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Archive for the ‘Campeonato Brasileiro’ Category

“Em janeiro deste ano, depois de longa peregrinação pelas sex shops de Porto Alegre, conseguiu encontrar uma calcinha do tamanho da palma de sua mão, com o símbolo do saudoso Bahia. Não teve dúvidas, foi direto pra Casa da Luz Vermelha, escolhendo uma prestadora de serviço a dedo, avisando que naquele dia queria somente pela porta dos fundos. Além disso, ela teria de vestir o seu “presentinho”. Valores acordados, foram para o quarto. Ao trajar a peça com o escudo Baiano, rapidamente Pablo colocou-a na posição preferida por grande parte do universo masculino e iniciou o trabalho. A prestadora fazia movimentos circulares tentando apressar as coisas, momento em que Pablo começou a esbravejar: “diz que eu fodo melhor que o Bobô”, “Chama o bobô de Viado, fala que eu sei das coisas”. Sem saber o que ocorria, a profissional liberal executava as demandas com maestria até o último suspiro desse Colorado pervertido.”

 

Trecho da coluna de Fabio Araujo no Arena Vermelha. Para conferir o texto na íntegra, clica aqui.

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Ganso se passa por Marreca antes de atacar

Ganso se passa por Marreca antes de atacar

 

Há algumas certezas neste vale de lágrimas ao qual decalcam o nome de vida. Aquelas pieguices de que vamos viver, morrer, chorar, sorrir, de que o Roberto Carlos fará um show de fim de ano na Globo, enfim, por hora, não nos interessam. Pois o torcedor do Grêmio, como qualquer cidadão que paga impostos e adquire o direito de administrar o próprio bigode, também tem as suas. E a mais flagrante e dorida dos últimos meses pode amputar a Libertadores dos sonhos gremistas e afundá-los no terreno pantanoso e insosso dos classificados à Copa Sulamericana: o time de Paulo Autuori não vence quando deixa as cercanias de seu berçario. A noite de ontem cristalizou mais uma vez o drama de um time dependente de sua casa e derrotado pelo exílio efêmero.

 

O Santos não é um grande time. Há Kleber Pereira, um centroavante de alguma pujança, mas uma pujança cansada. Há Madson, e sua hiperatividade estéril. Há Fabão, zagueiro tão experiente quanto veterano. Tudo isso misturado de forma competente com algumas revelações pelo ziguifrido que faz trepidar os corações franciscanos, Wanderlei Luxemburgo.

 

Ocorre que o Grêmiio se transforma numa equipe esquizofrênica quando deixa Porto Alegre. Joga-se claramente para empatar. Souza, Tcheco e Adílson abusam de passes horizontais, especula-se aqui e ali algum escanteio, mas a avidez agressiva que um visitante deve transparecer, ao menos em contragolpes, inexiste nos tricolores. Restaria, então, a humilde atitude de travar o jogo, reconhecer a inferioridade técnica e sentar-lhe o sarrafo no lombo inimigo. Mas essa filosofia esbarra na postura aristrocática do treinador.

 

E nessa toada indecisa, sem saber se é agressor ou agredido, mais três pontos fugiram pelas curvas sinuosas de Santos. O único gol aconteceu num cruzamento orinudo de um momento de desatenção de Bruno Colaço e aproveitado com autoridade pelo jovem canhoto de corpo longilíneo, Paulo Henrique, o Ganso.

 

Cordeirinho a caminho do abate

Cordeirinho a caminho do abate

 

Já na Beira do Guaíba, Mano Menezes seguiu aprontando das suas. Como já fizera em tempos azuis, como já fizera há poucos meses, adentrou a casa colorada com seu passo regular, sua fala pausada e lúcida, improvisou um mistão alijado de alguns titulares importantes e, à base de chutões, rodízio de faltas e alguma entrega, encerrou a série de vitórias coloradas e venceu a segunda consecutiva contra equipes que encabeçam a tabela.

