Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Boletim Escolar’ Category

Réquiem para um sonho

Réquiem para um sonho

 

Um vento alvi-negro varreu Porto Alegre na noite de ontem. Um sopro devastador que promoveu estragos irreparáveis numa região entre a Padre Cacique e a Avenida Beira Rio. Este vento lançou André Santos e o incitou a atropelar o flanco direito rubro, desfilando com a facilidade permitida pela marcação negligente e relaxada que equipes de peladas varzeanas dedicam aos adversários.

 

O mesmo sopro vindo do norte provocou em D’alessandro um débil estado febril, o que impeliu o argentino a se transformar em pugilista de Pindorama, partindo avidamente para cima de Willian, cujo jogo de pernas a la Mahamed Ali impressionou deveras.

 

Para o colorado ou o gremista incautos que não compreenderam ou ignoram a matéria que trato, explico que me refiro ao 2 a 2 para o Corinthians na noite de ontem. E como Tricolor que sabe homenagear seus ex-servidores (Mano Menezes, Sidney Lobo, Willian, Alessandro, Jean), manifesto minha gratidão com análises e notas do campeão da Copa do Brasil.

 

Felipe – Só foi exigido depois dos 2 a 0. De peito inflado, confiante como os grandes goleiros sempre devem estar, fez boas intervenções, embora tenha sofrido dois gols. Azar, o Inter é vice! Nota 10.

 

Alessandro – Compôs um trio defensivo com Chicão e Willian de pouca firula, muita marcação e entrega irrestrita. O que permitiu a André Santos os avanços pelo outro lado. Mas pouco passou do meio de campo: grande coisa, o Inter é vice! Nota 10.

 

Willian – Foi bacana rever o zagueiro sério que passou por aqui em 200 6 e 2007. A lentidão compensada por tranquilidade, antecipações seguras. Chegou a inventar em certos momentos, quando desarmou Nilmar com facilidade e tentou sair jogando, o que não sabe. Mas isso não interessa, o Inter é vice! Nota: 10.

 

Chicão – É competente com os pés, mas baixo para a bola aérea. Tanto que, quando jogava em equipes de menor expressão, atuou de volante muitas vezes. O segundo gol de Alecsandro nasceu dessa deficiência. Sem problemas, o Inter é vice! Nota 10.

 

André Santos – Grande jogador do time em campo. Atacou com desenvoltura, tabelou, costurou a dribles a zaga colorada. Fez o cruzamento do primeiro e marcou o segundo gol. Caiu de produção no segundo tempo, inclusive dando a assistência para o primeiro gol de Alecsandro. Mas não estou nem aí: o Inter é vice! Nota 10.

 

Cristian – Travou duelos interessantes com Guiñazu e Magrão. Por vezes a bola parecia fugir de seus pés, medrosa de levar uma bicuda. Isso, na verdade, pouco importa: o Inter é vice! Nota 10.

 

Elias – É volante, mas com vocação ofensiva. Ao lado de Douglas, colocou a meia cancha rubra na roda em cirandas cirandinhas constrangedoras. Nota 10.

 

Douglas – Basta vê-lo dominar uma bola para concluir que tem técnica acima da média. Ainda que seja incapaz de demonstrá-la de forma mais efetiva. O que de nada vale para mim: o Inter é vice! Nota 10.

 

Jorge Henrique – É um Romarinho sem a malandragem e o talento do verdadeiro. Mas compensa com o esforço e a disciplina implementados por Mano. Incomodou Indio e companhia e ainda marcou um gol de centroavante, a despeito da altura diminuta. Nota 10.

 

Dentinho – Abnegado na tarefa de marcar a saída de bola do Inter e insinuante nos contra-ataques. Foi o atacante que mais prendeu a bola. Peca na finalização. Não dá nada: o Inter é vice! Nota 10.

 

Ronaldo – Participou de tabelinhas infrutíferas, foi anulado pela defesa do Inter e perdeu duas chances absurdas. E daí? O Inter é vice! Nota 10.

 

Foto: Terra

 

Guilherme

Anúncios

Read Full Post »

Guina: dono do meio-campo colorado

Guina ensinando Ibson a desarmar

 

Em partida histórica, o Inter garantiu vaga nas semifinais da Copa do Brasil, ao vencer o Flamengo por 2 a 1. O Colorado segue imbatível no Beira-Rio, completando a sua décima oitava vitória consecutiva.

 

Em casa, o time já marcou opulentos 58 gols em 19 jogos e administra um aproveitamento fantástico de 96,49%.

