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Archive for the ‘Colaborações’ Category

Gilson titular: uma das maldições que assombram o torcedor gremista

 

Abaixo, trecho de inspirado texto do colaborador Talis Ramon, publicado no Blog 1903, exaltando a força da torcida Gremista, que passa por um período não tão vitorioso.

“Parabéns, torcedor. O Internacional faturou mais um título e você segue na fila, esperando a roda gigante que comanda o futebol andar e a supremacia azul recomeçar.” Confere aqui.

Sobre o autor – Talis Ramon, sócio gremista que prometeu largar o futebol depois de mais um tropeço, mas que amanhã já estará totalmente envolvido com os assuntos do clube.

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Champions League

 

Na última terça-feira, dia 15, teve início o maior campeonato de clubes do mundo. Na verdade o campeonato já estava acontecendo, só que numa fase “pré-Champions”. Com os grupos formados (e pelo menos dois deles são “da morte”) os embates tiveram início. Como a temporada européia ainda engatinha, alguns grandes jogos desta fase de idas nos grupos serão decepcionantes (caso de Inter e Barça, já na primeira rodada). A falta de ritmo e entrosamento dos conjuntos é evidente, mas nada que um mês com as ligas nacionais a todo vapor não resolva.

 

Segue uma breve análise (com palpite dos dois classificados à próxima fase, resultados e classificação) grupo a grupo, do que acontece no campeonato que agrega o maior número de craques no futebol terrestre.

 

Grupo A

Bayern de Munique – 3

Juventus – 1

Bordeaux – 1

Maacabi Haifa – 0

 

Os bávaros foram até Israel e mostraram sua tradicional força. O novo estilo operário e veloz de Van Gaal começa a render frutos (assim como no início arrasador na Bundesliga). Dois gols de Thomas Muller e um de Van Buyten decretaram a vitória por 3 a 0 do Bayern sobre o Maacabi Haifa.

 

A Vecchia Signora sem Diego é um time totalmente comum. Ainda mais com Alessandro Del Piero machucado. Iaquinta abriu o placar em Turim, mas o tcheco com nome de remédio Plasil igualou o marcador para o Bordeaux, dos brasileiros Fernando, Henrique, Wendell e Jussiê. E Buffon fez pelo menos dois milagres…

 

Palpite da classificação: Bayern e Juventus. Com o Bordeaux muito vivo na briga.

 

Grupo B

Wolfsburg – 3

Manchester United – 3

Besiktas – 0

CSKA – 0

 

Grafite é o nome do momento na Alemanha (e por aqui também…). Fez os três gols na vitória por 3 a 1 do Wolfsburg contra o CSKA, em casa. É um time sem grandes nomes (o mais conhecido é o nigeriano Oba-Oba Martins!), porém entrosado. E o CSKA (Guilherme e Daniel Carvalho no elenco) com problemas financeiros é coadjuvante.

 

Já o “renovado” Manchester precisou dos serviços do “garoto” Paul Scholes para derrotar o Besiktas, na Turquia, por 0 a 1. Quem conseguiu acompanhar o jogo até o final, sem dormir, afirma que… foi sofrível! Sir Alex Ferguson terá muito trabalho nesta temporada…

 

Palpite da classificação: Manchester United e Wolfsburg, com o CSKA tentando o milagre.

 

Grupo C

Real Madrid – 3

Milan – 3

Olympique de Mareseille – 0

Zurich – 0

 

Os Galácticos II estrearam contra o time mais fraco da chave, o suíço Zurich, fora de casa. 2 a 5 pros Merengues, com direito a dois gols de falta de Cristiano Ronaldo (com colaboração do arqueiro rival). Raúl, Higuaín (que agora será convocado por Maradona) e Guti, num golaço de assistência “Kakética”, completaram o marcador.

 

Vindo de resultados pífios no início do Calcio (0 a 0 com o Siena por exemplo), o Milan foi visitar o promissor Olympique de Marseille do técnico e ex-jogador francês Deschamps. Com Ronaldinho (e Huntelaar, Gattuso…) no banco, Leonardo apostou nos velhos Pirlo, Seedorf e Pippo Inzaghi pra difícil tarefa de estrear bem na França. Com dois gols do Highlander de Milão (e duas assistências do holandês camisa 10) o Milan venceu por 1 a 2. O gol do Olympique foi do argentino Gabriel Heinze.