 

A despeito dos erros de arbitragem, abundantes nos dois lados, mas claramente mais prejudiciais ao Inter, o torcedor colorado deve estar peocupado com a derrota diante de um time igual, depois de ter acumulado vitórias sobre equipes menores – Barueri, Oita, Sport e Santo André.

 

De resto, o São Paulo aproveita a abrupta estiagem na pontuação dos adversários pelo título e ascende vertiginosamente na tabela. Ontem, venceu o Fluminense com o solitário gol de Richarlyson.

 

Tabela de Classificação.

 

Resultados

Vitória 2 x 1 Atlético-PR

Santos 1 x 0 Grêmio

Botafogo 1 x 2 Santo André

São Paulo 1 x 0 Fluminense

Barueri 2 x 1 Sport

Internacional 1 x 2 Corinthians

Coritiba 1 x 0 Palmeiras

 

Jogos de hoje

Náutico x Goiás

Atlético-MG x Avaí

Flamengo x Cruzeiro

 

Guilherme Lessa Bica

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Não vi o jogo contra o Sport, pois o trabalho me consumiu um grande tempo e quando cheguei em casa, os jogadores estavam comemorando o terceiro gol. Apenas uns ‘flashes’ pelo rádio.

Mas vale ressaltar que a vitória foi extremamente importante para o time na sequencia do campeonato. Isso porque temos dois jogos a menos que outras equipes que estão no G4 e podemos chegar bem próximo da liderança, caso os deuses do futebol estejam do lado vermelho.

D’Alessandro entrou para jogar poucos minutos, mas fez isso com extrema qualidade e competência, marcando um gol após bela jogada. Taison, pelo que pude notar, foi esforçado e teve boas oportunidades. Índio, guerreiro, saiu com o nariz machucado, de novo, assim como ocorrera na decisão do Mundial. Sandro e Giuliano também marcaram belos gols.

Agora é o Santo Andre, no próximo sábado. Vencer fora de casa é fundamental, afinal, o Inter tem que provar que não é cachorro vira-latas como um outro time aí, que só morde no seu território, mas que quando está longe dele abre as pernas como uma cadela no cio.

Leandro Luz

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Cena patética de reserva (D) tentanto se misturar

Cena patética de reserva (D) tentanto se misturar

 

Não escondo de ninguém a desconfiança que os canhotos me inocularam e ainda inoculam de que firmaram em algum momento sombrio de suas vidas um pacto com o demo. Basta um deles desfilar aquele balé torto e insolente sob meus olhos para que essa suposição tome corpo, cresça. Pois ontem, mais dois exemplares dessa espécie matreira e inapelável agiram sobre o Grêmio: Fernandinho e Thiago Humberto. O primeiro, com um hábil gol e dribles que Thiego deve carregar consigo na lembrança ate o último e derradeiro suspiro; o segundo, com altivez e soberania que somente aqueles que chutam com o pé esquerdo e carregam o número 10 às costas transparecem. Tomara que Tcheco e Souza, ainda que destros, tenham aprendido a lição.

 

O jogo na Arena Barueri até que teve um primeiro tempo nivelado, de início favorável às arrancadas endemoniadas de Fernandinho e temor permanente da zaga gremista, mas logo arrefecido com sabedoria por Autuori. O que permitiu ao Grêmio alguns lances perigosos, inclusive ludibriando o próprio torcedor de que realmente a maturidade era alcançada, ainda iludido com a atuação sobrenatural da última quinta-feira, contra o Palmeiras.