 

A crônica do jogo pode ser conferida na coluna semanal do articulista Fabio Araujo, no Portal Arena Vermelha.

 

Abaixo, as notas e considerações deveras pertinentes sobre a Esquadra Rubra.

 

Lauro – Foi pouco requisitado e não falhou no gol. Nota: 7,0.

 

Danilo Silva – Substituiu Bolívar, mas pouco acrescentou. Nota: 6,8.

 

Indio – É o cacique do Beira-Rio.  A defesa estava segura.  Nota: 8,0.

 

Álvaro – Mesmo criticado pela torcida, não entrega a rapadura. Nota: 8,0.

 

Kleber – Tem qualidade em algum lugar obscuro carente de nossa atenção. Pode render mais. Nota: 7,5.

 

Sandro – O meio como um todo estava com baixo rendimento. Nota: 6,9.

 

Rosinei – Rosinou inofensivamente. O time sentiu falta do Magrão. Nota 6,5.

 

Guiñazu – Um inconformado. Um leão em campo. Nota 9,5.

 

D’Ale – Infernizou a defesa adversária com a habitual chiliquentice. Nota 8,9.

 

Taison – Voltou a jogar bem e ensaiar aquela dancinha de pugilista peso leve de quando está confiante. Marcou um gol decisivo. Nota 9,2.

 

Nilmar – Velocidade fora do comum, foi o responsável por parcela pungente do primeiro gol. Nota 8,9.

 

Glaydson – É um operário, mas entrou bem. Colaborando de forma mais efetiva com a falta sofrida cobrada por Andrezinho. Nota 7,5.

 

Andrezinho – Como diria o aforismo do filósofo: futebol é momento! Ontem: Dézinho foi 10. No final, decidiu e correu pro abraço. Nota 10,0.

 

Alecsandro – Sem nota.

 

Foto: Jeferson Botega, Clic Esportes.

 

Fabio

Read Full Post »

Kinder Ovo de papel

Kinder Ovo de papel

 O-futebol-é-uma-caixinhas-de-surpresas é o chavão mais cretino da crônica esportiva brasileira. Apesar da tosquice da constatação, a afirmação tem um percentual de lucidez a ser considerado.

Diria que foi, no mínimo, curiosa a diferença das atuações do Inter na última semana. Na Copa Estrada do Conde, os medalhões tiveram imensa dificuldade para se classificar. Enquanto, quatro dias depois, os reservas aplicaram uma goleada de 4 a 0 pelo Gauchão. E o adversário dos reservas era bem mais qualificado – diga-se de passagem.

Acertada a decisão de Tite em poupar os titulares na partida de estreia da Taça Fabio Koff. Os reservas não só mostraram bom futebol, como também se credenciaram para a luta por um lugar ao sol entre os 11. Nada melhor do que uma boa sombra neles.

 

Notas

 

Michel Alves – Apesar de ter imensa qualidade técnica, a sua participação na partida foi semelhante a de Rodrigo Santoro em As Panteras. Nota 7,0.

Arilton – Esforçado, criou algumas jogadas durante a partida. Nota 6,9.

 

Danilo Silva – Um zagueiro de veludo. Não usa do recurso da violência, é seguro, marca bem e comete poucas faltas. Nota 8,2.

 

Bolívar – Longe de ser o General de 06, mas contra o Veranópolis é melzinho na chupeta. Nota 7,9.

 

Marcelo Cordeiro – Marcou um dos gols colorados. Mas os esparsos ataques do Veranópolis vieram em suas costas. Nota 7,5.

Sandro – Um jogador completo. Nota 8,9.

 

Rosinei – Quando chegou no Inter, a torcida esperava mais. Tá jogando o seu futebolzinho. Nota 6,7.

 

Andrezinho – O craque do jogo. Marcou dois gols, deu passe pra outro, e já tá com marra de craque-acima-da-média – o que não é. De olho nele, Dunga. Nota 10,0.

 

Giuliano – Não é à toa que foi escolhido um dos melhores da série B, ano passado. Habilidoso, marcou um golaço e pede passagem para o time titular. Nota 9,1.

 

Valter – Sem pegar no pé, ao ouvir o nome Valter, lembro de Diogo Rincon, gêmeos Diego e Diogo e outras promessas que nunca estouraram, voltando em seguida para o anonimato. Nota 4,2.

 

Alecsandro – Atacante estilo orangotango. Está se esforçando para conquistar espaço. Tem boa presença de área. Nota 5,9.