 

Palpite da classificação: Depois deste tropeço em casa, Real e Milan. Mas este Milan 2009 é uma surpresa completa…

 

Grupo D

Chelsea – 3

Atlético de Madrid – 1

APOEL – 1

Porto – 0

 

O chato e burocrático time londrino do Chelsea encontrou o treinador perfeito: Carlo Ancelotti, chato e burocrático. Com mais um 1 a 0 (gol de Anelka), os Blues venceram o Porto, em Stamford Bridge. Helton teve grande atuação, evitando um placar mais dilatado. Mas aí Ancelotti ficaria triste; Ele prefere um placar bem magrinho.

 

Sabe onde fica o Chipre? Nem eu. Pois o Atlético de Madrid conseguiu empatar em casa com o APOEL, equipe que representa o minúsculo país europeu. O 0 a 0 talvez seja pela má influência que as seleções exercem sobre os principais jogadores do time espanhol: Diego Forlán (Uruguai), Simão Sabrosa (Portugal) e Sério Agüero (Argentina).

 

Palpite da classificação: Chelsea e Porto. Atlético de Madrid está se esforçando para ser a decepção da temporada.

 

Grupo E

Liverpool – 3

Lyon – 3

Fiorentina – 0

Debrecen – 0

 

Jogar pela primeira vez a Champions deve ser difícil para qualquer clube. Se a partida for contra o gigante Liverpool, em Anfield, o negócio fica feio. Mas os húngaros do Debrecen mantiveram a dignidade e quase engrossaram pra gurizada do Professor Rafa Benítez, que venceram por magro 1 a 0. Gol do (caneleiro) holandês Dirk Kuyt.

 

Um dos confrontos mais equilibrados desta primeira rodada (e que fatalmente definirá uma vaga à próxima fase) aconteceu entre Lyon e Fiorentina, na França. Num possível duelo de ótimos centroavantes (Gilardino e Lisandro López), quem decidiu foi o jovem meia bósnio-francês Miralem Pjanić. 1 a 0 Lyon dos brasileiros Cris e Ederson.

 

Palpite da classificação: Liverpool e Lyon, sem surpresas.

 

Grupo F

Dynamo de Kiev – 3

Barcelona – 1

Internazionale de Milão – 1

Rubin Kazan – 1

 

O jogo que todos esperavam. A volta de Ibracadabra para o San Siro, agora defendendo o Barça. Samuel Eto’o contra seu ex-clube. Júlio César, Messi, Diego Milito, Xavi… E foi um 0 a 0 com quase nenhuma chance clara de gol. A Inter jogou recuada, como se estivesse no Camp Nou. O Barcelona controlou a bola, mas sem muita vontade de se expor para atacar. O jogo de volta PRECISA ser melhor que este!

 

Andriy Shevchenko está de volta ao seu clube de origem (e de coração), o Dynamo de Kiev. O maior clube da Ucrânia inaugurou mais uma participação na Champions em casa, contra o russo Rubin Kazan. E foi surpreendido no primeiro tempo, chegando no vestiário com 1 a 0 para o Kazan, gol de Alejandro Domínguez (muito russo este rapaz!). Na segunda etapa, com direito a gol do ex-cruzeirense Gérson Magrão, o Dynamo virou para 3 a 1.

 

Palpite da classificação: Que dúvida… Barcelona e Internazionale. Sheva terá que fazer chover, algumas vezes, para classificar o Dynamo.

 

Grupo G

Sevilla – 3

Glasgow Rangers – 1

Stuttgart – 1

Unirea – 0

 

Na Alemanha um duelo entre times tradicionais, mas com elencos modestos. O Stuttgart aposta no habilidoso bielo-russo Aleksander Hleb e no interminável atacante brasileiro Cacau. Os Rangers apostam… na marcação, na força e na ligação direta defesa-ataque, como qualquer time escocês que se preze. No fim o empate em 1 a 1 foi muito bom para o time de Glasgow, e pode valer a classificação às oitavas no final da primeira fase.