 

Ao fim da etapa inicial, o saldo era alentador. Nada de gols sofridos, um jogo parelho, tudo conferindo à atuação azul um caráter honrado. Mas a dependência quase maternal do Estádio Olímpico se avizinhava. Tudo começou com a saída de Maxi e o ingresso de Jonas (!). O único trunfo que os tricolores possuíam para prender a bola em terreno inimigo até que Tcheco e Souza – aqueles dois rapazes que pareciam carregar toneladas de carvão para um churrasco feito à lenha – conseguissem atravessar a linha da meia cancha, fora perdido. O jogo mimetizou a partir daí, para nosso desespero, o tenebroso ataque do dono da casa contra defesa do Grêmio que tanto se viu nesse primeiro turno.

 

Fernandinho regressou às suas artimanhas de filhote do capeta, mas agora orquestrado pelo outro canhoto, Thiago Humberto, de atuação apagada no primeiro tempo, mas justificando com sobras o interesse de Inter, Grêmio e outros times de camisa pesada e alguns títulos no lombo no segundo. Numa das tantas combinações desses dois, o Barueri venceu o jogo. Thiago prolongou com desenvoltura um passe lúcido de Márcio Careca e com apenas um toque deixou Fernandinho diante de Victor. Ele chutou firme e rasteiro, fazendo a bola cumprir uma diagonal virtuosa, que livrou de antemão o goleiro gremista de qualquer suspeita de frango.

 

A profecia era cumprida. O Grêmio conseguia encerrar sua participação no primeiro turno longe de seu estádio com apenas dois empates e desavergonhadas sete derrotas. Resta voltar para casa no próximo final de semana e manter inalterado o desempenho animalesco em nosso quintal: aliás, é ele o responsável pela posição intermediária e o fiador maior de qualquer crença em Libertadores para o próximo ano.

 

Confere aqui os demais resultados da rodada. E aqui a classificação.

 

Guilherme Lessa Bica

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Quero ser grande

Quero ser grande

 

A rodada do Campeonato Brasileiro que se findou na noite de ontem, modificou a hierarquia classificatória, alçando equipe de camisa leve ao segundo lugar, sendo benevolente com um gaúcho longe de seu pago e fazendo renascer do pó de arroz uma fênix carioca.

 

Lá na quarta-feira o Goiás colocou com alguma dificuldade a cereja no bolo de confeitira competente que foi a última semana esmeraldina. Além da estrepitosa contratação (Deus existe!) de Fernandão, o time de Hélio dos Anjos truinufou sobre o Flamengo, num emocionante 3 a 2 de raro e peculiar erro de arbitragem contra carioca.

 

Já no calabouço da tabela, terreno escatológico e sombrio, onde os times escutam ecos longíncuos de Portuguesas, ABCs, Pontepretas, Juventudes… E são tomados de delírios e calafrios, o Fluminense reagiu diante de um companheiro de cela, o Sport, empilhando cinco tentos nas redes de Magrão. A goleada não livrou os tricolores da zona maldita, mas permite a eles ao menos noites de sono mais tranquilas até o próximo jogo.

 

Ainda na noite de ontem, o Grêmio finalmente extirpou aquele bigode de Nescau que denuncia tragicamente os adolescentes despreparados, inocentes, não iniciados nas coisas da vida, tascou-lhe uma gomalina sebosa do pelo capilar, trajou um terno sóbrio e tornou-se adulto, com um digno empate em um gol com o líder Palmeiras. Uma vitória contra o temido Barueri, na Arena do adversário, no domingo, pode catapultar a equipe de Paulo Autuori ao celeste e onírico mundo dos classificados à Libertadores – ao menos até segunda, quando os colorados medem forças diante do alquebrado Sport.

 

Confere aqui a classificação. E acolá, os resultados da décima sétima rodada.

 

Guilherme Lessa Bica

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So bem louco colorado..

So bem louco colorado..

 

De acordo com a enciclopédia online Wikipédia, transtorno bipolar é uma forma de transtorno de humor caracterizado pela variação extrema de humor. Então, amigos, tenho certeza que o problema do Inter é esse. E tem cura. Só que os médicos ainda não detectaram esse problema. Resta pra mim, um quase ex-jornalista e corretor de imóveis, assessor parlamentar, que jamais teve idéia de fazer medicina, descobrir o problema pelo qual passa a equipe Colorada.

