simples lembrança. E nada de biografias enfadonhas ou fichas técnicas burocráticas. Mas textos que acumulem em si informações básicas sobre o jogador, a participação dele na Copa e o estilo de jogo, além de uma ou outra peculiaridade ou extravagância.

 

A abundância de acimas-da-média e figuras insólitas no torneio contribuem pra isso. Nem só as seleções tradicionais possuíam seus exemplares de extra-classe. Equipes menores também desfilavam suas jóias: os canhotos Stoichkov, na Bulgária, e Hagi, na Romênia; Rincón e Valderrama, na Colômbia; Brolin e Dahlin, na Suécia; Okocha, na Nigéria; Preud’ Homme, goleiro belga; Al-Owairan, saudita autor do gol mais bonito do torneio. Além dos protagonistas, craques dos times grandes: Romário, Mathäus, Maradona – aliás, a última dele -, Baggio, Klinsmann, Taffarel, Bergkamp, Baresi e outros tantos que agora me escapam, mas que serão contemplados.

 

A série não será disciplinada. Ocupará meu quinhão no blog intercalada com postagens sobre o restante do universo do futebol. Sem pressa. Apalpando a memória com o cuidado que essas lembranças merecem. Com a lentidão e a paciência que qualquer nostalgia deve ser tratada. Mesmo a nostalgia daqueles que nem viveram tanto.

 

Guilherme

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