 

Com dois gols brasileños o Sevilla assumiu a liderança do grupo G. Renato e Luís Fabiano determinaram o 2 a 0 pra cima do romeno Unirea. Como o jogo foi na Espanha , nada de surpreendente nesta peleja. A não ser o fato de que o treinador do Unirea é o ex-craque da seleção romena Dan Petrescu.

 

Palpite da classificação: Sevilla e Rangers, nesta ordem.

 

Grupo H

Arsenal – 3

Olympiakos – 3

Standard de Liège – 0

AZ Alkmaar – 0

 

O tradicional clube grego Olympiacos (agora treinado pelo Galinho de Quintino) recebeu a surpresa do campeonato e atual campeão holandês AZ Alkmaar. Só por quebrar a hegemonia eterna de Ajax e PSV o AZ merece nossa simpatia. E acabou dificultando o jogo para o time de Diogo (ex-Portuguesa) e Dudu Cearense. O gol grego só saiu aos 35 do segundo tempo, com Vassilis Torosidis, decretando a magra vitória por 1 a 0.

 

No limiar de uma crise técnica, de resultados e interna, os Gunners viajaram até a Bélgica buscando recuperação. Depois de duas derrotas em clássicos na Premier League (3 a 1 para o Manchester United e 4 a 2 para o Manchester City, com direito a gol e desabafo tresloucado de Adebayor), os comandados de Wenger necessitavam da vitória. Aos 5 minutos de jogo o modesto Standard abria 2 a 0! Aos trancos e barrancos o Arsenal conseguiu a virada, com direito a gol irregular (mão E impedimento no MESMO lance). O tento da vitória por 3 a 2 foi anotado por Eduardo da Silva.

 

Palpite da classificação: Arsenal e Olympiakos. A surpresa holandesa do AZ já surpreendeu demais!

 

Felipe Conti é colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito e é titular das sextas aqui do Tisserand.

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El Capitán!

El Capitán!

 

O estádio Centenário, construído de forma hercúlea nos idos da década de 20 para abrigar a primeira Copa do Mundo – 1930 –, receberá uma partida digna do tamanho de sua história. Ainda que em circunstâncias melancólicas.

 

Uruguai e Argentina decidirão uma vaga direta (ou “repescada”) para o Mundial de 2010. Para tanto, os discípulos d’El Diez necessitam da vitória diante do combalido Peru (perdão pelo involuntário trocadilho) e os comandados de Oscar Tabárez precisam de pelo menos um empate com o Equador, nas nuvens de Quito. Com esta combinação de resultados (ou algumas outras, levando em conta que nada menos que SEIS seleções disputam TRÊS vagas nas duas últimas rodadas das Eliminatórias Sul-Americanas) o embate do dia 14 de outubro em Montevideo será épico. Não como a final dos Jogos Olímpicos de 1928, na Holanda, ou na própria final do Mundial de 1930, ocasiões em que o Uruguai maravilhou o mundo com seu futebol assombroso para aqueles tempos amadores. E de quebra venceu a rival Argentina. Mas ainda assim este confronto no próximo outubro será épico em sua (dupla) decadência.

 

Quarta-feira o cimento do Centenário ameaçou ruir, mais uma vez, quando o palmeirense Pablo Armero cruzou da esquerda e o dublê de arqueiro, o botafoguense Castillo, saltou algo entre 2 e 5 centímetros para interceptar um cruzamento. 1 a 1 no placar, Colômbia muito melhor em campo, platenses com um jogador a menos. Era possível sentir a desesperança de um povo pela tela da televisão.

 

Os 3 a 1 acabaram saindo tão suavemente quanto uma prisão de ventre de sete dias e noites suarentas ao trono. Muito em função da historicamente irresponsável Colômbia, que também ficou com um homem a menos em campo, do que pela qualidade técnica dos colegas do Diego Forlán.