 

Contra o Barueri, o Inter pareceu aquelas esposas, namoradas, que uma hora estão numa boa e, logo depois, chorando, tristes, sem motivos aparentes.

 

O começo do jogo foi arrasador. Não foi um futebol mágico, de tabelas e passes perfeitos, mas futebol objetivo, suado, com todos os jogadores se doando. Até o Giuliano e o Kleber jogaram bem os primeiros 45 minutos. Só o Michel Alves, que não estava no seu dia, teve uma atuação fraca ao longo do jogo. O time amassou o Barueri, jogou marcando a saída de bola e não deu espaços. Isso, no primeiro tempo.

 

Na etapa final, os buracos na meia cancha apareceram e o Inter, pela terceira vez consecutiva, após estar vencendo por 2 a 0, cedeu o empate. Menos mal que, assim como no jogo contra o Fluminense, saímos vitoriosos. Mas pelo menos dá pra ver que o problema tem solução e ela está aqui.

 

Os 3 a 2 sobre os paulistas, no nosso jogo de número mil pelo Brasileirão, saiu de bom tamanho. A propósito: e los putos da Série B, quantos jogos tem na Primeira Divisão? Devem estar longe dos mil jogos ainda!

 

Agora, é pensar na volta do Japão. Sim, porque eu, particularmente, estou cagando e andando pra tal da Copa Suruga, pois acho que só irá tirar o foco do time do Brasileirão.

 

Leandro Luz

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Ah, a professora Helena

Ah, a professora Helena

 

Mesmo com o avanço da Gripe Suína, a Classe Escolar Tisserânica segue com aulas ininterruptas – transparecendo um clima de normalidade – assim como ocorria no Colorado, na semana passada.

 

No Inter, a propósito, os pratos foram quebrados, o Sinal Amarelo aceso; o bisonho “Estado de Emergência” decretado; e D”Alessandro foi levado para o cantinho da sala da aula, presenteado com chapeuzinho de Burro.

 

Enfim.

 

Voltando a aula, vamos a chamada.

 

– Fabinho?!

 

– AUSENTEE, PROFESSORA

 

Por motivos particulares, não farei parte da comitiva de colorados guaibenses a rumarem para o Beira-Rio, hoje à noite, contra o Barueri.

 

“Esse só vai nas boas”, o atento leitor deve estar matutando com seus botões, mas asseguro que não é o caso. Que o Tite permaneça no cargo até 2012 se estiver mentindo.

 

Na verdade, até estou curioso com o futebol demonstrado por esta nova força vinda do Sudeste, e os problemas que o estreante Barueri poderá acarretar com o time Colorado. Problemas que na verdade, deverão iniciar antes mesmo da bola rolar, com um protesto previamente organizado pelo Orkut. A princípio, pacífico. Mas sempre tem a turma da baderna. De repente até o Cpers aparece lá.

 

– Consulado do Inter?!

 

PRESENTE – e atuante.

 

Em mais uma atividade desenvolvida pelo Consulado do Inter, de Guaíba, foi dado início ao Projeto “Colorado Nota 10”, algo inédito em Consulados Colorados.

 

Basicamente, o Projeto consiste em cadastrar estudantes colorados de escolas estaduais do Município, sendo que os alunos com melhor desempenho até o final deste ano, serão selecionados para conhecer o Estádio Beira-Rio e os jogadores do Inter.

 

Baita iniciativa.

 

(ZECA GAVA MODE ON).

 

Além disso, o Bus de Guaíba segue como o único 100% em 2009, no Beira-Rio.

 

Apesar de estar ausente no jogo de hoje, Guaíba estará bem representada.

 

Amanhã comento a vitória – tomara – no Arena Vermelha.

 

Fabio

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