 

Tales Cunha – Sem nota.

Glaydson – Sem nota.

Leandrão – Sem nota.

 

____________________________________________________

 E o gordo Ronaldo marcou pelo timão, o que lhe rendeu mais de três horas no noticiário esportivo.

Parabéns pelo grande feito, Ronaldão.

Mas é bom deixar claro que o marcador dele no lance era o Marcão.

Depois do jogo, Marcão sofre urinada de Luxa

Marcão exibe beicinho diante de urinada do treinador e ziguifrido Luxa

Não preciso dizer mais nada.

 

Fotos: Lancenet.com e Flicker

 

Fabio

Read Full Post »

A abundância de publicações  na manhã de sexta é algo bissexto, mas acontece. O Fábio também publicou um texto hoje, também sobre o jogo do Inter. Para ler, é só clicar aqui.

Para quem não lembra, na última quarta-feira o Inter eliminou a briosa equipe do União de Rondonópolis da Copa Estrada do Conde 2009, mais conhecida como “do Brasil”, atalho sem pedágio – ainda que de topografia espinhosa e acidentada – para a Libertadores. Escalado por carteiros, cabelereiros, frentistas, padeiros, construtores e profissionais liberais que nas horas vagas se reúnem para algumas peladas, além do ex-jogador e sex symbol, Odvan, capitão da equipe, o União vendeu a preço exorbitante a derrota por 2 a 0. Vagner Tardelli, o árbitro, habitual antagonista de Tcheco nas partidas do Grêmio, não poupou os três zagueiros matrogrossenses, cujas bocas sujas, respectivamente, ofenderam-no de bobo, chato e feio logo nos primeiros minutos. Diante de tamanha barbaridade, Tardelli amarelou-os, o que acarretou na expulsão de Odvan na segunda etapa por coxar o préadolescente argentino D’alessandro.

 

Depois desta pequena resenha gremista e parcial sobre o jogo, esclareço que, eventualmente, eu e o Fábio daremos  nota para os adversários da dupla Grenal. Empresa árdua que inicio agora, avaliando o valente e injustiçado União. O mínimo permitido é 0, 1 e o máximo, 10.

Paulo Sérgio – Foi amarelado aos quinze segundos de jogo. Embora tenha físico de ala direita de campeonato praiano do Quintão, defendeu quase tudo. Quando foi obrigado a jogar com os pés, mostrou que poderia estar, ao menos, de ponta esquerda. Nota 3,1.

Alex Mineiro –  Não comprometeu enquanto o pulmão permitiu. Depois do que correu no Beira Rio, deve consultar urgentemente um pneumologista. Nota 2,0.  

Odivan – Lembrou aquele defensor de despontou no Vasco na segunda metade da década passada: inseguro e salvo constantemente pelos companheiros de zaga. Expulso por mandar Tardelli pro cu do Conde. Nota: 1,8.

 

Que saudade, hein, O divã?

Que saudade, hein, Ô divã?!

 

Rodrigão – O melhor zagueiro matogrossense. O que não quer dizer lá grande coisa. Nota: 2,5

Richard – Percorreu a faixa direita de campo com uma velocidade espantosa, mesmo para um ala direita. Uma pena não estar com a bola quando o fez. Nota: 2,1.   

Rocha – Mais preocupado em procurar as câmeras quando desarmava o chiliquento e préadolescente camisa 10 colorado. Nota: 1,9.

Wender – Contribuiu com boas trocas de passe com Jonas. Obviamente o nome de jogador de handebol de seleção alemã não ajuda. Nota: 2,3.

Jonas – Jogador mais lúcido na partida. Responsável pela ciranda cirandinha que provocou silêncios constrangedores nos colorados no primeiro tempo. Nota: 3, 0. 

Maciel – Acha que é o Roberto Carlos. Quando conscientizar-se de que é o Rubens Cardoso, será útil para a equipe. Nota: 2,7.

Clodoaldo –  Depois de aparecer para o sul do Brasil acertando a trave do goleiro Lauro no jogo de ida, arranjou contrato com rede de cabeleireiros e ensaiou um corte inspirado em alguma espécie exótica do Pantanal. Nota: 1, 2

Diogo – Ficou no Salgado Filho, ora pegando um cinema, ora vendo os aviões irem e virem. Nota: 0,1.

Ataliba e Dilmar – Sem nota.

 

Foto: site da CBF.

 

Guilherme

Read Full Post »