 

 Forlán, um Recoba melhorado

Forlán, um Recoba melhorado

 

O que fica claro para quem é amante do esporte bretão é que um dia, ninguém imagina quando ou como, o Uruguai voltará a ter uma seleção forte (não apenas no aspecto físico) e campeã. O último esquadrão Charrúa que ergueu uma taça foi o time de Francéscoli e Bengoechea, que bateu o Brasil na final da Copa América de 1995, no Centenário e nos pênaltis. Querer que a Celeste volte aos tempos de glória é uma espécie de desejo romântico de quem já chutou uma bola.

 

Apesar dos sabidos desmandos na administração das “coisas do futebol” no país vizinho ao Rio Grande do Sul, a justiça está sendo aplicada muito severa e longamente com o pessoal da Banda Oriental. O Inter é um bom exemplo do que tento dizer: teve suas glórias em décadas longínquas, passou por longos anos de inverno espesso, com uma torcida que aprendeu a carregar uma tristeza inerente ao uniforme rubro. Dilapidaram o clube e o nome da instituição, até que um dia a grandeza histórica do gigante ferido veio à tona (culminando em dezembro de 2006).

 

Isso acontecerá para a Celeste Olímpica, e o povo com ar derrotado daquele pequeno e brioso pedaço do Pampa poderá sentir o que seus antepassados sentiram. Assim como o Botafogo um dia voltará a ser Botafogo.

 

Felipe Conti é colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito e é titular das sextas aqui do Tisserand.

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Depois de três vitórias consecutivas e a liderança consolidada, os horizontes mudaram para muitos colorados, inclusive eu, que não acreditavam mais no time. O jogo do último domingo contra o Avaí, na Ressacada, foi uma vitória consistente, maiúscula e que talvez prove que o time do Inter tenha condições de ganhar de equipes de tradição, como SPFC, Atlético-MG e até mesmo o Vitória, próximo adversário do Inter longe de seus domínios.

 

“PQP, a Ressacada virou o Beira-Rio!”. O canto da torcida do Inter dominou o chiqueirinho dos catarinas depois dos 2 a 0, o golaço de Magrão. Assistir ao jogo pela TV e ver, com todo respeito aos catarinenses, pois muitos são leitores do blog e torcedores do Internacional, dar um baile, é bonito. A rivalidade RSxSC é grande e não tenhamos dúvidas que mandamos nestes confrontos. Só o GFPA mesmo para perder uma decisão de título para um time catarinense!

 

Mas enfim, o Inter está bem encaminhado mas, por favor, sem oba-oba. Temos grandes chances, mas temos adversários qualificadíssimos no páreo, como o Palmeiras e principalmente o SPFC.

 

É deixar a Sul-Americana de lado e focar totalmente no Brasileirão. Depois de 30 anos, o título está pintando. Isso se os Edilsons da vida não meterem a mão, como naquele pênalti em cima do Obina, a favor do Palmeiras contra o Barueri, que não existiu.

 

Leandro Luz

 

P.S – Amanhã as fotos da invasão guaibense na Ressacada.

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Cara de guri, futebol de gente grande

Cara de guri, futebol de gente grande

 

Há sete primaveras o posto de 10 da seleção brasileira está vago ou semi preenchido. Depois do introvertido e genial Rivaldo desfilar a nobre arte dos armadores clássicos (Platini) em terras asiáticas, nunca mais houve a figura do “cérebro” do time. Tentativas sim, mas nunca com a contundência e aprovação que a posição exige. Alex, Ronaldinho Gaúcho, Kaká… Algum destes peitou todo mundo, disse que era O CARA do time e assumiu a bronca de receber o mundo nas paletas em caso de derrota?

 

Amanhã na mística e mítica Rosário, Kaká será “El Diez” dos canarinhos. Bom moço, limpinho, barba feita pela marca famosa da qual é garoto propaganda, crente. Nada contra, muito menos a favor de tudo isso. Mas desde quando um 10, o pilar de uma seleção brasileira, pode ser alguém tão insosso, um “picolé de chuchu”, por assim dizer? O 10 é um homem atormentado por mil demônios que os mundanos desconhecem. Seus olhos são ora vidrados em algo além da percepção (Riquelme), ora flamejantes por uma raiva atroz e sem sentido (Zidane). A glória e a lama andam de mãos dadas, logo atrás de seus calcanhares. Kaká pode ser um excelente jogador, mas seu futebol nunca emocionará ninguém, nunca terá seguidores. E aquelas meninas pré-adolescentes não contam…

 

Um jogador foi testado algumas vezes na seleção brasileira, mas sempre deslocado de seu lugar de origem. Ou então recebia uma convocação, jogava alguns minutos, ficava no banco para os “medalhões” atuarem e logo após sumia das listas de convocados. Diego surgiu assombrando o país naquele iluminado Santos de 2002. Com 17 anos apresentava uma maturidade descomunal, e ainda trajava a 10 mais pesada do planeta. Além disso, esbravejava contra adversários com o dobro de sua idade, comemorava tripudiando em símbolos alheios, levava cartão em quase todos os jogos e ainda achava tempo para fazer gols e distribuir assistências. Um craque venal, Maradoniano, por assim dizer.

 

Sexta-feira passada destacamos os três (supostos) principais clássicos que aconteceriam nos campeonatos pelo velho continente. O estreante Robben e o maluco Ribéry comandaram o 3 a 0 do Bayern pra cima do time da Volks.

 

Na Inglaterra uma injustiça sem tamanho com os Gunners de Wenger: controlaram a posse da bola, criaram mais chances, marcaram as principais jogadas do United… Mas num pênalti (gol e “cavamento” de Rooney) duvidoso e num gol contra “Oseístico” de Diaby os Red Devils venceram por 2 a 1. O gol do Arsenal foi uma pintura do 10 da seleção russa Arshavin.

 

Em Milão, um massacre. 4 a 0 inapelável para os comandados de José Mourinho. Ao lado do Barcelona, a Inter candidata-se ao título da Champions. O Milan ainda não tem um time, e sim um amontoado de boas peças que não encaixam de jeito nenhum.

 

Mas no domingo um jogo (e um jogador, mais especificamente) destacou-se mais que os três supracitados. Roma e Juventus travaram um clássico como manda o figurino: tensão, correria, parcas chances de estufar os cordéis da cidadela adversária e, para não dizer violento, um embate TRUNCADO. O 28 da Juve (dois + oito) era um dos poucos que fazia a bola rodar, de resto era um festival de nervosismo e patadas. Totti estava encarnando o 10 descontrolado, e o time de Luciano Spaletti não conseguia reter a bola no ataque.

 

E então numa falta boba perto da área romanista, Perrota foi dizer para Diego algumas expressões idiomáticas que ele certamente já aprendeu a responder em italiano. O barbudo brasileiro levantou e berrou, em italiano e com o nariz à uns cinco centímetros do volante carcamano, palavras intraduzíveis neste espaço internético tão respeitador. Os dois levaram uma advertência verbal do apitador, mas o estrago já estava feito. Depois deste lance o armador da Vecchia Signora esmigalhou a já combalida equipe da capital, e em duas arrancadas da intermediária driblou Riise e Méxes (respectivamente) para depois fuzilar o goleiro ex-Santos Júlio Sérgio.

 

De Rossi empatou o jogo no primeiro tempo, e Felipe Mello de canhota decretou a vitória da equipe de Turim. 1 a 3 Juventus e manchetes nos jornais esportivos da Bota comparando o antigo craque do Werder Bremen, Porto e Santos à Maradona e Zico. Exageros à parte, Diego há muito tempo merecia ser o 10 do Brasil. Se não tem o nome ou a mídia de seus concorrentes, possui as características exigidas para a função (inclusive a desconfiança da maioria!).

 

Até porque amanhã, com a disputa ficando entre Lionel Messi e Kaká, não há maneira de torcer pelo garoto propaganda da Renascer.

 

Com o DNA Mararoniano

Com o DNA Mararoniano

 

Para quem quiser saber mais da mística da 10, este livro  é fundamental.

 

Aqui um trecho da obra.

 

Felipe Conti é colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito e é titular das sextas aqui do Tisserand.

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Essa semana foi de matar um leão por dia, nem mesmo o gol do Marquinhos serviu pra levantar o ego do Magro. Com isso, lembrei do filme Antes de Partir e resolvi fazer a minha Lista da Bota. Para os que não assistiram, o enredo gira em torno de dois pacientes terminais que decidem listar tudo o que fariam antes de morrer.

 

Nessas quase duas décadas que ainda tenho, almejo muita coisa no âmbito profissional, pessoal, etc. Aqui, focarei apenas nos Desejos Colorados. Afinal, tenho apenas mais 17 Brasileirinhas.

 

Fabio Araujo projeta assustadoramente a própria morte e lista o que ainda quer vivenciar ao lado do Colorado, tal qual Morgan Freeman e Jack Nicholson nas  Telonas, em sua coluna no Arena Vermelha. Leia aqui.

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Hooligans "lights"

Hooligans "lights"

 

Uma das surpresas deste embrião de temporada no Idoso Continente atende pelo apelido de “Spurs”. Como o assunto aqui no Tisser não é o esporte da bola laranja, os Spurs de San Antonio ficam para outro momento.

 

O norte – londrino Tottenham Hotspur tem este apelido em função do seu mascote, um galo. Portanto, os “esporas”! O que esta informação agrega ao leitor? Pois é…

 

O tradicional clube, fundado em 1884 por enfurecidos jogadores de cricket, ganhou espaço na mídia nos últimos dias pela incrível arrancada na Premier League. Três partidas, três vitórias. A última vez que o Tottenham arrancou tão bem no campeonato inglês sagrou-se campeão. E isto ocorreu na longínqua temporada 60/61. Deste trio de resultados positivos, dois chamam atenção: o triunfo de virada por 2 a 1, contra o West Ham fora de casa, e a estréia, em casa (o histórico White Hart Lane), contra o gigante e candidato ao título Liverpool. 2 a 1 com direito a golaço do lateral esquerdo francês Benoit Assou –Ekotto.

 

Além da bela arrancada, o time inglês ultimamente está constantemente no noticiário esportivo gaudério. Sandro, volante classudo de 20 anos e forjado na base da Padre Cacique, despertou o interesse dos sóbrios dirigentes britânicos. 15 milhas (em euros) é a suposta proposta. COICIDENTEMENTE o Anão-Em-Chefe da Seleção Brasileirinha chamou o guri para substituir o contundido, insípido e inodoro Josué nos próximos jogos das eliminatórias.

 

Enfim. O interesse do Tottenham é pertinente, já que do meio e adiante seu elenco já é muito qualificado. Falta a tal da CONSISTÊNCIA DEFENSIVA, coisa que está para o futebol gaúcho como a velocidade está para o futebol africano.

 

A lista de atacantes bons (ou de nome) dos Spurs impressiona. Jermaine Defoe é o 9 titular. Rápido, oportunista, forte e matreiro, o avante nunca se firmou na seleção ou em times maiores em função de seguidas lesões (ou das loucuras dos Coach’s). Com Capello está tendo chances no English Team e correspondendo. Um dos problemas do rapaz é que parece ser meio introvertido demais. Nesse futebol marqueteiro, atacantes inferiores mas com potencial de mídia acabam se destacando.

 

Seu camarada no ataque é o irmão menos talentoso da família irlandesa dos Keane. Robbie Keane vagou por uma longa e tenebrosa estrada na terra dos Beatles, não vingou e voltou para Londres, onde é capitão, dono das camisas, da bola e responsável pelo horário semanal na quadra.

 

Não contentes com esta dupla titular de respeito, na suplência estão dois jogadores que tem gravado em seu registro profissional a inscrição CENTROAVANTE. O meio alienígena / meio vara de pescar Peter Crouch (saiu do decadente Portsmouth e também faz parte do grupo de Fábio Capello na seleção), e o tanque da seleção russa Roman Pavlyuchenko (melhor nome de jogador do futebol atual). Depois da saída conturbada do ex-ídolo búlgaro Dimitar Berbatov do time, para o Manchester United, os caras resolveram investir pesado no ataque! Tanto que contrataram a jovem revelação mexicana do Barcelona, Giovani dos Santos por 6 milhões de euros. Adaptação e comportamento complicados levaram o piá ao modesto Ipswich Town, por empréstimo. Nesta temporada pode ser uma arma para mudar jogos encardidos.

 

Beleza e perna esquerda são fundamentais

Beleza e perna esquerda são fundamentais

 

Municiando estes malucos com sangue nos olhos para fazer gols, estão dois dos melhores meias ofensivos da Liga Inglesa. Pela direita, uma das esperanças dos súditos da rainha para conquistar o bicampeonato mundial (ao lado de Theo Walcott e Wayne Ronney, pra citar os mais jovens), Aaron Lennon, 22 anos. Já pela esquerda, um jogador quase perfeito. O croata Luka Modrić, 24 anos, revelado pelo Dínamo Zagreb, tem a habilidade dos jogadores do leste europeu (como bom ex-Iugoslavo, considerados os brasileiros da Europa), senso de marcação, jogadas verticais e diagonais, além de um potente chute de média distância e lançamentos precisos. Típico caso de jogador sem mídia, mas com mais bola que muitos medalhões por aí. Como era o Bielo-Russo Hleb no Arsenal, hoje no Stuttgart. Quando transferiu-se pro Barcelona, era necessário imposição de personalidade. Aí a coisa complica. Modrić é titular e um dos principais jogadores da seleção da camiseta toalha de mesa. Completando o meio os volantes Boateng e Palacios. Sandro jogaria na vaga do Boateng fácil, alçando o Tottenham à candidato sério para a Champions League da próxima temporada.

 

Ps.: O goleiro titular dos Spurs é o brasileiro (Cruzeiro, PSV, Seleção) Gomes, alternando atuações monumentais e frangos vergonhosos. Carlo Cudicini, goleiro italiano que estava no banco do Chelsea será a sombra do arqueiro verde e amarelo nesta temporada. Reparem na foto como o uniforme é parecido com o do Victor, do Grêmio. “Bonito” como toda linha de uniformes que a Puma desenvolveu, com aquelas “asas” diagonais.

 

Padronização da tosquice

Padronização da tosquice

 

Ps. 2: Amanhã, para quem tem oportunidade de ver os canais por assinatura ESPN e ESPN Brasil, três jogos imperdíveis:

 

¬ 13:15 Manchester United e Arsenal. Clássico equilibrado, com dois times leves e que privilegiam o ataque. Teste de fogo para o jovem time de Wenger, que ano passado não teve sorte nos clássicos na Liga. Uma derrota pode colocar o ótimo trabalho do começo da temporada em dúvida. Para os Devils, uma oportunidade para mostrar que seguem como principal força da Inglaterra. Torço pro Arsenal fortemente neste jogo, 3 a 1 Gunners.

 

¬ 15:30 Bayern de Munique e Wolfsburg. O gigante Bávaro contra o campeão da montadora! Grafite e sua trupe tentam um inusitado bicampeonato numa das ligas mais disputadas do mundo. Isso quando o Bayern deixa… Louis Van Gaal aposta em Olic e Mário Gomes no comando do ataque. Jogo decisivo já nas primeiras rodadas. Aposto no Bayern, mais pela camiseta do que por qualquer outro motivo. 2 a 0 com gol do Lahm, melhor lateral do mundo hoje.

 

¬ 15:30 Inter de Milão e Milan. O clássico de Milão, já na segunda rodada! Pato e Ronaldinho tentando provar que podem levar este Milan reformulado à vôos mais altos. Eto’o contra a desconfiança, sempre. O que pode pesar num jogo desta magnitude é a experiência dos donos da casamata: Leonardo é um novato, contra o sagaz e ovelheiro José Mourinho. Ainda assim aposto num empate com gols, 1 a 1 movimentado.

 

Felipe Conti é colorado, gaúcho, canoense, goleiro, esquerdista, aspirante a jornalista. Nascido para ser do contra, desde março de 86. Escreve costumeiramente no Grenalzito e é titular das sextas aqui do Tisserand.

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